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La danza de salón una opción de ocio y recreación, actividad física
e inclusión social en condominios del barrio Barra da Tijuca. DANÇA DE SALÃO UMA OPÇÃO DE LAZER, ATIVIDADE FÍSICA E
INCLUSÃO SOCIAL EM CONDOMÍNIOS DA BARRA DA TIJUCA. Rita de Cassia Miranda Jordão de
Almeida[1] 14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002. UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil. |
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RESUMEN O presente estudio relata la experiencia
del trabajo desarrollado con moradores de tres condominios de Rio de Janeiro,
en el barrio de Barra da Tijuca, donde se encuentra una población que varia
de clase media a clase media alta, y que decidieron movilizarse para disponer
y efectuar prácticas de actividades físicas, en sus respectivos condominios, en
el espacio destinado a la recreación, teniendo en cuenta los aspectos de seguridad,
practicidad y comodidad. No se deja de considerar la intención de promover mayor
integración entre los moradores de estos condominios y la interacción generacional.
El trabajo de naturaleza cualitativa, tuvo como objetivo verificar las contribuciones
de la práctica regular de la danza de salón como actividad física y de ocio y
recreación para la mejoría de la calidad de vida del grupo social al que se dirigió.
Proporcionar la integración de los viejos con otras generaciones y la mejoría
de la auto-imagen y la auto-estima. Finalmente, después del abordaje de
diferentes aspectos, enaltecemos la acción comunitaria realizada por aquellos
moradores y recomendamos la danza de salón como una opción más de ocio y
recreación, actividad física e inclusión social en condominios. RESUMO O presente
estudo relata a experiência do trabalho desenvolvido com moradores de três
condomínios do Rio de Janeiro, no bairro da Barra da Tijuca, onde se encontra
uma população que varia de classe média a classe média alta, e que decidiram
se mobilizar para providenciar e efetivar práticas de atividades físicas, em
seus respectivos condomínios, no espaço destinado ao lazer, tendo em vista a
questão segurança, praticidade e comodidade. Não deixando de considerar a
intenção de promover maior integração entre os moradores desses condomínios e
a interação geracional. O trabalho de natureza qualitativa, teve como
objetivo verificar as contribuições da prática regular da dança de salão como
atividade física e de lazer para a melhoria da qualidade de vida do grupo
social a que se destinou. Proporcionar a integração dos idosos com outras
gerações e a melhoria da auto-imagem e auto-estima. Finalmente, após a
abordagem de diferentes aspectos, enaltecemos a ação comunitária realizada
por aqueles moradores e recomendamos a dança de salão como mais uma opção de
lazer, atividade física e inclusão social em condomínios. INTRODUÇÃO O cotidiano de
nossa vida atual é delineado pelas marcas de nossas experiências sociais,
unindo o conjunto de problemas que ao longo do tempo vem sendo perpetuados ou
modificados, de acordo com o desenvolvimento e crescimento das sociedades,
inquietando-nos de diversos modos. Seria redundante citar, se não
estivéssemos presenciando, e por vezes sendo os próprios atores sociais, do
acelerado aumento da violência, do desemprego que permeia as grandes Cidades,
das crises políticas vinculadas à corrupção e dos pacotes econômicos que nos
transmitem desconfiança e insegurança. Essas marcas agem dificultando a
construção de uma sociedade mais humana, descontraída e saudável. Para Elias
(1994:33), “o avanço da
divisão das funções e da civilização, em certos estágios, é crescentemente
acompanhado pelo sentimento dos indivíduos de que, para manterem suas
posições na rede humana, devem deixar fenecer sua verdadeira natureza. Eles
se sentem constantemente impelidos pela estrutura social a violentar sua “verdade
interior””. Diante dessa
adversidade diária, nos damos conta da necessidade de aprofundarmos nossas
reflexões, pessoais ou coletivas para compreender e construir uma melhoria
social, cultural e mais humana. Nesta perspectiva, podemos destacar o lazer
como um dos elementos, historicamente, presente nas sociedades como
possibilidade de humanizar o tempo e porque não amenizar essas marcas. Na direção de um
desenvolvimento harmonioso o indivíduo procura adequar o uso apropriado da
disponibilidade de tempo para o lazer. No entanto, a adequação está vinculada
aos valores pessoais, culturais e expectativas com relação às suas
experiências individuais. Segundo Dumazedier (1976:35), “Para que uma teoria
