Actividades de aventura y formación profesional

 

ACTIVIDADES DE AVENTURA E FORMAÇÃO PROFISSIONNAL

 

Alcyane Marinho [1]                               

Luiz Fabiano Seabra Ferreira[2]

 

14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002.

UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil.

 

 

 

 

RESUMEN

Entre la diversidad de asuntos abordados por los interesados en el campo del ocio y la recreación, se pueden destacar las actividades de aventura. Estudiosos de diferentes áreas del conocimiento han procurado investigar tal tema con el objetivo de comprender los comportamientos manifestados por los practicantes; sin embargo, aun son pocos (si no inexistentes) los trabajos enfocados sobre la formación profesional relacionada con tales actividades. De esta forma, procurando contribuir con esta discusión bastante actual y pertinente, este estudio, de naturaleza cualitativa, tuvo como objetivo investigar el perfil del profesional involucrado en actividades de aventura, así como verificar cuestiones mas amplias sobre la formación profesional del mismo. También fue parte de los objetivos de esta investigación proponer un contenido diferenciado para los cursos de formación de profesionales de actividades de aventura. Enfocados en las empresas de ecoturismo de la ciudad de Brotas (SP), los dados recogidos muestran realidades intrigantes y carentes de intervenciones educativas.

 

RESUMO

Diante da diversidade dos assuntos abordados pelos interessados no campo do lazer, pode-se destacar as atividades de aventura. Estudiosos de diferentes áreas do conhecimento têm procurado investigar tal tema com o objetivo de compreender os comportamentos manifestados pelos praticantes; contudo, ainda são poucos (senão inexistentes) trabalhos focalizando a formação profissional relacionada a tais atividades. Desta forma, procurando contribuir com esta discussão bastante atual e pertinente, este estudo, de natureza qualitativa, teve como objetivo investigar o perfil do profissional envolvido com atividades de aventura, bem como verificar questões mais amplas sobre a formação profissional do mesmo. Também fez parte dos objetivos desta pesquisa propor um conteúdo diferenciado para os cursos de formação de profissionais de atividades de aventura. Com o foco nas empresas de ecoturismo da cidade de Brotas (SP), os dados coletados mostram realidades intrigantes e carentes de intervenções educativas.

 

INTRODUÇÃO

 

As atividades de aventura fazem parte de uma discussão nova no repertório do lazer. Tais práticas se caracterizam por denotar novos comportamentos, próprios de uma opção por um estilo de vida. Para além das diferentes possibilidades de manifestações expressivas humanas, repletas de sentidos, essas práticas, instigantes e carentes de discussões, têm sido foco de investigações por pesquisadores de diferentes campos do conhecimento: Geografia, Educação Física, Turismo, entre outras (Mascarenhas, 1999; Bruhns, 2000; Marinho, 2001; etc.).

 

Pode-se perceber que vários autores, ao se dedicar a tal tema, têm focalizado, principalmente, aspectos referentes à reaproximação dos seres humanos junto à natureza, na tentativa de contextualizar as atividades de aventura na contemporaneidade, questionando suas potencialidades, seus impactos e resistências; contudo, detectamos que poucos são os estudos os quais discutem a formação profissional necessária, assumida e almejada em tais práticas de aventura. Tal fato se justifica, primeiramente, pela atualidade do tema e, também, pela falta de familiaridade com questões que, diferentemente do que se pensava, parecem estar ganhando a atenção e o espaço merecidos, desmistificando o estereótipo de “modismo passageiro”.

 

OBJETIVOS

 

Investigar o perfil do profissional envolvido com atividades de aventura, bem como verificar questões mais amplas sobre a formação profissional do mesmo. Também faz parte dos objetivos desta pesquisa propor um conteúdo diferenciado para os cursos de formação de profissionais de atividades de aventura.

