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Danza y estilo de vida: El cuerpo lúdico en contexto. DANÇA E ESTILO DE VIDA: O CORPO LÚDICO NO CONTEXTO Isabel
Cristina Vieira Coimbra Diniz[1] 14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002. UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil. |
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RESUMEN La danza como fenómeno
social, puede ser una fuente de vivencia lúdica, pero también de trascendencia
histórica-sociocultural. En esta perspectiva, bajo la mirada de la fenomenologia, posibilitar una reflexión
que desvela lo lúdico y viceversa, significa superar conceptos y vislumbrar a
la danza como posibilidad de expresión que influencia y está influenciada por
estilos de vida propios que, a la vez, revelan su inserción en el mundo en su
tempo. RESUMO A dança como
fenômeno social, pode ser uma fonte de vivência lúdica, mas também de
transcendência histórica-sociocultural. Nessa perspectiva, sob o olhar da fenomenologia, possibilitar
uma reflexão que desvela o lúdico e vice-versa, significa superar conceitos e
vislumbrar a dança como possibilidade de expressão que influencia e é
influenciada por estilos de vida próprios que, por sua vez, revelam sua
inserção no mundo em seu tempo. INTRODUÇÃO Um quadro de
indagações vem problematizando as questões relativas à corporeidade humana,
ampliando o seu significado, diante de um ser-no-mundo, que é cultural,
social e histórico. Por isso, ao discutir o fenômeno do corpo lúdico neste
estudo, vislumbramos a possibilidade ôntico-ontológica de interpretação e
compreensão originária do ser-no-mundo, suas relações e seu discurso em
dança. [2] Neste texto,
compartilhamos algumas das discussões realizadas no grupo de estudos do
Programa de Dança Experimental da EEFFTO/UFMG. São reflexões geradas pela
necessidade de problematizar e compreender o desenvolvimento dos grupos
sociais nos quais o programa está envolvido. Temos observado nos trabalhos
tanto com atores sociais na terceira idade como em crianças e adolescentes,
um quadro em construção de estilos próprios de vida e de expressão corporal
em que a dança se apresenta como um referencial de análise. É uma reflexão filosófica
que trilha pela fenomenologia e tem como ponto de partida falas como esta: “A
dança é um modo de existir.” (Garaudy,1980:13.) CORPO: UM SER NO MUNDO Sob a lente da
cultura, podemos observar inúmeras marcas nos corpos-sujeitos que expressam
uma história acumulada de uma
sociedade, que em um exercício dinâmico continuam gerando cultura e história.
Dessa forma, o ser humano vem assimilando e produzindo estilos de vida em que
inúmeras concepções no tratamento com
o seu corpo e suas relações, se revelam no contexto social. Para um
exercício filosófico, a fenomenologia, aliada à hermenêutica, oferece uma
abertura para a compreensão de como é significativo ser e estar presente no
mundo, através do corpo e da linguagem desse corpo, no tempo, no espaço e na
história de sua existência.[3] Para Heidegger
(1989:103.), sob a luz da fenomenológica e da hermenêutica, o Dasein
(ser-aí) tornou-se fenomenalmente visível, no tocante à sua propriedade e
totalidade. A situação hermenêutico-ontológica é a pista para uma interpretação do sentido e do significado
do ser-aí próprio, sempre já entendido como o conjunto de relações e comunicações com o mundo, no-mundo, em uma
específica espacialidade e temporalidade fundantes de toda noção ou vivência concreta
de espaço e tempo. O relacionamento do ser-aí consigo mesmo, com a vida, com
os outros corpos, com o mundo,
dá-se pela comunicação e pela linguagem que o corpo é e possui em sua existência. [4] Segundo o autor,
o fundamento ontológico-existencial da linguagem é o discurso, que, por sua
vez, é a articulação da compreensibilidade do pré, do ser-aí. O discurso é um
existencial originário da abertura, constituído, primordialmente, pelo
ser-no-mundo, também possuindo em sua essência um modo de ser especificamente
mundano. Portanto, “a linguagem é o
pronunciamento do discurso, que é a articulação significativa da
compreensibilidade do ser-no-mundo, que pertence ao ser-com e que sempre se
mantém num determinado modo de
convivência ocupacional. Essa
convivência é o discurso.” (Heidegger,1995: 219.) Nesse sentido, Heidegger (1995:221.) afirma que “o discurso é a articulação em
significações da compreensibilidade, inserida na disposição do ser-no-mundo.
