La Educación Física en el colegio de Viçosa (1944-1980): ¿Práctica Pedagógica, Ocio y Recreación o “nada”?.

 

 

A EDUCAÇÃO FÍSICA NO COLÉGIO DE VIÇOSA (1944-1980):

PRÁTICA PEDAGÓGICA, LAZER OU “NADA”?[1]

 

Andrea Moreno[2]

Anderson da Cunha Baía[3]

 

14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002.

UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil.

 

 

 

 

RESUMEN

La presente investigación tuvo como objetivo estudiar la práctica pedagógica en las aulas de Educación Física del Colegio de Viçosa. Partiendo de este punto, procuramos entender como se daba esta práctica y analizamos si ella podría ser clasificada como una práctica pedagógica; o como una actividad de ocio y recreación o aún como ninguna de las dos anteriores, siendo por tanto un “nada”. Metodológicamente nuestro trabajo se clasifica como una investigación histórica de abordaje cualitativo, partiendo de la utilización de fuentes documentales, orales e iconográficas. Por los resultados encontrados observamos que, si consideramos los conceptos actuales de Ocio y Recreación y de Práctica Pedagógica, la práctica de la Educación Física en aquella institución podría ser considerada un “nada”. Entretanto, podemos decir que la Educación Física, anclada en un tiempo y un lugar, representaba papeles necesarios a aquel contexto, por tanto, con otro sentido de Ocio y Recreación y de Práctica Pedagógica, se aparta así también de la idea de “nada”, mas de una “otra” concepción de Ocio y Recreación y de Práctica pedagógica.

 

RESUMO

A presente pesquisa teve como objetivo estudar a prática pedagógica nas aulas de Educação Física do Colégio de Viçosa. Partindo deste ponto, procuramos entender como se dava esta prática e analisamos se ela poderia ser classificada como uma prática pedagógica; ou como uma atividade de lazer ou ainda como nenhuma das duas anteriores, sendo portanto um “nada”. Metodologicamente nosso trabalho se classifica como uma pesquisa histórica de abordagem qualitativa, partindo da utilização de fontes documentais, orais e iconográficas. Pelos resultados encontrados observamos que, se considerarmos os conceitos atuais de Lazer e de Prática Pedagógica, a prática da Educação Física naquela instituição poderia ser considerada um “nada”. Entretanto, podemos dizer que a Educação Física, ancorada num tempo e num lugar, representava papéis necessários àquele contexto, portanto, com outro sentido de Lazer e de Prática Pedagógica, afastando-se assim também da idéia do “nada”, mas de uma “outra” concepção de Lazer e de Prática pedagógica.

 

 

As pesquisas históricas sobre instituições têm sido uma área de crescente interesse em todo o mundo. Num país como o Brasil, cuja preocupação com a preservação da memória ainda é tímida, esse interesse torna-se mais importante. Preservar e resgatar a memória e a história de nossas instituições, sobretudo aquelas que importante papel desempenharam para nossa sociedade, tem sido um desafio para os pesquisadores. Desafio, na medida em que, paralelo à consciência da necessidade da preservação, caminham as dificuldades encontradas para a pesquisa histórica: má condições do acervo histórico, falta de condições mínimas para manipulação desse acervo, falta de um local onde concentrem-se os documentos, a iconografia, entre outras fontes... Nesse sentido, escrever a história de algumas instituições tem sido uma corrida  contra o tempo.  Tempo que faz deteriorar cada vez mais rápido o pouco acervo que ainda sobrevive, tempo que torna cada vez mais difícil o acesso às fontes primárias.

 

O Colégio de Viçosa foi durante muito tempo uma importante instituição educacional da cidade. Ali se formaram cidadãos ilustres e comuns que hoje ocupam o cenário da cidade em alguma esfera social, compondo a sociedade viçosense. Dessa instituição, e da educação que de lá receberam, Viçosa e seus cidadãos carregaram valores, tradições, jeitos de se comportar, enfim, suas concepções de mundo, de homem e de sociedade. A sociedade viçosense porta a educação ali transmitida. Está, portanto, banhada das histórias ali vividas.