 

METODOLOGIA

 

A metodologia desta pesquisa, de natureza qualitativa, constou de duas etapas. A primeira constituiu-se de uma revisão de literatura sobre as temáticas envolvidas. A segunda referiu-se a uma pesquisa exploratória, utilizando como instrumento de coleta de dados um questionário composto por dez perguntas. Tal questionário foi encaminhado, via e-mail, no mês de março de 2002, a dez empresas de ecoturismo da cidade de Brotas (SP). Estas, por sua vez, foram selecionadas com base no site oficial da Prefeitura da cidade em questão (http://www.brotas.tur.br/brotas/).

Salientamos, nesse momento, que partilhamos de algumas idéias de Amaral (2001) ao procurar mostrar a possibilidade de entendermos a coleta de dados, valendo-se da riqueza de informações contidas na rede mundial Internet, como uma técnica viável para pesquisas, necessitando, ainda, ser devidamente legitimada devido as suas inúmeras facilidades e contribuições.

 

Para esta investigação, a escolha da cidade se justifica devido ao fato de ser um dos locais mais procurados para a prática de atividades de aventura, sendo considerada, inclusive, como a “capital dos esportes de aventura” (Revista Veja SP, 25/4/2001).

 

Das dez empresas contatadas, seis responderam ao questionário. Os nomes das empresas são: Brotas Aventura Agência de Viagens e Turismo Ltda.; Alaya Expedições Ltda; Vida e Aventura; Colca Turismo de Aventura; Águas Radicais Agência de Viagens e Turismo (Nome Fantasia: Águas Radicais Ecoturismo) e Vaca Náutica Ecoturismo e Viagens.

 

Apontamos acima as empresas estudadas, contudo, faz-se necessário destacar que foi uma opção não relacionar, ao longo do trabalho, as respostas aos nomes das empresas, visando, com isso, manter acordos de respeito e integridade com as mesmas.

 

Os dados obtidos, por meio questionário aplicado, foram analisados descritivamente e as discussões foram analisadas com intervenções e comparações feitas mediante a revisão de literatura.

Por fim, as discussões, devido ao curto espaço disponibilizado, estão de forma reduzida. Pretendemos, em uma outra oportunidade, publicá-las de maneira mais completa, uma vez que as mesmas não se esgotam no exposto neste trabalho.

 

RESULTADOS E DISCUSSÕES

 

Por meio dos dados obtidos, foi possível verificar que as empresas investigadas oferecem os mais variados cursos, tais como: guias de trilhas e cavalgadas; condutores em geral; rafting [3] normal e noturno; canoagem; caiaque; bóia-cross [4]; técnicas verticais; rappel [5], canyoning [6] e cascading [7]. Dois dados merecem ser destacados: apenas uma empresa mencionou não oferecer nenhum curso comercialmente, sendo voltada apenas ao turismo receptivo e apenas uma empresa mencionou oferecer cursos teóricos (com informações sobre as atividades em si, contextualizando a cidade e a região em seus aspectos históricos, culturais e geográficos) e cursos práticos (as atividades propriamente ditas).

 

Observamos que as restrições são poucas e praticamente as mesmas no que se refere à participação em tais cursos. Dos mesmos podem participar, conforme consta nos questionários, quaisquer pessoas interessadas, desde que tenham afinidade, condição física e boa saúde para praticar as modalidades oferecidas. Apenas duas empresas colocaram o limite mínimo de 18 anos de idade. Cabe destacar que a compreensão das terminologias “condição física” e “boa saúde” não foi definida por aqueles que responderam às perguntas. Fato este que pode implicar em alguns equívocos conceituais e, até mesmo, práticos, colocando em questionamento os critérios para a participação ou não.

