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Documento:

COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS PARA A FORMAÇÃO EM RECREAÇÃO

COMPETENCIAS PROFESIONALES PARA LA FORMACION EN RECREACION

Autor:

Profa. Christianne Luce Gomes

Centro de Estudos de Lazer e Recreação – CELAR

Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil

Origen:

IX Congreso Nacional de Recreación
Coldeportes / FUNLIBRE
14 al 17 de Septiembre de 2006. Bogotá, D.C., COLOMBIA.

 

 

 

 

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Ponencia

 

1 Introdução

Como alternativa ao tradicional conceito de “capacitação” – que envolve elementos organizados da educação formal e da experiência profissional, geralmente voltados para o desempenho de tarefas especializadas –, na sociedade contemporânea observa-se uma progressiva preocupação com a questão das “competências”. Por tratar-se de um tema polêmico, para muitos estudiosos o modelo de competências pode remeter a características individuais dos profissionais, com tendências ao enfraquecimento das ações coletivas no campo do trabalho, à irrestrita subordinação aos princípios do mercado e à despolitização política e social. Além disso, tanto na esfera da educação quanto no mundo do trabalho a noção de competências é polissêmica, podendo assumir vários significados diferentes.

Mesmo que o debate comporte várias abordagens, cabe destacar que um determinado conceito de competências expressa as características e os interesses sociais, políticos, culturais e pedagógicos do grupo que o elabora. É neste sentido que a noção de competências pode ser entendida como uma construção social, e por isso é motivo de disputas em torno do seu significado, que divide as opiniões.

Apesar de muitas críticas ao modelo de competências serem pertinentes, essa discussão pode ser de grande valia para os profissionais de recreação. Afinal, permite vislumbrar possibilidades diferenciadas para a formação nesta área, tendo em vista buscar alternativas críticas e criativas às sistemáticas tradicionais, ainda limitadas à aquisição formal de conteúdos e à dimensão técnica da ação profissional em recreação. Esses elementos, apesar de importantes para a área de recreação, não são suficientes para possibilitar uma formação contextualizada, consistente, reflexiva, dinâmica, multifacetada e inovadora, tendo em vista preparar profissionais competentes para buscar respostas e enfrentar os desafios com os quais se deparam cotidianamente.

 

2 Compreendendo o significado de competências

O que significa “ser competente”?

Uma questão aparentemente simples como esta pode comportar inúmeras respostas, que variam conforme as diferentes correntes teóricas e matrizes epistemológicas que as fundamentam, expressando os valores e interesses de cada sujeito ou grupo social.

De acordo com Perrenoud (2000), possuir conhecimentos ou determinadas capacidades não é o bastante para garantir que um profissional seja “competente”. Muitos profissionais que possuem conhecimentos ou capacidades importantes nem sempre sabem mobilizá-los de modo adequado, aplicando-os no momento oportuno.

Os estudos do sociólogo suíço indicam que o aproveitamento daquilo que se sabe em um contexto específico – que é marcado por uma cultura institucional, por relações de trabalho, eventualidades, limites de tempo, envolvendo ainda recursos físicos, humanos e materiais, etc. – está fortemente relacionado com as competências, que se realizam na ação concreta. Competência é, portanto, a capacidade de o sujeito mobilizar saberes, conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver problemas e tomar decisões adequadas (Zabala, 1998).

Competências também podem ser entendidas como um conjunto de conhecimentos, qualidades, capacidades e aptidões que habilitam para a discussão, a consulta, a decisão de tudo o que concerne a um ofício, supondo conhecimentos teóricos fundamentados, acompanhados das qualidades e da capacidade que permitem executar as decisões sugeridas (Ropé, Tanguy, 1997).

Um outro aspecto importante é que as competências traduzem uma capacidade de abstração, de desenvolvimento do pensamento sistêmico (que pretende superar a compreensão parcial e fragmentada dos fenômenos), de criatividade, de curiosidade, de pensar em múltiplas alternativas para a solução de um problema. Este modelo fundamenta-se na aptidão para trabalhar em equipe, no desenvolvimento do pensamento divergente, na disposição para aceitar críticas, de avaliar criticamente, saber comunicar-se e buscar novos conhecimentos e referenciais de análise. Estas competências precisam ser desenvolvidas na esfera social, cultural e profissional; devem estar presentes nas atividades políticas, sociais e educativas como um todo, pois, são condições para o exercício da cidadania num contexto democrático (Brasil, 1998).