cultural do lazer possa ser considerada viva, precisa corresponder não só a
um conjunto de valores como também ao modo como esses valores são vividos
pelas classes ou categorias sociais”. As reflexões
sobre o lazer têm apresentado, dentre as suas diferentes categorias,
possibilidades de concretizar o lazer com vistas às necessidades do projeto
de vida de cada indivíduo e/ou cada grupo social, embora saibamos, que
inúmeras vezes nos deparamos com situações que enfraquecem e até inibem esses
modos de agir. Por outro lado, o convívio das sociedades entendeu que as
estruturas sociais são distintas e revelam a necessidade de mudanças de
hábitos para que possam vislumbrar e efetivar a melhoria da qualidade de vida
tão sonhada e propalada. Com objetividade, Elias (1994:26,27) apontou que:
“todo indivíduo constitui-se de tal maneira, por natureza, que precisa de
outras pessoas que existam antes dele para poder crescer. Uma das condições
fundamentais da existência humana é a presença simultânea de diversas pessoas
inter-relacionadas”. Nesta
perspectiva, podemos destacar que além das questões já citadas, não
poderíamos deixar de lado uma fatia da sociedade que são os idosos, e que
hoje representam 10% da população do Rio de Janeiro. Estes, além de já terem
enfrentado as adversidades que a vida lhes apresentou, estão também
vivenciando as transformações sociais, e suas nuanças positivas e negativas
com o encargo da idade, que dependendo da situação individual de cada idoso,
pode até não ser de uma forma prazerosa ou de acordo com as expectativas
idealizadas para seu envelhecimento. Assim, acreditamos que as iniciativas
realizadas para atender a demanda de idosos, no que tange ao lazer, atividade
física e inserção social visando a melhoria da qualidade de vida desse grupo,
em especial, vem colaborar com as já existentes, diversificando e aumentando
o leque de opções para esse representativo grupo da nossa sociedade. O presente
estudo relata a experiência do trabalho desenvolvido com moradores de três
condomínios do Rio de Janeiro, no bairro da Barra da Tijuca, onde se encontra
uma população que varia de classe média a classe média alta, e que decidiram
se mobilizar para providenciar práticas de atividades físicas, em seus
respectivos condomínios, no espaço destinado ao lazer, tendo em vista a
questão segurança, praticidade e comodidade. Não deixando de considerar a
intenção de promover maior integração entre os moradores desses condomínios e
a interação geracional. O estudo teve
como objetivo, verificar as contribuições da prática regular da dança de
salão como atividade física e de lazer para a melhoria da qualidade de vida
do grupo social a que se destinou. Proporcionar a integração dos idosos com
outras gerações, fornecer a possibilidade da prática de lazer enquanto forma
de desenvolvimento cultural e social, através das atividades físicas
proporcionadas pela dança de salão, tendo em vista o contato com diferentes
pares e/ou diferentes indivíduos, adquirir segurança para enfrentar e superar
os preconceitos sociais na fase do envelhecimento, promover encontros coletivos/sociais,
os bailes, a fim de facilitar a superação da inibição e finalmente, verificar
as contribuições da prática enquanto atividade física e de lazer da dança de
salão para a melhoria da auto-imagem e auto-estima de idosos. Moradora de um
dos três condomínios citados acima, assistimos o desenrolar daquela decisão.
Ficou acertado a construção de sala de ginástica e musculação, sala para
aulas de danças, sala para aulas de judô e capoeira e quadra de tênis. Neste
condomínio já havia uma quadra polivalente para futebol, voleibol e basquete.
Após a conclusão das obras, recebemos convite para ministrar aulas de dança
de salão. Inicialmente, tínhamos apenas um condomínio, depois de trinta dias,
iniciamos em mais dois condomínios do mesmo entorno. Fomos comunicados que a
intenção do condomínio era estimular e possibilitar os moradores à prática de
atividade física e de lazer sem necessitar “sair de casa”. Isto é, apenas a
utilização do elevador os levaria ao local desejado, com segurança, conforto,
praticidade e preços bem mais abaixo do que os cobrados nas academias. Tendo
em vista, que os “donos” do investimento eram os próprios condôminos que
idealizaram o projeto de maneira que as despesas ficaram diluídas
mensalmente, inclusive o pagamento dos profissionais responsáveis pelas
diferentes modalidades oferecidas. DESENVOLVIMENTO No primeiro dia
de aula fomos surpreendidos pela presença de vinte e três alunos.