 

Sobre os custos de tais cursos, com base em duas empresas, eles variam de acordo com a modalidade escolhida e com o número de praticantes, podendo se estender de R$80,00 a R$300,00. A duração de tais cursos também varia e, como parte do programa desenvolvido, são realizados estágios. Uma empresa respondeu que oferece cursos de instrutor de: trilha e cavalgada, bóia-cross, rafting e caiaque. Uma empresa mencionou a obrigatoriedade do interessado ter participado (ou estar participando) de um curso de primeiros socorros com um mínimo de carga horária. Fato este que envolveria mais custos, uma vez que a empresa não oportuniza tal curso. Vale destacar que apenas uma empresa (àquela voltada ao turismo receptivo) recebe apoio da prefeitura, possibilitando que, em alguns momentos, sejam oferecidos cursos gratuitos para aprimoramento da mão-de-obra local no que se refere às técnicas verticais. Apenas duas empresas não mencionaram os custos necessários para investimentos em cursos de atividades de aventura.

 

Vale destacar, nesse momento, as iniciativas gratuitas que surgem em outras entidades, ainda que com outros objetivos (não de formação, mas de experimentação), tal como o curso de extensão universitária em “Vivências em atividades de aventura” da Unesp de Rio Claro, SP (Marinho e Schwartz, 2001).

 

No que se refere à formação dos profissionais que ministram os cursos, todas as empresas responderam haver critérios mínimos necessários que devem ser preenchidos. Tais critérios variam de empresa para empresa e, dentre eles, pode-se salientar que, conforme uma empresa, o profissional deve ser credenciado pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCA), pela Federação Internacional de Rafting (IRF) e pela Embratur; ter experiência comprovada na área (uma empresa exige mais de doze anos de envolvimento com títulos nacionais e internacionais em competições); ter escolaridade (duas outras empresas dão preferência a pessoas com curso secundário e superior na área de Turismo); ter espírito de liderança; ter feito curso de guia, de salvamento, de primeiros socorros e de ecoturismo, sem necessariamente ter curso superior, segundo outras duas empresas.

 

Os elevados custos dos cursos oferecidos pelas empresas aliados aos tipos de exigências para atuar na área podem, em um primeiro momento, fazer crer na qualidade dos mesmos, gerando certos equívocos, dentre os quais, o perfil praticista do profissional.

 

Quatro donos das empresas ecoturísticas investigadas afirmaram que o aprimoramento dos profissionais é realizado na própria empresa e nos arredores da região de Brotas, propícia às práticas esportivas em questão; sendo estes espaços suficientes para alcançar os objetivos propostos. Apenas duas empresas mencionaram que algumas experiências e cursos são realizados fora da cidade de Brotas, tal como o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto da Ribeira) e outras regiões naturais brasileiras. Cabe destacar que nenhuma das empresas mencionou a existência de aulas teóricas, propriamente ditas, no conteúdo de seus cursos. Esses dados nos remetem, novamente, do “velho” embate teoria x prática.

 

Todos os cursos, oferecidos pelas empresas em questão, visam à capacitação dos interessados a trabalhar com atividades de aventura. É interessante ressaltar que apenas uma empresa afirmou conter, em seus cursos, princípios da Educação Ambiental. Uma outra empresa apontou possibilidades de reciclagem do conhecimento outrora adquirido, além da introdução de novas técnicas. A resposta de uma terceira empresa também merece ser destacada: “Sim, garantimos o básico no que se refere à capacitação; porém o aprimoramento vem somente com a prática”. Manifesta-se, mais uma vez, a importância da prática em detrimento à teoria.

 

Em apenas uma das empresas há fornecimento de credenciais aos novos profissionais. Em quatro delas são emitidos certificados ou diplomas, descrevendo as atividades vivenciadas, data e carga horária. Uma empresa apenas afirmou não oferecer nenhum tipo de credencial ou diploma, alegando a ausência de um órgão oficial de credenciamento.

Conforme duas das empresas estudadas, os novos profissionais poderão aplicar o que aprenderam em qualquer localidade, desde que façam um reconhecimento da região anteriormente. As outras quatro empresas destacaram que os cursos visam à mão-de-obra local, limitando a aplicação da mesma à região de Brotas apenas.

