La construcción del saber ser en la formación del educador que actúa en el ocio y la recreación:

Un desafío posible

 

A CONSTRUÇÃO DO SABER SER NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR QUE ATUA NO LAZER: UM DESAFIO POSSÍVEL

 

Mda. Sávia Mª da Paz O. Lucena[1]

Tereza Luíza França

Kátia Brandão Cavalcanti

 

14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002.

UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil.

 

 

 

RESUMEN

El presente estudio de cuño filosófico tiene como objetivo discutir la construcción del saber ser en el proceso de formación y de intervención del educador que actúa en el campo del ocio y la recreación, reconociendo que aunque existen diferentes formas da abordar la cuestión de la formación del educador, se torna importante que consideremos su desarrollo profesional y el crecimiento personal de ese individuo como extremadamente importante para su proceso de formación. Consecuentemente, su intervención, es influenciada por saberes construidos a partir del contexto histórico e social, pudiendo ser a través del desarrollo del saber ser, que el pueda ser capaz de reconocer en el ocio y la recreación un momento impar en la vida, tornando su acción educativa más sensible y más humana, a través de la contextualización, concretización y reevaluación del papel de la sensibilidad, de la intuición, de la imaginación y del cuerpo. Por tanto, es a través de una formación profesional que valorice la pluralidad de los saberes y de las experiencias de aprendizaje, dando a cada uno o su papel destacado, que el educador que actúa en el ocio y la recreación podrá ser capaz de lidiar con la diversidad cultural tan presente en los días actuales, y aún ser capaz de trabajar la heterogeneidad cotidiana para la formación y el desarrollo humano.

 

RESUMO

O presente estudo de cunho filosófico tem como objetivo discutir a construção do saber ser no processo de formação e de intervenção do educador que atua no campo do lazer, reconhecendo que embora existam diferentes formas da abordar a questão da formação do educador, torna-se importante considerarmos no seu desenvolvimento profissional, o crescimento pessoal desse indivíduo como extremamente importante para seu processo de formação. Conseqüentemente, sua intervenção, é influenciada por saberes construídos a partir do contexto histórico e social, podendo ser através do desenvolvimento do saber ser, que ele possa ser capaz de reconhecer no lazer um momento ímpar na vida, tornando sua ação educativa mais sensível e mais humana, através da contextualização, concretização e reavaliação do papel da sensibilidade, da intuição, da imaginação e do corpo. Para tanto, é através de uma formação profissional que valorize a pluralidade dos saberes e das experiências de aprendizagem, dando a cada um o seu papel de destaque, que o educador que atua no lazer poderá ser capaz de lidar com a diversidade cultural tão presente nos dias atuais, e ainda ser capaz de trabalhar a heterogeneidade cotidiana para a formação e desenvolvimento humano.

 

 

No cenário das reflexões sobre formação profissional, temos observado nos últimos anos, inúmeros debates e pesquisas[2] realizados por estudiosos preocupados e comprometidos com as questões da formação e prática profissional[3].

 

Nesse contexto, observa-se que vem aumentando consideravelmente a preocupação de pesquisadores, estudiosos e educadores em reconhecer o educador como sujeito de um fazer e de um saber que indique elementos, para “o combate vital para a lucidez” (Morin, 2000, p.33). Este, sem dúvida, é um forte indicativo que mostra a importância de se investigar o processo de formação do educador e a construção de saberes indispensáveis para uma lúcida intervenção.

 

No âmbito da Educação, vários estudos têm se preocupado não só em identificar as dificuldades encontradas na formação profissional, como também apontar possíveis avanços para o desenvolvimento de ações mais concretas e transformadoras, objetivando suscitar o debate da profissionalização, especialmente a partir das discussões instalada nas últimas décadas[4].

 

Assumindo tais preocupações, a Educação Física[5] toma para si à responsabilidade política-social, marcadamente a partir da década de 80, para repensar o sentido e o significado do papel dos educadores da área no meio social.

 

Trilhando o mesmo caminho, alguns estudiosos do Lazer[6] buscam delinear novos significados para esta prática social que se encontra em processo de reconstrução de sentido em nossa sociedade, por entende-lo como espaço para a vivência lúdica de diferentes conteúdos que podem propiciar a leitura crítica e criativa do nosso meio social, estimulando a luta pela conquista da autonomia, alicerçada no desejo de auto-realização humana. A partir dessa forma de ver e entender o lazer, alguns especialistas da área buscam analisar aspectos que interferem na formação do educador que atua nesse campo, entendendo a formação como um processo de fecundar novas idéias e pensamentos, criar dúvidas que nos retirem de posições acomodadas, mobilizando o outro de alguma maneira. É uma maneira de nos colocarmos avessos às certezas cristalizadas, com curiosidade e desejo de saber, permitindo o aflorar o desejo do outro, para juntos construirmos o conhecimento. Com isso, mais do que difundir respostas e soluções, a formação do lazer aqui almejada busca preparar o profissional (muitas vezes já imerso no mercado de trabalho) para interrogar sobre o significado de sua ação e resolver problemas coletivamente, refletindo, assim, sobre a diversidade de práticas cotidianamente construídas e sobre as contradições que a influenciam (Werneck, 1988, p.58).