Dessa maneira, a noção de competências precisa ser entendida como uma possibilidade multidimensional, que envolve facetas que vão do individual ao sociocultural, situacional (contextual-organizacional) e processual (Manfred, 1998). Por este motivo, uma competência não pode ser confundida com mero “desempenho” de tarefas, principalmente quando consideramos o campo profissional. É fundamental fazer uma transposição das competências presentes no processo e nas relações de trabalho de modo a estabelecer, em uma proposta de formação, um diálogo entre os conhecimentos e a experiência concreta da ação profissional – que considera os valores, as histórias e os saberes gerados na própria atividade de trabalho.

Contudo, as competências relativas ao universo profissional não devem ser reduzidas à capacidade de desempenhar, com eficiência e eficácia, as atividades requeridas pela natureza do trabalho. O conceito de competências profissionais precisa ser ampliado porque a dimensão técnica não pode ser o único parâmetro válido. Elas não englobam apenas uma dimensão individual de caráter cognitivo, relacionado aos processos de aquisição e construção de conhecimentos produzidos pelos sujeitos diante das demandas das situações concretas de trabalho. Competências profissionais envolvem uma outra dimensão, fruto de experiências coletivas, pois representam uma construção influenciada por parâmetros sociais, culturais, éticos, pedagógicos, políticos e históricos (Schwartz, 2001).

A noção de competências profissionais também diz respeito, portanto, aos contextos, espaços e tempos socioculturais, políticos e econômicos; às transformações técnicas e organizacionais; aos impactos ambientais, aos saberes formais e informais dos próprios trabalhadores, às contradições da sociedade, aos laços coletivos e de solidariedade, sendo significativo considerar também as influências de classe social, gênero, crença, etnia e grupos geracionais, entre outras.

Assim, os processos de identificação, definição e construção de competências profissionais não devem ser direcionados só para as demandas estritas do mundo do trabalho, uma vez que essas são dinâmicas, pontuais, passíveis de constantes transformações e, normalmente, atendem apenas os interesses hegemônicos. É essencial buscar competências para a autonomia, por meio do estímulo ao pensar crítico e à criatividade, articulando os aspectos profissionais com os sócio-políticos de maneira sistêmica.

O modelo de competências detém uma complexidade, mas este referencial pode contribuir com a formação de profissionais em recreação, que na maioria das vezes ainda é centrada na dimensão técnica, com ênfase na aquisição de conteúdos. Considerar a perspectiva das competências não elimina a necessidade de trabalhar os conteúdos, pois não é possível desenvolvê-las a partir de um “vazio” conceitual. Entretanto, as competências apenas norteiam a seleção dos conteúdos que serão desenvolvidos em um determinado momento da formação, para que o profissional de recreação tenha consciência de que o mais importante não é a quantidade de informações que conseguirá absorver em um determinado período de tempo, mas a capacidade de lidar com esses elementos cotidianamente. Isso se torna possível através de processos que impliquem em apropriação e comunicação, e, principalmente, produção e reconstrução das experiências recreativas propostas, a fim de que sejam contextualizadas, diversificadas, articuladas, mediadas e transpostas a novas situações.

 

3 Competências para a formação profissional em recreação

As transformações pelas quais a sociedade contemporânea está passando estão criando uma nova cultura e modificando as formas de produção e apropriação dos saberes. Salienta-se, dessa maneira, a necessidade de pensar a formação como uma possibilidade para auxiliar os profissionais da área por meio do desenvolvimento de determinadas competências, preparando-os para lidar com mais este desafio.

Neste âmbito, as propostas formativas tradicionais – baseadas em um ordenamento linear, seqüencial, mensurável e previsível – deixam de fazer sentido. Uma formação em recreação comprometida com as competências profissionais precisa adquirir o caráter de organização em rede, com abordagem pluralista, dinâmica, diversificada, inovadora, flexível e processual, sempre aberta a novas perspectivas, valorizando o potencial cognitivo, cultural, social e afetivo dos sujeitos.