 

De acordo com as respostas de todas as seis empresas investigadas, a elaboração de normas e a padronização das atividades de aventura se mostram necessárias, no atual momento histórico em que se encontram tais práticas. Tal necessidade tem sido construída historicamente e alavancada, principalmente, pelos grandes investimentos na área do ecoturismo, ao longo da popularização e da “massificação” das atividades de aventura.

 

De acordo com a Folha Turismo, do Jornal Folha de São Paulo (8/7/2002), alguns ambientalistas, operadores, o WWW-Brasil e a SOS Mata Atlântica lançaram o Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável para criar uma certificação para produtos turísticos “ambientalmente adequados”, incluindo aspectos econômicos e sociais.

 

Tal certificação, com expectativa para início daqui a dois anos, assemelha-se a um selo de qualidade, com fins de tornar-se uma referência nacional com padrões de sustentabilidade para inúmeros seguimentos na área, inclusive o turismo de aventura. Este, por sua vez, como afirma Sérgio Salazar Salvati (do Programa de Turismo e Meio ambiente do WWW-Brasil), ainda não está atento às questões ambientais e sociais, haja vista o exemplo das corridas de aventura que reúnem, simultaneamente, milhares de pessoas em uma mesma trilha.

 

Os atrativos turísticos (cachoeiras, trilhas, rios, etc.) são incorporados e explorados pelas atividades do ecoturismo. Dessa forma, além dessa possível certificação em processo, pensar a normatização e a criação de um órgão regulador das atividades de aventura parece se mostrar como um importante fator gerador de segurança, possibilitando um controle sobre essas práticas, particularmente no que se refere à obrigatoriedade da utilização de determinados tipos de equipamentos de segurança, além de treinamentos que certifiquem os profissionais. O lado positivo de tal iniciativa fundamenta-se na contribuição para a minimização de riscos de acidentes e, em um sentido mais amplo, para a conservação da natureza, de forma a conscientizar as pessoas envolvidas, por meio de normas e regras básicas comuns a serem cumpridas. Por contrapartida, um lado negativo poderia emergir à medida que tal normatização possa vir a descaracterizar as atividades de aventura, dando-lhes um aspecto mais esportivizado e racionalizado, reproduzindo outras esferas da vida, tal como o próprio trabalho.

 

Esses aspectos devem ser pensados e discutidos, pois, para haver um processo de elaboração de normas e procedimentos e a criação de um órgão gestor, um efetivo compromisso de todas as pessoas envolvidas com as atividades de aventura (empresas, prefeituras, praticantes, etc.) se faz necessário, diante de práticas que devem ser refletidas sob bases democráticas, visando qualidade, informação e desenvolvimento esportivo ordenado.

 

CONCLUSÕES

 

Não se pode negar a gama de opções de lazer e entretenimento que são criadas e “re-criadas” a todo o momento, em nossa contemporaneidade; modelando novos estilos de vida, ratificando a dinamicidade do cotidiano e contribuindo para a construção de novas formas de lazer e, também, de trabalho.

 

Nesse contexto, inovador e promissor, ainda, infelizmente, poucos têm se comprometido a oportunizar conhecimentos qualitativos para a formação profissional capacitada a atender novas demandas, aqui particularmente, as turísticas e esportivas.

 

Diante dessa carência, concordamos com Camargo (2001) que toda atividade de lazer gera três tempos culturais importantes: o antes; o durante e o depois. Seja assistindo a um filme, indo a um baile, jogando futebol ou em qualquer atividade agradável no tempo livre significa uma ocupação nesses três tempos. Na prática, tal postura se remete à sensibilização do profissional sobre o fato de que o cliente tem expectativas de ser atendido nesses três tempos e que, simplesmente vender o pacote de viagem, é mutilar uma atividade. Estando atentos as esses tempos, todos terão muito a ganhar: os profissionais, as empresas e os clientes.

 

Acreditamos, assim, que quanto maior for o envolvimento, mais qualitativa será a experiência, trazendo recordações mais prazerosas, instigando, por conseqüência, o desejo de retorno.