 

A reflexão sobre este sentido e significado da formação do educador que atua no campo do lazer, torna-se necessária por entendermos que será a partir dessa formação que o profissional poderá entender o lazer em sua especificidade, abrindo possibilidades de mudanças no quadro social e cultural, tendo em vista a realização humana.

 

O aprofundamento dessa discussão torna-se importante, na medida em que reconhecemos que este educador atua com relações humanas, surgindo daí a necessidade de construir saberes que o possibilite atingir as especificidades do seu trabalho, com o objetivo de responder às novas exigências que se põe a esse profissional.

 

Dentre estes saberes, destacamos a importância do saber ser como essencial para a atuação do educador, que se traduz no ensinar a condição humana, pois conhecer o humano é antes de tudo situá-lo no universo e não separá-lo dele, questionando a sua posição no mundo, reconhecendo a sua humanidade, ao mesmo tempo em que reconhece a diversidade cultural inerente a tudo que é humano (Morin, 2000).

 

Neste sentido, o objetivo deste estudo é discutir a construção do saber ser no processo de formação do educador que atua no campo do lazer, como também identificar a importância deste saber para a sua atuação profissional, buscando com isso, dar uma contribuição teórica para a área do lazer, através do despertar para a valorização do ser pessoa desse profissional que através da diversidade de suas experiências, aprende a exprimir-se, a comunicar, a interrogar o mundo e a tornar-se sempre mais ele próprio.

 

O que se pretende com esse estudo é demonstrar ao educador que atua no campo do lazer a importância da sua formação humana, pois “quanto mais é ele mesmo, mais obedece às suas leis e à sua vocação pessoal, melhor realiza o propósito comum da humanidade e está em melhores condições de comunicar com o próximo” (Faure, 1974, p.242), por isso o que se busca é a coerência, através da realização concreta de suas virtualidades e da idéia que faz de si mesmo.

 

Essa necessidade torna-se imediata, pois à medida que o tempo passa observa-se que o ser humano encontra-se mais sujeito a divisão, a tensão, a discórdia, tudo concorre para dissocia-lo, seja a divisão social em classes, a parcelarização e a alienação do trabalho, a crise de ideologias e o desfazer dos mitos coletivos, a dicotomia entre corpo e espírito, entre valores materiais e valores espirituais, até mesmo o modo como funciona a educação contribui para a dissociação dos elementos da personalidade, pois segundo Faure (1974, p.240) “a formação técnica subestima a importância do aperfeiçoamento das aptidões práticas, em detrimento de outras qualidades humanas”, não respeitando a pluralidade da natureza humana, condição necessária para que o indivíduo tenha a oportunidade de se desenvolver de uma maneira satisfatória, para si e para os outros. “A mudança fundamental da relação de si para si, programando um trabalho criador permanente do homem sobre ele próprio, é o problema mais difícil que se põe ao ensino para os futuros decênios da revolução científica e técnica” (Faure, 1974, p. 247).

 

Devido a todos esses motivos, apontamos como necessidade para o educador atuante no campo do lazer, desenvolver qualidades humanas como, a capacidade de se comunicar, de trabalhar com o outro, de contribuir para manter unida uma equipe de trabalho e de estimular as relações interpessoais, acreditando que esta aprendizagem representa um dos maiores desafios da formação profissional da atualidade, pois tal desenvolvimento tem por objetivo a realização completa do ser humano.

 

A busca da compreensão do processo de construção do saber ser na formação do educador que atua no campo do lazer torna-se importante, pois poderá ser através deste saber, que o educador que está no campo do lazer poderá ser capaz de descobrir o outro através da descoberta de si mesmo, poderá proporcionar atividades que estimulem o desenvolvimento pessoal, social e que proponham conteúdos educativos que promovam no homem o “resgate da sua sensibilidade, da vivência total de seu ser corpóreo e espiritual, da liberdade e da criatividade” (Gonçalves, 1997, p.165), ou seja, o viver de forma plena.