 

Dentro de uma instituição escolar cada disciplina tem uma razão de existir, um conhecimento que lhe é específico, que cabe a ela transmitir como parte da totalidade[4], o que torna cada disciplina legítima nesta instituição. Podemos entender, assim, que cada disciplina que participa do currículo escolar porta uma visão de educação, de mundo, de homem e de sociedade, consonantes com o Projeto Político Pedagógico da Escola. Dizer isso, significa dizer que, a Educação Física, como disciplina integrante do currículo do Colégio de Viçosa, veiculou, em suas aulas e através delas, uma prática pedagógica, um Projeto de Educação.

 

Buscamos como objetivo estudar as aulas de Educação Física do Colégio de Viçosa, procurando entender se esta disciplina era tratada como uma Prática Pedagógica, ou se era uma atividade de Lazer, ou se não era nenhuma das duas, constituindo-se desta forma como uma “nada”.

 

O presente trabalho classifica-se como uma pesquisa histórica de abordagem qualitativa. Isto significa dizer que a pesquisa seguiu as características básicas das pesquisas qualitativas expostas por Lüdke e André (1986) apoiadas em Bogdan e Biklen[5]. Baseamos também nos seguintes passos da pesquisa histórica:

.Utilização de fontes documentais – onde utilizamos 9 caixas do arquivo do Colégio de Viçosa, fontes iconográficas, arquivos pessoais e jornais.

.Utilização de fontes orais – realizamos 12 entrevistas orais com ex-professores, ex-administradores e ex-alunos do Colégio de Viçosa.

.Análise dos dados – a análise dos dados aconteceu durante toda a pesquisa através de constantes análises e sínteses, realizadas através de: mergulho nos dados coletados através das fontes; cruzamento de fontes e cotejo com a literatura.

 

Como resultados, as fontes pesquisadas nos deram subsídios para acreditarmos que os alunos gostavam das aulas de Educação Física, entretanto, embora tenhamos afirmado que os alunos apreciavam as aulas desta disciplina, os dados não nos permitem inferir o “porquê” gostavam. Será que os alunos gostavam porque as aulas eram boas?, ou porque não havia exigência?, ou porque o professor era legal?. Alguns entrevistados colocam esse “gostavam” das aulas relacionado à presença em massa nas aulas de Educação Física, entretanto não sabemos se esta grande presença era devido à sua obrigatoriedade ou se realmente os alunos participavam porque gostavam.

 

Também fica-nos a impressão de que a Educação Física nunca cumpriu o seu papel de disciplina no currículo escolar como lugar para a transmissão de valores, de cultura, de conhecimentos e outros que lhes são pertinentes.

 

É importante esclarecermos que entendemos a escola como o lócus, com o papel preponderante de transmissão de conhecimentos[6], além da transmissão de cultura, valores, normas, entre outros. A Educação Física como disciplina no universo escolar deve exercer a mesma função das demais disciplinas tidas como “tradicionais”[7], sendo portadora de conteúdos específicos que devem ser transmitidos com a função de contribuir para a totalidade do conhecimento.

 

O que se percebe ao longo do tempo é o esvaziamento dos conteúdos da Educação Física nas escolas, levando em consideração a maior afinidade do professor em ensinar determinada parte do conteúdo desta disciplina negando o acesso a outros conteúdos. Entendemos que se deve veicular os diversos conteúdos da Educação Física no meio escolar, assim como as demais disciplinas tidas como “tradicionais” o fazem.

 

É sabido que não é comum encontrarmos instituições escolares transmitindo, conjuntamente, os diversos conteúdos da Educação Física em suas aulas. Em parte, isso se deve a própria deficiência na formação profissional[8] que vem privilegiando a transmissão dos conteúdos fragmentados e sem contextualização, dificultando o trabalho dos professores desta disciplina nas escolas. Baseado nisso, imaginamos no Colégio de Viçosa, instituição tradicional do início do século e de um período de precária formação profissional, sendo quase impossível uma transmissão de conteúdos que ultrapassasse o esporte e a ginástica. A predominância desses dois conteúdos na Educação Física do Colégio de Viçosa é explicado pelo próprio contexto histórico, pois entendemos que tanto a ginástica quanto o esporte tiveram seus momentos hegemônicos na Educação Física em períodos diferentes – primeiro a ginástica e num período posterior o esporte.