Ao priorizar a articulação entre conhecimentos, habilidades, procedimentos, valores e atitudes, o modelo de competências evidencia uma preocupação em superar ações e comportamentos limitados à padronização e à repetição que se esgotam em si mesmas, características inerentes a muitos programas de recreação. Como alternativa a este problema, ao invés de continuar a reproduzir conteúdos, o profissional passará a exercitar habilidades, e através delas, poderá adquirir competências importantes para sua intervenção no âmbito da recreação, como indicam os exemplos a seguir.

  • Compreender a recreação como um fenômeno contextualizado

Antes de ser um conjunto de conhecimentos profissionais, a competência é uma atitude social que requer a contextualização dos fenômenos que integram nossa sociedade e cultura. Tal entendimento nos revela que a recreação não deve ser tratada como um fato isolado, mas como um fenômeno historicamente situado e em íntimo diálogo com o contexto, cujo processo de constituição precisa ser (re)conhecido. Simultaneamente, a recreação influencia e é influenciada pelos princípios, valores, normas, contradições e interesses vigentes em cada realidade.

Permeada tanto pelas ações do Estado, do mercado e da sociedade civil, a recreação não pode ser vista como um mero entretenimento desconectado da realidade mais ampla. Para isso, é imprescindível refletir criticamente sobre, por exemplo, o seu uso como possibilidade de evasão da realidade, válvula de escape, quebra da rotina e fuga dos problemas.

A recreação é um campo através do qual se podemos refletir sobre a sociedade com seus grupos, suas formas de organização temporal/espacial, sua sociabilidade e seus conflitos. Sendo um suporte de múltiplos significados, pode oferecer uma via de acesso ao conhecimento dos impasses e das possibilidades que se abrem na nossa realidade (Magnani, 2000). Em síntese, a recreação é um fenômeno que, a partir das suas peculiaridades, também nos permite pensar sobre a nossa sociedade e refletir sobre questões mais amplas, pois está estreitamente vinculada aos demais planos da vida social.

Neste âmbito, a recreação pode ser reconhecida como um princípio de construção de cidadania e base para implementar ações comprometidas com a inclusão e a responsabilidade social. Assim compreendida, a recreação requer competências articuladas com os princípios democráticos, tendo em vista desenvolver habilidades capazes de subsidiar a construção de políticas participativas para esta área.

  • Reconhecer a recreação como um campo multi e interdisciplinar

Além da recreação não se restringir a nenhuma área específica, uma abordagem estanque não é suficiente para contribuir com o avanço do conhecimento produzido sobre este tema. Recentemente, disciplinas vêm articulando suas perspectivas de análise para tentar compreender essa realidade emergente e complexa que é a recreação, mas esta iniciativa ainda precisa de aprimoramentos e aprofundamentos, tendo em vista promover o avanço do conhecimento a partir de uma organização integrativa.

O caráter multifacetado da recreação tem estimulado a realização de estudos com ênfases e orientações distintas das já existentes, demonstrando a importância de se ter novos olhares sobre o assunto, alargando os limites das ciências. Isso permitirá ao profissional da área uma formação sólida e integradora, fundamental para a constituição de um perfil profissional inovador, capaz de lidar de forma crítica e criativa com as transformações que marcam a sociedade contemporânea, notadamente no que se refere à atuação profissional e acadêmica no campo teórico-prático da recreação.

A simples agregação dos saberes produzidos em diferentes áreas do conhecimento não significa uma superação das abordagens fragmentadas sobre a recreação. É preciso construir competências no sentido de reconhecê-la e de implementá-la como um campo que envolve saberes multi e interdisciplinares e profissionais com diferentes formações, o que será alcançado por meio da busca da inovação em termos do trabalho científico e da pesquisa colaborativa, superando assim a sistemática das estruturas tradicionais. Por certo, é essencial desenvolver o pensamento crítico, flexível e a autonomia intelectual, entendendo e ampliando fundamentos científicos e tecnológicos, com o objetivo de inter-relacionar idéias e conceitos interdisciplinares.