Seus momentos constitutivos são: o referencial do discurso (Beredete), aquilo sobre o que se discorre como tal (Geredete), a comunicação e o anúncio”. O
autor ainda lembra que o fato de muitas vezes os momentos constitutivos não
se exprimirem em palavras indica apenas um modo de discurso determinado que
deve sempre articular-se com a totalidade da estrutura ontológica da
linguagem. Através da
paixão de descobrir o sentido do ser, este filósofo também, vem superar e
renovar as velhas e evidentes formas metafísicas, chamando a atenção para a
ambigüidade que envolve o conceito aristotélico de substância, questionando o que constitui o ser-em-si-mesmo dessa
coisa corpórea, qual seria a sua substância como tal e a sua compreensão
ontológica. Apesar de
Heidegger (1989 e 1995.) não contextualizar especificamente o corpo nem a
linguagem de gestos, é possível uma leitura por sua ótica, a partir do
momento em que ele afirma que o “fenômeno da comunicação deve ser
compreendido num sentido ontologicamente amplo” e que, no discurso, o Dasein se pronuncia.”
(Heidegger,1995:220-221.) Portanto, parece
ser possível realizar em Ser
e Tempo uma leitura ontológica que explicite o sentido de corpo e o visualize ligado ao mundo em
seu próprio ser, constituindo uma unidade indissolúvel. Heidegger (1989 & 1995.) apresenta o Dasein (ser-aí), que é o processo de
constituição ontológica de homem, ser humano e humanidade, homem que só
existe compreendendo, ou seja, cujo existir é um (pré)compreender o mundo.
Assim, o ser-aí fala e, em um
discurso pré-articulado, apresenta-se como uma linguagem que precede a linguagem verbal. Mas qual o modo de ser dessa linguagem? Em
Heidegger (1995:318.), no discurso, o revelar-se implica abertura,
descoberta, ou seja, o que se descobre é o modo de ser do próprio Dasein, do ser-aí. Considerando que
o gesto pertence ao universo da linguagem do ser-no-mundo, Santin (1993:22.)
salienta que o homem, através dos gestos, expressa, por exemplo, suas
manifestações de medo e amor, descobrindo que o corpo é sensível e possui uma
linguagem própria, possibilitando sua comunicação com o mundo. O pensamento
de Heidegger em Ser e Tempo também
diz que o ser, em toda sua amplitude, e o mundo são um elo unitário, ou seja,
entes intramundanos. Heidegger
(1995:218-226.) tenta mostrar o lugar
ontológico da linguagem dentro da constituição ontológica do Dasein. Ela prepara uma análise sobre
a cotidianidade desse lugar de uma maneira ontologicamente mais originária
que nos faz refletir sobre o ser que aprende e faz uso das expressões
corporais em determinado ambiente e
que se inter-relaciona no mundo. É bom lembrar que não existem dicionários
para gestos, pois o Dasein pode ter significados e
compreensões variadas. Contudo, o Dasein
pode permitir um olhar sobre a experiência do próprio ser, inculcado por sua
história, por sua visão de mundo, por sua visão de arte e pelas inúmeras
possibilidades poéticas da fala gestual. Portanto o
corpo, enquanto modo de interpretação do ser na realidade do-mundo, no-mundo,
é necessariamente carregado de
significados. Se considerarmos que as
posturas corporais, as atitudes, os gestos e até o olhar exprimem
diferentemente das palavras, é
impossível negar que o corpo fala e
que em sua fala ele existe, ele compreende. Em sua fala, ele joga, ele dança,
ele é lúdico, ele é poético... Em sua
fala, ele revela maneiras de se levar a vida. O PRONUNCIAMENTO DO CORPO E A DANÇA Nessa
perspectiva, criando e dando formas a
um fenômeno, a dança, permite
explorar, com idéias originais, a própria corporeidade humana. São
essas idéias, traduzidas por uma linguagem corporal, que nos permitem expressar e comunicar mensagens por um vocabulário próprio,
sensibilizando para o belo, o estético, o cultural e o social. O processo