 

Observamos que no Colégio de Viçosa havia algumas disciplinas como Canto orfeônico, Trabalhos manuais e a própria Educação Física que não eram tratadas com igualdade em relação às disciplinas tidas como tradicionais. Percebe-se que essas três disciplinas são entendidas, pelo senso comum, como disciplinas meramente “práticas” que não exigem uma reflexão teórica. Dizendo de outra maneira são disciplinas que lidam com um conhecimento tácito, quase auto-explicativas, podendo ser aprendidas apenas com a própria prática, não necessitando, desta forma, de um professor formado para ensiná-las. Nesse sentido vale lembrar Soares[9] (1990) que explica que em nenhum momento histórico a Educação Física, enquanto matéria curricular, obteve o mesmo status que qualquer outra disciplina. É a partir, então, desses “pré-conceitos” e dessas equivocadas relações que a Educação Física vai ser considerada como uma disciplina menor, menos importante. Entretanto, vale a pena ressaltar, que esse problema não foi exclusividade do Colégio de Viçosa, mas histórico, no sentido que faz parte da própria história da Educação Física. Ainda hoje, este parece ser um problema a enfrentarmos.

 

A Educação Física no Colégio de Viçosa tinha inicialmente como instrumento de trabalho a Ginástica, representada pelos métodos ginásticos e outros exercícios repassados pelo MEC nos cursos de  capacitação que eram dados para os “professores” de Educação Física. Entretanto, não podemos afirmar que a ginástica permaneceu hegemônica como identidade da Educação Física ao longo do tempo em que a Educação Física se fazia presente no Colégio de Viçosa. Surge mais tarde o esporte como força expressiva, passando a ser parte do conteúdo da Educação Física[10] no Colégio de Viçosa. É interessante observarmos que o esporte, inicialmente, não era visto como conteúdo da Educação Física. Pelo contrário, o esporte era tido como uma prática que levava uma maior atenção por parte dos administradores em detrimento da Educação Física que, foi durante uma época, entendida como uma disciplina “auxiliar”,  servindo no Colégio de Viçosa como uma “base”, como o “aquecimento” para a prática esportiva. Daí, advém, os famosos “modelos de aula” – aquecimento, parte principal e volta à calma; que até hoje persistem nas aulas de Educação Física.

 

Ao analisarmos os documentos percebemos que ao longo do tempo, o esporte começa a se inserir na Educação Física do Colégio de Viçosa, passando a ser visto como mais um dos conteúdos desta disciplina. Com o passar do tempo, a ginástica foi perdendo espaço na Educação Física, sendo substituída pelas modalidades esportivas – em particular pelo futebol.

 

Sabemos que a Educação Física tinha também um horário especifico para a sua prática, sendo assim cabe-nos esclarecer que entendemos carga horária como sendo o período  de tempo necessário para a transmissão e assimilação do conhecimento a ser transmitido por uma determinada disciplina. Nesse sentido, ao analisarmos as cargas horárias referentes às aulas de Educação Física no Colégio de Viçosa, observamos que as turmas diurnas, principalmente as do 1º grau, dispunham de carga horária maior do que a do noturno. Esse fato nos permite inferir que havia mais conteúdos a serem transmitidos para as turmas do diurno em detrimento das do noturno. Já o 2º grau, tanto diurno quanto noturno, não nos permite traçar inferências, pois não nos revelam uma coerência que relacione carga horária com o conteúdo transmitido. Podemos perceber que o horário das aulas de Educação Física mudava segundo a vontade e a necessidade da direção do Colégio. Encontramos épocas que as aulas de Educação Física eram realizadas antes das demais aulas – tanto no diurno quanto no noturno; em um outro momento as aulas aconteciam entre as aulas tradicionais; e também já aconteceram em períodos extraturnos, onde os alunos voltavam ao Colégio para fazerem a aula de Educação Física.