Inicialmente, ressaltamos que tínhamos conhecimento das expectativas e
necessidades do grupo e que ninguém iria sair após uma hora de aula dançando
pois sabíamos que não era esse o propósito do encontro. Aproveitamos e
fizemos um breve resumo sobre a dança de salão, seus benefícios e prováveis
possibilidades. Historicamente
comprovada, a dança de salão esteve presente nas culturas das sociedades
desde o século XVIII, atravessou séculos, desenvolveu-se em concomitância às
sociedades e continua sendo praticada por distintas gerações (Almeida, 1998).
É um dos processos de linguagem corporal que o homem utiliza para se
comunicar e se desenvolver socialmente, não deixando de ressaltar que sua
prática como atividade física atua com efeitos positivos na energia motriz e
condutora ativa do nosso corpo, assim como o equilíbrio, a postura, o ritmo e
a flexibilidade. Possibilita também, a criação de sensações ou de estados de
espírito, normalmente de caráter estético, que desperta a auto-estima e
contribui na melhoria em lidar com situações de estresse e tensão. Após um mês de
aulas, o grupo cresceu e tínhamos sessenta e cinco alunos distribuídos em
três condomínios. A faixa etária oscilava entre quarenta e setenta e cinco
anos. Como tínhamos maior incidência de alunos acima de sessenta anos,
decidimos que o grupo que participaria da amostra do estudo constaria apenas
dos alunos que tinham acima de sessenta anos. Não deixando de atender ao
objetivo inicial solicitado pelos condôminos contratantes de nossos serviços.
No início,
percebíamos as dificuldades e os preconceitos em relação ao corpo, isto é,
relaxar o seu próprio corpo, ouvir a música e executar os movimentos. Era uma
nova sensação, era a tentativa de liberação física, porém carregada de
extrema autocrítica. Os preconceitos em relação ao corpo também estavam
presentes nas aproximações físicas
com o outro, o tocar e encostar-se ao corpo do parceiro de dança foi o nosso
primeiro desafio a superar. Com o decorrer
das aulas, observávamos que o grupo ia evoluindo na execução dos passos,
porém o que mais ressaltava e gratificava era a mudança de atitudes e
comportamentos, a maneira como o grupo interagia e se integrava. Passaram a
olhar e reconhecer os seus corpos de maneira saudável, extinta dos tabus
próprios da idade. A autoconfiança possibilitou não só romper as barreiras do
relacionamento físico, mas também, a aproximação entre as diferentes idades
não só dentro da sala de aula, mas também, nos eventos realizados nos condomínios. O grupo de idosos passou a
freqüentar e atuar ativamente nesses eventos, que eram festas típicas,
palestras, apresentações de danças e competições de jogos internos. Para avaliação
dos objetivos propostos, utilizou-se questionário com questões abertas e
fechadas, nas quais se podem obter dados pessoais e opiniões dos
participantes acerca da prática da dança de salão como atividade física e de
lazer no meio social aplicado. O programa, utilizou recursos da pesquisa
qualitativa, que nas palavras de Chizzotti (1995:85) justifica-se assim: “A
pesquisa qualitativa privilegia algumas técnicas que coadjuvam a descoberta
de fenômenos latentes, tais como a observação participante, história ou
relatos de vida, análise de conteúdo, entrevista não-diretiva etc., que
reúnem um corpus qualitativo de informações que, segundo Habermas, se baseia
na racionalidade comunicacional”. O questionário
que foi respondido pelos quarenta alunos, constituiu-se de uma breve
introdução que justificava o estudo, agradecia a colaboração do respondente e
ainda, garantia o anonimato dos informantes. A elaboração do questionário se
deu em forma de dez perguntas, sendo sete questões fechadas que