 

Este saber se faz necessário para que o educador seja capaz de buscar caminhos de certezas e descobertas, que favoreçam reconhecer a complexidade da realidade reveladora, na medida em que o ser humano é sujeito da própria construção no mundo. Na verdade, essa é uma “convicção, muito expandida entre os melhores educadores e responsáveis pela educação, originou uma reflexão muito severa que alimenta a imaginação criadora dos reformadores” (Faure, 1974 p.267), e capacite a busca de uma visão de lazer que possa ampliar seu estado de consciência, permitindo que o educador consiga através de suas atividades privilegiar o sonho e o encantamento, fazendo com que o ser humano se sinta livre para almejar, desejar e conseqüentemente

 

Buscar esses caminhos significa, ao construir práticas de lazer, refletir sobre ‘”por que”, “para que”, “o que”, “como”, “com quem”, “para quem”, “sob que condições reais”, “quando” e “onde”. Significa pensar com que bases e concepções essas práticas serão desenvolvidas e refletir, igualmente, sobre categorias básicas como participação, integração, conhecimento, educação, homem, ensino e sociedade; significa estabelecer critérios para selecionar e tratar o conhecimento nas manifestações, apontado ações nas quais o sujeito é visto enquanto um ser ativo, que cria e recria, que vive coletivamente, que sofre e exerce influências, um ser que constrói, critica e socializa o conhecimento apropriado (França, 1999, p. 39).

 

Acreditamos que para isso, faz-se necessário à atuação de um profissional capacitado, à luz de saberes, que o possibilite assumir atitude no exercício de sua função social, atuando ancorado em concepções críticas e criativas, com consistência teórica e ampliada de educação. Concepções que venham a romper com a visão puramente instrumental, sustentada pelo viés da educação tradicional, adotando uma educação multidimensional que se cristalize e se enraíze um paradigma que permita o conhecimento complexo em toda sua plenitude (Morin, 2000, p. 32).

 

Em abordagens sobre o lazer como prática revolucionária é essencial que o educador possa enfatizar a necessidade do elemento lúdico em práticas que tenham a corporeidade[7] como fonte de vivência e mediação para construção da cidadania, no sentido de conviver com a complexidade, tão presente nos dias atuais, respeitando suas relações e inter-relações de diversidade, unidade e reciprocidade com o objetivo de trabalhar a heterogeneidade cotidiana para a formação humana.

 

Essa postura do profissional que é alimentada por esse elemento lúdico permitirá ao educador construir conhecimentos que o torne capaz de expressar, na sua prática uma crítica a racionalidade técnica que orientou e, ainda, vem orientando sua formação, o que impõe limites e insuficiências em relação às concepções sobre o papel social da Educação e do Lazer. A constatação de que o educador, por conviver com a subjetividade, intervem num meio complexo, num cenário de totalidade, confrontos e conflitos e, por isso mesmo, vivo, mutável, implicando no entendimento de que “os seres humanos se sentem melhor no fluxo, quando estão totalmente envolvidos em lidar com desafios, resolver problemas, descobrir algo novo” (Csikzentmihalyi, 1999, p. 69), estimularam e serviram de porto seguro para levantar questões frente a esse cenário. Seria reformar o pensamento[8] numa dimensão da epistemologia do saber SER. Alertando a necessidade de superar limites para buscar a compreensão de que,

 

...aos profissionais de diferentes áreas, comprometidos com o processo de formação e educação social, cabe-lhes a responsabilidade de forjar um saber especial, um saber que estimule e motive os sujeitos sociais a alegria de estar no mundo.  Ao absolver o sonho, a fantasia, a alegria, como elementos de complementaridade e harmonização dos saberes na vida, melhora-se, também, a qualidade da vida, na medida em que amplia-se o horizonte de possibilidades das relações sociais, interações e formas de comunicação, permitindo sentimentos de segurança que levam afloram manifestações de curiosidade, ludicidade, responsabilidade e felicidade (França, 2000, p. 8).

 

Embora existam diferentes formas da abordar a questão da formação do educador que atua no campo do lazer, torna-se importante considerarmos não só o desenvolvimento profissional, mas também o crescimento pessoal desse indivíduo como extremamente importante para seu processo de formação, pois “a pessoa torna-se mais verdadeiramente ela própria, mais perfeitamente produtiva de suas potencialidades, na medida em que as concretiza, mais próxima do cerne do seu Ser, enfim, mais plenamente humana” (Maslow, 1968, p.126). Conseqüentemente, sua intervenção, deve estar fundamentada por saberes constituídos a partir do contexto histórico e social vivenciado e transformado, através do seu desenvolvimento pessoal, que poderá capacita-lo a reconhecer no lazer um momento ímpar na vida humana, estimulando em suas práticas atividades mais sensíveis e mais humanas, contextualizando, concretizando e reavaliando o papel da sensibilidade, da intuição, da imaginação e do corpo. 