 

Para além desta, é possível visualizar outra discussão referente à existência de novas formas de consumo, aproximando-se do que Rifkin (2001) mostra sobre as transformações das relações humanas em “commodities”. Baseando-se em estudiosos da administração e do marketing, o autor propõe formas diferenciadas no relacionamento entre o cliente e o mercado, potencializando, na “era do acesso”, relações mais duradouras, ou seja, um efetivo fortalecimento de vínculos entre as partes envolvidas.

 

Portanto, para que ambos os interessados, empresas e clientes, atinjam seus objetivos, as mudanças devem começar na base do processo, ou seja: o conteúdo dos cursos de formação profissional devem ser repensados e reformulados.

Não se quer com isso “condenar” os profissionais de aventura, pois, muitas vezes, eles não têm acesso a novas formas de “aprender a ensinar” e, por conseqüência, acabam apenas reproduzindo conteúdos esvaziados, pouco críticos e criativos.

 

Esse olhar sobre a formação profissional deve ser entendido como uma crítica positiva no sentido de enfatizar que, para além das (necessárias) relações de consumo, outras questões devem fazer parte do processo, tal como a Educação Ambiental, ressaltando o desenvolvimento de conceitos críticos sobre as diversas possibilidades de exploração dos ambientes naturais.

 

É preciso ressaltar, nesse momento, que compartilhamos da definição de Educação Ambiental proposta por Reigota (1994), entendendo-a como educação política, pois prepara cidadãos para reivindicar justiça social, cidadania e ética nas relações sociais e com a natureza.

 

Está claro que a Educação Ambiental, por si só, não solucionará todos os problemas referentes aos comportamentos humanos, porém pode contribuir, efetivamente, para práticas mais qualitativas, sensibilizando e despertando novos olhares dos sujeitos envolvidos.

 

Sorrentino (1997), em seus estudos, utiliza alguns atributos apresentados na literatura, entendidos como básicos e necessários para uma formação acerca da questão ambiental, dos quais, mediante pequenas modificações, iremos nos apropriar: São eles: instigar o indivíduo a analisar e participar na resolução dos problemas ambientais; estimular uma visão global e crítica das questões ambientais; estimular um enfoque interdisciplinar que resgate e construa saberes; possibilitar um conhecimento interativo por intermédio de pontos de vista; e propiciar um auto-conhecimento que contribua para o desenvolvimento de valores, atitudes, comportamentos e habilidades.

 

Dessa forma, sugerimos que, nos cursos de formação profissional em atividades de aventura, além dos conhecimentos técnicos específicos referentes às práticas esportivas propriamente ditas, deva ser incluída uma dimensão educativa mais sólida com relação ao meio ambiente, a qual, por sua vez, não se limita a questões meramente práticas.

Tal inserção contribuiria para a almejada compreensão do turismo de aventura enquanto instrumento de preservação e de promoção do desenvolvimento com bases mais sustentáveis. Uma vez aceita e aplicada, em contextos adequados, tal dimensão educativa contribuirá, direta ou indiretamente, para mobilizações da sociedade sobre questões ambientais, extrapolando o conceito de natureza como “pano de fundo” para práticas turísticas e esportivas.

 

Cabe destacar que tais concepções foram percebidas tanto nas informações relatadas pelo público investigado quanto nos dados omitidos, ou seja, no “não-dito”.

 

Os cursos de formação em questão não estariam mais atrelados apenas à concepção praticista (como foi possível visualizar na proposta de oferecimento dos cursos pelas empresas investigadas); para além disso, estariam utilizando-se de estratégias pedagógicas, estruturadas sob novas bases, enfatizando o sujeito como ator.

 

Acreditamos que, uma vez aceita a inclusão de novos conteúdos para a formação dos profissionais que trabalham com atividades de aventura, será possível a visualização de práticas mais qualitativas que contribuam, em um sentido mais amplo, para a formação de cidadãos mais sensíveis e atentos às questões que se referem à natureza.