  • Apreender e decifrar diferentes linguagens

A linguagem humana pode ser entendida como possibilidade de expressão do sujeito criador, que se torna capaz de dar significado à existência, de ressignificar e de transformar o mundo. A linguagem vai além da fala: é meio de expressão, comunicação e informação; é capacidade de tornar-se narrador, podendo se manifestar de diversas formas: oral, escrita, gestual, visual, artística, entre outras (Gomes, 2004). Dessa maneira, as manifestações culturais que constituem o universo da recreação (o cinema, o teatro, a literatura, a música, a pintura, a escultura, o esporte e a dança, entre inúmeras outras) precisam ser entendidas como linguagens a serem apreendidas e decifradas, num contínuo processo de educação das sensibilidades.

Muitas linguagens são complexas e de difícil compreensão, podendo articular de forma múltipla sons, luzes, imagens, velocidades e ritmos diversos, de acordo com as intencionalidades dos responsáveis pela obra. O cinema, por exemplo, é arte, técnica, espetáculo, cultura e diversão; é uma linguagem com regras e convenções; tem relação com sonhos e desejos; e também tem uma forte interface com a ideologia, com a política, com a economia (Melo, 2004).

Em muitas linguagens, especialmente naquelas em que predominam as manifestações da chamada cultura erudita, a diversidade de olhares e a apropriação da experiência, com autonomia e espírito crítico, ainda não é usual, até mesmo porque muitas delas não estão acessíveis à maioria. Não podemos negar que a experiência que os profissionais de recreação têm com as diferentes linguagens é um dos elementos importantes no desenvolvimento de suas habilidades para ver, ouvir, sentir, pensar e agir. Se eles próprios não desenvolverem essa competência, como poderão colaborar para educar as sensibilidades dos indivíduos com os quais atuam, ampliando os horizontes da experiência estética vivenciada?

Tardif (citado por Caldeira, 2001) lembra que o educador não é somente alguém que aplica conhecimentos produzidos por outros, tampouco um agente determinado por mecanismos sociais. O educador é um sujeito que assume sua prática a partir dos significados que ele mesmo lhe atribui, um sujeito que detém conhecimento e um saber-faber tácito, ou seja, proveniente de sua própria ação profissional, e a partir dos quais ele a estrutura e a orienta, seleciona determinados conteúdos, prioriza certas atividades, etc. Isso explica o porquê de muitos profissionais de recreação enfatizarem, em seus projetos, as práticas que mais apreciam, que integram a sua subjetividade e fazem parte da sua história de vida.

Por isso é importante aprimorar a competência de apreender e decifrar várias linguagens, percorrendo assim diferentes motivações humanas, ampliando o leque de experiências estéticas e expandindo o alcance da intervenção com a recreação.

  • Atuar como mediador

Como visto anteriormente, o profissional de recreação precisa desenvolver a competência de dominar e compreender novas linguagens e experiências estéticas. Essa atribuição articula-se com uma outra competência, baseada no processo de mediação e diálogo no qual o profissional adquire um papel essencial ao lidar com grupos e comunidades. A partir de sua intermediação, todos podem informar, comunicar, discutir, participar, criar e estimular o acesso a novas linguagens para ampliar o grau de compreensão e as vivências culturais dos sujeitos.

Essa estratégia de mediação pode encontrar subsídios na perspectiva dialética de animação cultural, segundo a qual o profissional de recreação entende que a realidade é complexa e historicamente construída, sendo importante construir uma democracia cultural e mobilizar os membros da comunidade para que ocupem o papel de sujeitos ativos no processo. Ao profissional não cabe impor uma programação de recreação ou simplesmente convidar, mas, construir propostas junto com o grupo, apostando em estratégias de mediação (Gómez, in Melo, 2004).

A vida humana é constituída pela idéia de relação do sujeito com o outro, indicando-nos que essa competência é construída e compartilhada. Trabalhar coletivamente na perspectiva da mediação significa organizar reuniões coletivas e sistemáticas que favoreçam o estudo, a troca de experiências, a reflexão, a tomada coletiva de decisões e a co-responsabilidade pelos resultados alcançados, o que acaba colaborando com o crescimento de todos (Caldeira, 2001).