 

Para tanto, é através de uma formação profissional que valorize a pluralidade dos saberes e das experiências de aprendizagem, dando a cada um o seu papel de destaque que o educador que está no lazer poderá ser capaz de lidar com a diversidade cultural tão presente nos dias atuais, e ainda ser capaz de trabalhar a heterogeneidade cotidiana para a formação e desenvolvimento humano.

 

Reportando-se novamente a este estudo, através das reflexões e idéias aqui colocadas[9], podemos reafirmar que falta ao educador que hoje atua no lazer, um auto-conhecimento para perceber a si, perceber o outro, o mundo e suas inter-relações, que possa ser capaz de estimular a sensibilidade para traçar caminhos e construir instrumentos que o levem a ações mais humanas, objetivando a qualidade de vida dos sujeitos envolvidos.

 

Tais reflexões estão sendo submetidas à crítica da comunidade científica com o propósito de aprofundar os estudos desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRN e, sobretudo trazer elementos para o debate acadêmico no âmbito nacional, o qual poderá resultar em subsídios para aprofundamento da temática, numa perspectiva interdisciplinar, objetivando a produção e sistematização do conhecimento no domínio do campo do lazer que valorize o educador numa perspectiva multidimensional do ser que

 

...exige uma união cada vez mais íntima entre a vida e a educação. Educação que nos deve preparar para uma vivência em que o domínio do pensamento científico e da sua linguagem se deve tornar para o homem, tão indispensável como o domínio de outras formas de pensamento e de expressão. A permanente revolução técnico-científica em que se vive, obriga-nos a um contínuo aprender a ser que nos deve ser ministrado através de uma verdadeira educação permanente. Por isso, aprender a ser é aprender a viver (Faure, 1974).

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

CAVALCANTI, K. B. Para a unificação da ciência da motricidade humana. Natal: EDUFRN, 2001.

CSIKSZENTMIHALYI, M. A descoberta do fluxo: a psicologia do envolvimento com a vida cotidiana. Tradução: Pedro Ribeiro, Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

DELORS, T. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, MEC, UNESCO, 1999.

DUVIGNAUD, J. El Juego del Juego. Colombia: Fondo de Cultura Economica, 1997.

FAURE, E. Aprender a ser. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1974.

FRANÇA, T. F. Lazer como prática revolucionária: ênfase no elemento lúdico. In: Anais do II Encontro Nacional de Educação Ambiental no Ensino Formal - I Fórum Infantil de Educação e Meio Ambiente. Instituto de Ecologia Humana em Pernambuco, Outubro/2000.

FRANÇA, T. L. Educação Motora, corpo e lazer.  In: Anais do II Congresso Latino-Americano de Educação Motora – III Congresso Brasileiro de Educação Motora - CD-ROM, Natal-RN, 1999.

FRANÇA, T. L. Educação para e pelo Lazer. In: MARCELLINO, N. C. (Org.). Lúdico, educação e educação física. Ijuí: Ed. UniJUí, Coleção Educação Física, 1999.

GONÇALVES, M. A. S. Sentir, pensar, agir: corporeidade e educação.   Campinas-SP: Papirus, 1997.

MASLOW, A. H. A introdução à psicologia do ser. Rio de Janeiro-RJ: Livraria Eldorado, 1968.

MORIN, E. Complexidade e transdisciplinaridade: a reforma da universidade e do ensino fundamental. Tradução de Edgar de Carvalho, Natal: EDUFRN – Editora da UFRN, 1999.

MORIN, E. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro. São Paulo: Cortez, 2000.

MORIN, E. Para sair do século XX. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

SCHILLER, F. A educação estética do homem numa série de cartas.  São Paulo: Iluminuras, 1995.

TARDIF, M. LESSARD & LAHAYE. Os professores face ao saber: esboço de uma problemática do saber docente. Teoria & Educação nº 4, Porto Alegre: Pannônica, 1991.

VÁZQUEZ, A. S. Filosofia da Práxis. 2ed. RJ. Paz e Terra, 1997.