possibilitaram localizar e classificar o informante em categorias objetivas e
três questões abertas que permitiram maior liberdade de expressão. Os critérios
estabelecidos para a seleção das pessoas que fizeram parte do estudo foram:
ter idade igual ou superior a sessenta anos, em caso de ser portador de
doença cardio-respiratória, não haver impedimento médico específico para a
prática da dança de salão, disponibilidade de colaborar com o estudo, ser
morador de um dos três condomínios e freqüentar regularmente às aulas. A
população amostra foi composta por quarenta alunos voluntários que estavam
inseridos nos critérios adotados. O estudo teve a freqüência de uma hora a
cada três dias semanais e a duração doze meses. O programa de
atividade física e de lazer foi executado utilizando aquecimento, em forma de
caminhada, alongamento, membros superiores e inferiores, demonstração e
ensinamento de passos. De início, os passos foram ensinados individualmente,
tendo em vista, a necessidade de trabalhar e praticar equilíbrio, postura, a
relação com o seu próprio corpo, ensinar condução de passos aos homens e às
mulheres, reconhecer e ter a sensibilidade de entender o que foi indicado
pelo homem, para que ambos pudessem executá-los com maior segurança no
momento da aproximação com o par. O ritmo, foi estimulado através da
contagem, e assim treinamos o controle mental e motor. As aulas foram
desenvolvidas em todas as etapas de maneira lúdica e ladeadas de
entretenimento, isto é, levando o aluno a descontrair, estimulando a
autoconfiança e sempre promovendo o contato físico, condição “sine qua non”
da dança de salão, pois se trata de uma modalidade de dança que só pode ser
executada com o par, embora haja movimentos em que os dois executantes podem
estar frente a frente, dançando, sem estarem totalmente em contato físico,
como é o caso, por exemplo da salsa. Porém, dentre as outras modalidades de
dança de salão todas são executadas com o par. Além das
observações durante nossos encontros comentadas acima, elaboramos um
questionário que possibilitou avaliarmos com maior precisão os benefícios
alcançados nestes condomínios. Para
não se tornar exaustivo e para facilitar a visualização, o resultado das
questões fechadas e abertas, encontram-se totalizados abaixo: Sexo: Feminino
(25), Masculino (15); Em que faixa etária você se encontra? com
60 anos (7), entre 60 e 65 anos (8), entre 65 e 70 anos (13), entre 70 e 75
anos (12); Você trabalha ou nunca
trabalhou fora de casa? Sim (17), Não
(23); Por quê você começou a praticar dança de salão? Para fazer
alguma atividade física (15), Por lazer (19), Terapia – o médico indicou
(6); Você já praticava alguma outra
atividade física antes de iniciar a dança de salão? Sim (12), Não (28); Em caso positivo, quantas vezes
por semana? Uma ( ), Duas (8), Três (4),
Todos os dias ( ); Qual ou
quais tem sido o seu lazer nos últimos dois anos? “As vezes caminho na praia,
mas acho monótono e inseguro, me falta companhia e assisto televisão” - 12
pessoas, “Gosto de ir ao cinema quando tem bons filmes e também assisto
filmes na televisão” – 18 pessoas, “Viajar, assistir televisão em casa e
ouvir música” – 8 pessoas, “Assistir televisão e ler” – 2 pessoas; Você sentiu alguma melhoria no seu
corpo? Sim ( ), Não (40); Em caso positivo, o quê? Como foram todos
os idosos que responderam positivamente, faremos um resumo de suas opiniões,
sem discriminar quantitativamente as mudanças individuais. Todos apontaram
melhoria na qualidade de vida, todos afirmaram estarem mais feliz e seguros
no modo de encarar a “velhice”, comentaram que as famílias perceberam as
mudanças ocorridas e que dão “muita força” para eles continuarem dançando.