criativo facultado pela dança, historicamente, tem sido substancial alimento
para o ser, concorrendo para o
desenvolvimento de suas
potencialidades e favorecendo uma vivência lúdica e seu crescimento em
sua totalidade. (Diniz, 2001.) No contexto
cultural, podemos perceber inúmeras manifestações do ser humano, dentre as
quais a dança, com suas múltiplas faces, vem celebrando a vida numa expressão
dela própria, canalizando as mensagens, as idéias que se pretende transmitir,
através da expressão contida nas formas e movimentos por uma comunicação não
verbal do ser. Assim, o corpo que
dança expressa seu ser sensível, comunicando-se com o mundo, onde todas as
manifestações desencadeadas o levam a desvendar-se por inteiro, revelando-se
como um ser-no-mundo, a partir do desdobramento da concretude de sua
existência. Santin (1994),
em afinidade com a idéia de ser-no-mundo de Heidegger, considera que no
processo de desvelamento o corpo que dança se apresenta uníssono no movimento, no tempo e no espaço, de
forma indissolúvel, onde a dança faz do corpo uma melodia e a torna
encarnada. E mais, em suas
reflexões sobre o corpo lúdico, associa o dançar com o brincar nas
entrelinhas da totalidade do ser, onde
o imaginário sempre se apresenta em construção de uma paisagem indissolúvel e
o corpo lúdico não se submete a uma expressão conceitual, porque este é
indizível. No brincar e no dançar, o mesmo pode ocorrer, porque ambos os atos
significam uma vivência, um momento, uma ação. É o corpo vivido nas esferas
do prazer. Assim esse autor
nos estimula a crer que a simbiose da música
e do corpo fecunda e gera
corporeidades dançantes, o que nos auxilia a compreender o corpo
lúdico. Sob o olhar da
corporeidade dançante, lembro-me de Garaudy
(1980), pensador francês do nosso século, que aborda a dança como símbolo do ato de viver. Penso então que uma nova maneira de dança sempre
se constrói quando o processo histórico impele o ser humano à busca de novos
modos de existir. Roger Garaudy
levanta várias questões sobre a dança associadas à existência do ser, e uma delas é: “Que aconteceria
se, em vez de apenas construirmos nossa vida, tivéssemos a loucura ou
sabedoria de dançá-la?” E ele mesmo responde: “É que dança não
é apenas uma arte, mas um modo de viver. [...] Não apenas jogo, mas
celebração, e não espetáculo, a dança está presa à magia e à religião, ao
trabalho e à festa, ao amor e à morte.”
(Garaudy,1980:13.) A dança sempre
esteve presente no viver humano e para
arqueólogos e historiadores, desde que a agricultura fixou o ser
humano ao solo, celebrou-se festivamente a chegada da primavera com a volta
do sol e da vegetação. Nesse sentido, Portinari (1989), cita a origem da
festa, também associada ao mito de Tamuz, que coincide com o início da
primavera no hemisfério norte, entre março e abril.[5]
Com algumas variantes, os gregos assimilaram esse mito através de Adônis e
Afrodite. A idéia também é de retorno à vida, celebrado com cantos e danças
nos templos e nos campos. Mito e história
confundem-se, e há muitas especulações sobre o surgimento da festa e a
existência da dança, mas o interessante é que, independentemente das
circunstâncias, em todos os povos, ela
sempre esteve presente e aparece relacionada com a celebração da vida,
com estilos de vida e com o desenvolvimento regional no qual o ser humano
está inserido. Até mesmo a antítese
do espírito dionisíaco e apolínio
está presente neste contexto e em suas inúmeras manifestações.[6]
Como corpo
dançante, desenhamos formas, contamos histórias, penetramos no espaço e
no tempo, interagindo nele e com ele. E é nesse instante que a dança, como experiência lúdica, dilata os espaços de abertura às trocas com
as pessoas, com a cultura, com o contexto, com os fatos e os estilos de vida.