Dessa forma, um trabalho coletivo que envolve mediação exige comprometimento, abertura para o diálogo, respeito mútuo, ética, cooperação e espírito crítico, com criatividade, buscando construir alternativas para as dificuldades, considerar os interesses dos sujeitos e promover interações sociais. Para desenvolver essa competência, é necessário superar o isolamento, um dos principais entraves para a realização do trabalho coletivo e para a constituição de saberes comuns.

Romans (2003) chama a atenção para os momentos de crise a que o trabalho coletivo está sujeito, uma vez que os grupos são formados por pessoas com maneiras de sentir, pensar e agir diferenciados. Ações individuais podem “contaminar” todo o grupo, implicando um certo grau de sofrimento e tensão que provocam desânimo, desilusão, fugas. A mediação do profissional é fundamental para administrar os conflitos, exigindo maturidade coletiva para respeitar as identidades e as diferenças, promovendo assim o aprendizado e o crescimento de todos.

Enfim, o profissional de recreação é um elemento chave na organização das situações de aprendizagem, pois compete a ele desenvolver possibilidades diferenciadas de mediação, estimulando a articulação entre saberes e competências, desenvolvendo habilidades para buscar soluções para os problemas do dia a dia e para elaborar novas propostas significativas para o grupo.

 

4 Considerações finais

Competências constituem um conjunto de conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões que habilitam um profissional para vários desempenhos na vida. Existem outras além das quatro competências aqui apresentadas, que compartilham o pressuposto de que apenas a aquisição dos conhecimentos disciplinares ou técnicos não é suficiente: é imprescindível que o profissional de recreação saiba mobilizar os saberes necessários e desenvolver habilidades para resolver problemas e enfrentar os imprevistos que surgem no cotidiano das situações de trabalho.

O modelo de competências não pode se restringir a uma perspectiva individualista, pois considera que as competências profissionais são construídas ao longo da trajetória do trabalhador, que é condicionada pelo contexto econômico, social e político. Finalmente, os componentes não organizados da formação, como a subjetividade e as qualificações vivenciadas na prática concreta são de grande relevância para desenvolver competências. Esses elementos auxiliam a mobilização de conhecimentos para buscar respostas inéditas, criativas e eficazes para que se possa enfrentar uma determinada situação. É por isso que uma competência representa a capacidade de encontrar vários recursos, no momento e de forma adequadas.

 

Referências:

BRASIL, MEC. As Novas Diretrizes Curriculares que Mudam o Ensino Médio Brasileiro. Brasília, 1998.

CALDEIRA, Anna Maria S. A formação de professores de educação física: Quais saberes e quais habilidades? Revista Brasileira de Ciências do Esporte, V.22, N.3, p.87-103, mai. 2001.

GOMES, C. L. (Org.). Dicionário crítico do lazer. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2004.

MAGNANI, José Guilherme. Lazer, um campo interdisciplinar de pesquisa. In: BRUHNS, Heloisa T., GUTIERREZ, Gustavo Luis (Org.). O corpo e o lúdico: Ciclo de debates lazer e motricidade. Campinas: Autores Associados/Faculdade de Educação Física-Unicamp, 2000. p. 19-33.

MANFREDI, S. M. Trabalho, qualificação e competência profissional: das dimensões conceituais e políticas. Educação & Sociedade, Campinas (SP) v. 19, nº 64, p.13-49, set., 1998.

MELO, V.A. Verbete Cinema. In: GOMES, C. L. (Org.). Dicionário crítico do lazer. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2004.

PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.

ROMANS, M. Como otimizar a prática educativa. In: ROMANS, M., PETRUS, A.; TRILLA, J. Profissão: educador social.  Porto Alegre: Artmed, 2003.

ROPÉ, F.; TANGUY, L. (Org.). Saberes e competências: o uso de tais noções na escola e na empresa. São Paulo: Papirus, 1997.

SCHWARTZ, Y. Trabalho e educação. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, v. 7, n. 38, p.5-17, mar/abr. 2001.

ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.

 

 

 

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