 

 

Red Latinoamericana de Recreación y Tiempo Libre  |  Red Nacional de Recreación

Fundación Colombiana de Tiempo Libre y Recreación / FUNLIBRE

 



[1] Bolsista CAPES-PPGED/BACOR-UFRN  Endereço: Rua Praia Jardim de Alá, nº 8836, Ponta Negra, Natal-RN. Telefones: 84 – 643-2786/991-0271. E-mail: rubensavia@bol.com.br. Dda. Tereza Luíza França – NIEL-UFPE/BACOR-UFRN Profª. Drª. Kátia Brandão Cavalcanti – PPGED-DEF-BACOR-UFRN

[2] Pesquisas apresentadas em congressos como ENDIPE, ANFOPE, EPEN, CONBRACE; nas revistas Educação & Sociedade; e debates presentes nos livros FREIRE, P. Pedagogia da autonomia – saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000; NÓVOA, A. (Org.) Vidas de professores. 2ª ed. Lisboa: Porto Editora, 2000; NÓVOA, A. (Org.) Os professores e sua formação. Lisboa : Dom Quixote, 1995; PIMENTA, S. G. Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999; MARIOTTI, H. As paixões do ego: complexidade, política e corporeidade. São Paulo: Palas Athenas, 2000, entre outros.

[3] Prática profissional vista aqui de acordo com Vazquez (1977), que busca na filosofia da práxis um recurso para pensar teoria e prática numa visão de unidade, com o objetivo de demonstrar uma teoria revigorada por ter sido formulada a partir das necessidades da realidade educacional.  

[4] Entre estes estudos podemos citar: GAUTHIER, C. & TARDIF, M. O saber profissional dos professores. Fundamentos e Epistemologia. Universidade Laval. Quebec-Canadá, 1996 (mimeo); NUÑEZ, I. B. & RAMALHO, B. L. Um modelo profissional: uma necessidade para a formação do professor? Programa de Pós-Graduação em Educação. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação básica. UFRN. 1997 (mimeo); RAMALHO, B. L. A formação como base da profissionalização docente. Comunicação apresentada na XIX Reunião Anual da ANPED, Caxambu, 1996.

[5] Para observar as contribuições sobre o processo de formação e construção dos saberes dos profissionais de Educação Física torna-se relevante pesquisar nos seguintes trabalhos: BORGES, C. M. F. O professor de Educação Física e a construção do saber. Campinas: Papirus, 1998; PIRES, E. F. Corporeidade e sensibilidade: o jogo da beleza na Educação Física Escolar. Natal: EDUFRN, 2000; SOUZA JÚNIOR, M. O saber e o fazer pedagógico – a Educação Física como componente curricular...?...isso é história! Recife. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Federal de Pernambuco, 1999; BETTI, I. C. R. Educação Física e o ensino médio: analisando um processo de aprendizagem profissional. Tese. (Doutorado em Educação). Universidade de São Carlos, 1998.

[6] Dentre estes estudos, destacaremos: FRANÇA, T. F. Lazer como prática revolucionária: ênfase no elemento lúdico. In: Anais do II Encontro Nacional de Educação Ambiental no Ensino Formal - I Fórum Infantil de Educação e Meio Ambiente. Instituto de Ecologia Humana em Pernambuco, Outubro/2000; FRANÇA, T. L. Educação Motora, corpo e lazer.  In: Anais do II Congresso Latino-Americano de Educação Motora – III Congresso Brasileiro de Educação Motora - CD-ROM, Natal-RN, 1999; FRANÇA, T. L. Educação para e pelo Lazer. In: MARCELLINO, N. C. (Org.). Lúdico, educação e educação física. Ijuí: Ed. UniJUí, Coleção Educação Física, 1999; WERNECK, C. L. G. Lazer e formação profissional na sociedade atual: repensando os limites e os desafios para a área. In: Licere, Belo Horizonte, v.1, nº 1, p.47-65, 1998; PINTO, L. M. S. M. Formação de Educadores e Educadoras para o lazer: saberes e competências. In: Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 22, nº 3, p.53-71. Maio-2001.

 

[7] A corporeidade aqui entendida como o modo do homem está no mundo (temporalmente), é através dela que o homem materializa o seu potencial para auto-realizar-se e auto-transceder-se (Cavalcanti, 2001).

[8]“A reforma necessária do pensamento é aquela que gera um pensamento do contexto e do complexo. O pensamento contextual busca sempre a relação de inseparabilidade e inter-retroação entre todo fenômeno e seu contexto e de todo contexto com o contexto planetário” Morin (1999).

[9] Estudos desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRN, que constitui parte da dissertação de mestrando em andamento da aluna Sávia Maria da Paz Oliveira Lucena, membro da Base de Pesquisa Corporeidade e Educação, que tem como orientadora a professora Katia Brandão Cavalcanti e como co-orientadora a professora Tereza França.