 

 

REFERÊNCIAS

 

AMARAL, Rita.  Antropologia e Internet - pesquisa e campo no meio virtual.  Disponível em <http:www.aguaforte.com/antropologia/pesqnet1.htm> (acessada em 22/10/2001).

BRUHNS, Heloisa T.  Esporte e natureza: o aprendizado da experimentação.  In: SERRANO, Célia (org.).  A educação pelas pedras: ecoturismo e educação ambiental.  São Paulo: Chronos, p.25-46, 2000.

CAMARGO, L. O L.  Sociologia do lazer. In: ANSARAH, M. G. R. (org.).  Turismo: como aprender, como ensinar 2.  São Paulo: Senac, p.235-275, 2001.

MARINHO, A. Lazer, natureza e aventura: compartilhando emoções e compromissos.  Revista Brasileira de Ciências do Esporte.  Campinas (SP): Autores Associados, v. 22, n0. 2, jan, p.143-153, 2001.

MARINHO, Alcyane; SCHWARTZ, Gisele M.  Caverna do Fazendão: experiências turísticas de sensibilização.  Turismo em Análise.  São Paulo: ECA - Escola de Comunicações e Artes da USP, v. 12, nº. 1, p. 80-85, mai/2001.

MASCARENHAS, Gilmar.  A geografia e os esportes: uma pequena agenda e amplos horizontes. Conexões: Educação, Esporte e Lazer.  Campinas: Faculdade de Educação Física, UNICAMP, v. 1, nº. 2, p. 46-59, 1999.

REIGOTA, Marcos.  O que é educação ambiental.  São Paulo: Brasiliense, 1994.

RIFKIN, Jeremy.  A era do acesso.  Tradução de Maria Lúcia G. L. Rosa. São Paulo: Makron Books, 2001.

SORRENTINO, Marcos.  Educação ambiental e universidade: um estudo de caso.  In: Pádua, Suzana M; Tabanez, Marlene F. (orgs.).  Educação Ambiental: caminhos trilhados no Brasil.  Brasília: IPÊ, p. 43-54, 1997.

Site da Prefeitura Municipal de Brotas.  Disponível em <http:// www.brotas.tur.br/brotas/> (acessada em 20/3/2002).

Revista Veja SP.  A capital dos radicais, 25/4/2001.

Folha Turismo, Folha de São Paulo.  Esportes na natureza reconquistam o verde do país. 8/7/2002, p. F1.

 

 

 

 

Red Latinoamericana de Recreación y Tiempo Libre  |  Red Nacional de Recreación

Fundación Colombiana de Tiempo Libre y Recreación / FUNLIBRE

 



[1] Doutoranda do Dep. de Estudos do Lazer - Faculdade de Educação Física/UNICAMP Grupo de Estudos Lazer e Cultura - DEL/FEF/UNICAMP Laboratório de Estudos do Lazer - LEL/IB/UNESP Rio Claro (SP) Contato: Avenida 8, 1837 apto: 74, Edifício Jardim Claret - Bairro Jardim Claret - CEP: 13503-210 - Rio Claro (SP). Tel/fax: (19) 5234372 - E-mail: alcyane@claretianas.com.br

[2] Mestrando do Dep. de Estudos do Lazer - Faculdade de Educação Física/UNICAMP Grupo de Estudos Lazer e Cultura - DEL/FEF/UNICAMP – E-mail luizfabiano@starmedia.com e lfseabra@uol.com.br

[3] Descida por corredeiras de rios em botes infláveis.

[4] Descida por corredeiras de rios em bóias.

[5] Técnica da escalada (e, também, da espeleologia) que corresponde à descida de cachoeiras por cordas.

[6] Exploração de rios, suas corredeiras e cachoeiras, utilizando as técnicas de rappel, tirolesa e outras.

[7] Rappel realizado em cachoeiras.