Todos disseram que reaprenderam a se gostar, que a dança de salão valoriza a
auto-estima e por isso também ficaram mais vaidosos com as suas próprias
imagens, e até sentiram que o físico
melhorou. Uns disseram que emagreceram, outros que agora tem mais equilíbrio,
outros que a coluna parou de doer e ainda, estão cortando os remédios de suas
vidas; Atualmente, o que mais você
faz além de freqüentar aulas de dança de salão? As 12 pessoas que apontaram a
caminhada como outra forma de lazer, afirmaram que estão fazendo suas
caminhadas regularmente, que se sentem mais seguros, com mais vigor físico e
que com as novas amizades até tem companhia. O grupo como um todo, afirmou
que incluíram diversas atividades em suas vidas, tendo em vista a troca de
conhecimento adquirido com as diferentes gerações do condomínio. Apontaram
que além da participação ativa em quase todos eventos realizados nos seus
prédios, resolveram praticar não só atividades físicas, mas também as que
possibilitam reativar a capacidade da memória, tais como cursos em diferentes
áreas e até jogos de salão. Neste ponto,
gostaríamos de chamar a atenção para uma questão pertinente aos obstáculos
que nos deparamos ao longo da experiência do trabalho e que serviu para que
pudéssemos buscar explicações teóricas que respaldassem nossas atitudes
práticas. A questão da imagem do corpo e como cada um o percebe, foi o ponto
de partida para desvendarmos os bloqueios durante nossas aulas. Trata-se do
valor estético do corpo que é um domínio particular, porém, este valor está
diretamente ligado às ações, aos sentimentos e aos preconceitos que regem as
relações sociais de determinados
grupos. Daí, os que não estão inseridos ou “ligados” ao roteiro de
ações ou às padronizações, acabam por aceitar a invasão deste seu domínio
particular. Reconhecem que se encontram fora dos ditames impostos por aqueles
grupos e em função da sua própria preservação, se concentram em domínios
menores, inviabilizando assim, a possibilidade de identificação com outros
pares. O fato é que ao entendermos que indiferente da idade, os indivíduos
não podem ser compelidos a mudar o que de mais seu eles possuem, a não ser
por vontade própria ou questão de saúde. Exposto o nosso ponto de vista,
concordamos com Maffesoli (1996:53) quando aponta que o resultado em sociedades “somatófilas”, sociedades que
amam o corpo, exaltam-no e valorizam-no pode ser o “body building”
ressurgindo nos nossos dias e que, de modo algum, “é um fato individual ou
narcísico, mas, muito pelo contrário, um fenômeno global...” e mais adiante
concluiu tratar-se de “um jogo de máscaras generalizado”. Assim, quando os
bloqueios são desvendados, as barreiras logo são transpostas, aí o indivíduo
percebe que pode e deve buscar a sua felicidade, o seu prazer que por vezes
encontra-se mais perto ou ao seu alcance do que ele imaginava, como foi o caso
da experiência nestes condomínios que de maneira prática e segura
possibilitaram que diferentes indivíduos começassem a mudar seus hábitos
trocando opiniões e interagindo de
maneira saudável e em forma de entretenimento. CONCLUSÃO Levando em
consideração todos os aspectos tratados neste relato, enaltecemos a ação
comunitária realizada por aqueles moradores e recomendamos a dança de salão
como mais uma opção de lazer, atividade física e inclusão social em condomínios. Nessa concepção,
encontramos uma nova forma de encarar a realidade social de nossos dias,
recuperando assim a tranqüilidade necessária para a prática do lazer com
segurança e comodidade. A inclusão dos idosos nesta prática como atividade
física e de lazer demonstrou que o envelhecimento não pode ser encarado como
forma de exclusão ou afastamento com as outras gerações e que estes estão
dispostos a interagir de maneira ativa e participativa, trazendo suas
experiências adquiridas ao longo da vida e utilizando as novas implementações
como estímulo para melhorar a qualidade de suas vidas. REFERÊNCIA
BIBLIOGRÁFICA ALMEIDA, Rita de
Cassia M. Jordão de. 1998. Dança de salão na cultura e no lazer do Rio de Janeiro
no período de 1870-1998. Tese de mestrado. Rio de Janeiro: Universidade Gama
Filho. CHIZZOTTI, A.
1995. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 2.ed.São Paulo: Cortez. DUMAZEDIER,
Joffre. 1976. Lazer e cultura popular. São Paulo: Perspectiva. ELIAS, Norbert.
1994. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Zahar. MAFFESOLI, Michel.
1996. No fundo das aparências. Petrópolis: Vozes. |
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| Red Latinoamericana de Recreación
y Tiempo Libre | Red Nacional de Recreación |
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Fundación Colombiana de Tiempo Libre y
Recreación / FUNLIBRE |
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[1] Graduada em Letras – Português/Inglês -Especialista em Metodologia
do Ensino Superior
- Mestre em Educação Física - Mestranda em Ciência da
Motricidade Humana.
Universidade Federal Fluminense - Universidade Estácio de Sá.