DANÇA,
LUDICIDADE E ESTILO DE VIDA Alçando vôos
pelas questões da vivência lúdica humana e suas relações com a dança,
concordo com Pinto (1995), quando a autora considera que o lúdico concretiza
a experiência cultural, movida pelo desejo e coroada pelo prazer, em que a
satisfação lúdica é conquista que demanda liberdade e participação dos sujeitos na construção
das ações, do lugar e do tempo, como ápice de quem desejou, decidiu e fez. Considerando o
aspecto da ludicidade, Schiller (1990) considera a arte como objeto que ele
mesmo chama de impulso lúdico. Para
esse autor, ao mesmo tempo em que essa disposição
lúdica é suscitada pelo belo, que é um estado de liberdade relativo ao mundo sensível humano, também
nela a razão e a sensibilidade atuam em unidade. Nesse contexto,
reiteramos que a dança, como arte e como experiência lúdica, é um modo de
existir. Não é apenas jogo ou espetáculo, não se restringe à diversão e ao
entretenimento, não pode ser compreendida restritamente como êxtase ou gozo
físico. A dança também apresenta traços de desafios, delineada pela busca da
vivência do prazer, mas também pela
conquista da liberdade, da euforia do novo e da experiência de novos saberes.
Diante disso,
Bruhns (1993) nos incentiva a procurar a essência da ludicidade, numa
tentativa de redimensionar o fenômeno para uma perspectiva humana, não
perdendo de vista a integração do ser com o seu meio sociocultural, suas
raízes históricas e seu significado dentro da produção coletiva da vida em
sociedade. Dessa maneira,
com o desenvolvimento das civilizações, considerando a esfera da atividade
humana, seja no lazer, no trabalho ou no fazer técnico, o ser humano é
compreendido em sua totalidade, projetada na possibilidade de vivência lúdica
e no fenômeno da vida. Nas malhas da construção do ser-no-mundo, a alegria, a
dor, o morrer e o viver geram o
contorno histórico-cultural dos
povos, e nessa construção a dança parte desse contexto, celebra e festeja
todos os acontecimento de todas as sociedades ao longo dos anos,
privilegiando seus convivas. Assim, o gesto
corporal dançante, parte da vivência do ser humano, vem dialogando e
participando da arquitetura da cultura corporal e do viver do ser em sua plenitude num espaço e num
tempo histórico, produzindo cultura e sendo influenciada por ela. CONCLUSÃO Nessa
perspectiva é comprovado que a dança, como um dos conteúdos da cultura
corporal de movimentos do ser humano, tem um papel fundamental na produção de cultura dos mesmos, pois
esta não é fragmentada do todo humano, e nos projetos desenvolvidos pelo
Programa de Dança Experimental da EEFFTO/UFMG temos vivenciado uma
experiência transdisplinar em que podemos perceber possibilidades de diálogo
e a articulação de diferentes áreas
no realizar da dança em nossos
“corpos” e nessa perspectiva um fator tem saltado aos nossos olhos: o
componente lúdico. Seja dançando com crianças, com adolescentes ou com pessoas
acima de 54 anos, o elemento lúdico é visível na corporeidade individual e
coletiva nestes grupos. Temos observado nas experiências em dança, que a ludicidade
traduz o sentido do prazer ao vivenciar valores como liberdade, justiça e
solidariedade dentre outros emergentes da convivência social, lugar em que
seus atores sociais buscam uma forma prazerosa nas relações com o outro e
consigo mesmo. A vivência lúdica tem estimulado a criatividade, a
criticidade, o diálogo e a participação coletiva na busca de alternativas
para superação dos conflitos e diferenças existentes no âmbito das relações
sociais. Nesse sentido, a fala de Vânia Noronha Alves nos estimula: “O lúdico é
revolucionário, pois permite que os seres humanos se inter-relacionem e
construam novas possibilidades de convivência baseadas no principio de
liberdade e prazer. Dessa forma atividades do nosso cotidiano, como dançar,
ouvir música, conversar, contar histórias, passear e tantas outras podem
fazer parte deste universo de permanentes recriações lúdicas.” (Alves,
1997:36.) Portanto, a
vivência lúdica não está restrita nesta ou naquela atividade mas entrelaçada
na nossa existência cotidiana, é uma forma de ser e expressar-se no mundo, no
qual, como já mencionamos, manifestam-se inúmeros valores, o que possibilita
formas prazerosas e gratificantes de perceber, vivenciar e ser no mundo. A dança pode
representar um lugar e tempo da vivência lúdica, possibilitando o diálogo e a
expressão através do gesto. Segundo Garaudy (1980:13.), a dança foi em todos
os tempos e para todos os povos "a expressão, através de movimentos do
corpo organizados em seqüências significativas, de experiências que
transcendem o poder das palavras e da mímica". Na dança a
vivência lúdica está no prazer e satisfação em participar da construção do
gesto dançante, criando formas de expressão com o corpo que pensa, sente, age
e comunica-se nas relações consigo mesmo, com os outros e com o mundo. De acordo com
Maurice Bejart, citado por Garaudy (1980:8.), "a dança nasce dessa necessidade
de dizer o indizível, de conhecer o desconhecido, de estar em relação com o
outro”. A representação do corpo dançante revela emoções, impressões e
experiências vividas e acumuladas que precisam ser expressas e
compartilhadas. Nesse sentido os sujeitos que dançam podem questionar os
significados e as intenções dos seus movimentos. Com isso surge a
satisfação da criação do gesto dançante como consenso de uma nova forma de
percepção, sentimentos e vivência do próprio corpo, do corpo do outro e do
mundo, ampliando e elaborando, também, o universo gestual. Neste contexto a
dança pode ser uma fonte de vivência lúdica sim, de aprendizagem sim, mas
também de transcendência sociocultural, considerando as características
culturais e históricas particulares de cada grupo social, compreendendo esse
fato como um fenômeno social. Partindo desse
pressuposto, a nossa vivência com a dança experimental com os grupos chamados
de terceira idade e com os alunos
de ensino fundamental e médio têm sido uma experimentação e criação de
movimentos que surgem a partir do estímulo do expressar sentimentos, idéias e
valores nas relações com o outro e consigo mesmo, tendo como princípio a
pesquisa e a descoberta de movimentos corporais; a experiência; o aprendizado
e a construção da dança no corpo, no espaço e no tempo. (Diniz et all, 2002.) Nesse sentido, a
idéia do Programa de Dança Experimental
não é simplesmente gerar prazer em sua prática e muito menos re-produzir
coreografias, mas incentivar a criação de possibilidades corporais
expressivas no sentido da apreensão de várias habilidades de execução de
movimentos, de ritmos, de contato com formas e símbolos próprios, e nesse
caso, à realidade do idoso, da criança e do adolescente ampliando essas
experiências para o novo e a dança própria. Não de modo
exclusivo, a idéia é disponibilizar situações geradoras de valores que fazem
parte da construção e da experiência sociocultural do ser humano, em que o
lúdico e a alegria podem ser privilegiados no desenvolvimento das relações
sociais e de estilos de vida próprios.
Nessa
perspectiva, possibilitar uma prática que desvela o lúdico e vice-versa,
significa superar conceitos e vislumbrar outras possibilidades de expressão e
porque não de estilos de vida. Se a dança experimental pode ser uma
possibilidade, esse é o nosso desafio: continuar experimentando; buscando
compreender os limites e possibilidades da dança como uma forma de se
descobrir e descobrir sua inserção e participação no mundo em seu tempo. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Vânia
Noronha. Desvelando os segredos de um “programa de índio”: investigando a
linguagem corporal lúdica de uma comunidade indígena. In SOUZA, E.S. &
VAGO, T. (Org.) Trilhas e partilhas:
educação física na cultura escolar e práticas sociais. Belo Horizonte:
Gráfica e Editora Cultura, 1997. ABBAGNANO,
Nícola. Dicionário de filosofia. 2aed.
São Paulo: Mestre Jou, 1982. BRUHNS, Heloísa
Turini. O corpo parceiro e o corpo
adversário. Campinas:
Papirus,1993. DINIZ, Isabel Cristina Vieira Coimbra. Dança; uma
possibilidade lúdica. In: Coletânea
II Seminário: “O lazer em debate”.
Belo Horizonte: EEF/UFMG, 2001. DINIZ, Isabel
Cristina Vieira Coimbra, et all.
Terceira idade, ludicidade e dança: algumas considerações. In.: Coletânea III Seminário: “O lazer em
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Campinas: Papirus, 1993. GARAUDY, Roger. Dançar a vida . Rio de Janeiro:
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S. Magalhães. Lazer: vivência privilegiada do lúdico. In: O lúdico e as políticas públicas. BH : SMES/PBH, 1995 PORTINARI,
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Janeiro: Nova Fronteira,1989. SANTIN, Silvio. Educação física: outros caminhos. Porto Alegre: EST/ESEF – UFRGS, 1993. ____________
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A educação estética do homem: numa
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| Red Latinoamericana de Recreación
y Tiempo Libre | Red Nacional de Recreación |
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Fundación Colombiana de Tiempo Libre y
Recreación / FUNLIBRE |
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[1] Mestre em Educação Física - Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Universidade Federal de Minas Gerais
[2]Na filosofia de linhagem Heideggeriana, o termo ôntico é empregado para designar tudo o que se refere ao ente: ao concreto; ao fático, e é interessante observar que, também, uma idéia pode ser considerada “ente”. Já o termo ontológico designa o estudo, ou as concepções do ser: da existência em geral. (Durozoi, 1993:349.)
[3] Fenomenologia, no sentido geral, é o estudo descritivo de um conjunto de fenômenos, tais como se manifestam no tempo e no espaço, em oposição às leis abstratas e fixas desses fenômenos (Aranha, 1992.p.379.). Hermenêutica é referente à interpretação e compreensão do fenômeno. (Abbagnano, 1982. p.472.)
[4] Martin Heidegger, em Ser e Tempo, reservou existência para designar toda a riqueza das relações recíprocas entre Dasein (ser-aí) e ser, entre Dasein e todas as entificações através de uma entificação privilegiada, o homem. Existência, neste trabalho, contempla este sentido. Dasein, por sua vez, evoca o processo de constituição ontológica de homem, de ser humano e humanidade. É no Dasein que o homem constrói o seu modo de ser, a sua existência e sua história. (Heidegger,1995 p. 309-310.)
[5] Na mitologia assíria, Tamuz era o amante da deusa-mãe Ishtar. Ele desaparece ou morre, conforme diferentes versões, depois de uma caçada nas montanhas. A deusa-mãe vai procurá-lo no mundo subterrâneo e precisa pagar um tributo ao gênio das trevas. Tamuz é resgatado, e seu reencontro com Ishtar assinala o reflorescimento da terra, que ficara estéril durante a busca. (Portinari,1989. p.20.)
[6] Os cultos a Apolo primavam pela ordem, contrastando com os excessos do culto dionisíaco. O primeiro presidia a arte refletida e o pensamento lógico; o segundo era o deus do impulso inconsciente, do êxtase. A psicanálise posteriormente se encarregou de dissecar os meandros dessa dualidade, inerente à condição humana. (Portinari,1989. p.28.)