 

Cabe-nos aqui pensar que a Educação Física, apesar de estar inserida no Projeto Pedagógico do Colégio, nunca contribuiu para a educação enquanto totalidade, uma vez que seus objetivos eram sempre imediatos, como por exemplo, a participação nas competições do JEV’s (Jogos Escolares Viçosense), nos campeonatos municipais, entre outros. Para essas e outras competições, o Colégio de Viçosa contratava professores específicos para treinarem os alunos em diversas modalidades esportivas. É sabido que quem participava das competições não eram os alunos que freqüentavam as aulas de Educação Física, mas somente aqueles que eram escolhidos e treinados em períodos de competições. Observamos, neste período do Colégio, uma despreocupação com o Projeto Pedagógico do Colégio, uma vez que não encontramos mais uma prática esportiva sistematizada para as competições, nem delegavam à Educação Física a função de coordenar e treinar os alunos para tais competições.

 

É importante ressaltar que entendemos a diferença entre Prática Pedagógica e Lazer, no sentido atribuído por Ildeu Moreira Coelho, citado por Marcellino (1995), o qual expõe que “o processo de aprendizagem não se dá espontaneamente, como um Lazer, mas exige disciplina, esforço, persistência; numa palavra, supõe trabalho”. Nesse sentido, não se trata de opormos um a outro, mas de reconhecermos que, ainda que interdependentes, são “atividades” de cunho diferente. Para não oposicionarmos lazer e Prática pedagógica, devemos entender aqui o Lazer em seu “duplo aspecto educativo” (Marcellino,1996) – educar para o Lazer e educar pelo Lazer. Acreditamos que numa prática pedagógica, o professor de Educação Física pode através de seus conteúdos educar os alunos para ocuparem seu tempo disponível com atividades que proporcionem prazer e satisfação para estes.

 

Lembremos ainda que, segundo Marcellino (1995), Lazer compreende, em última instância “cultura – compreendida no seu sentido mais amplo – vivenciado (praticada ou fruída) no seu tempo disponível. O importante, como traço definidor, é seu caráter desinteressado”.

 

Já, apoiados em Saviani (1990), podemos entender como prática pedagógica o “trabalho” que acontece no interior de uma instituição educacional. Para o autor, a função da escola, e conseqüentemente, do professor, é transmitir um conhecimento específico que é sistematizado, seqüenciado e pedagogizado.

 

Baseados na definição de Lazer como um prática desinteressada e vivenciada no seu tempo disponível, podemos dizer que não podemos indicar que asssssssssss aulas de Educação Física eram atividades de Lazer, pois observamos que estas práticas eram obrigatórias, portanto não dependia da atitude do aluno em querer ou não fazê-las. Nem tampouco estavam vinculadas à idéia de tempo disponível, tendo para as aulas desta disciplina um horário especifico dentro do horário escolar.

 

Entendendo Prática Pedagógica como transmissão de conhecimento sistematizado e elaborado, cabe-nos concluir que as aulas de Educação Física no Colégio de Viçosa não poderiam ser consideradas igualmente como Práticas Pedagógicas, pois as fontes nos mostraram que os professores ministravam essas aulas embasados em sua vivência prática com o conteúdo. Além disso, constatamos que não se fazia planejamento das aulas e nem se observava uma seqüência lógica para a transmissão do conteúdo.

 

Cabe aqui esclarecer que não entendemos o lazer como algo menor ou maior do que a prática pedagógica, são conceitos que se inter-relacionam e que não podem ser considerados como coisas opostas, apenas se tratam de conceitos e práticas diferentes que possuem um importante papel segundo seus momentos e áreas de atuação. Podemos perceber isto na fala de Marcellino (1995), o qual coloca que “Não tenho duvidas de que a aprendizagem possa se beneficiar de aspectos característicos do Lazer, como a espontaneidade nas escolhas dos temas e o caráter lúdico como forma de abordagem. Mas nem por isso o trabalho escolar deixará de ser trabalho para se tornar Lazer”.

 

As fontes nos permitiram inferir que as aulas de Educação Física no Colégio de Viçosa não se constituíam nem como uma prática pedagógica, nem como uma atividade de lazer. Desta forma podemos classificá-la como uma nada, entretanto, cabe-nos aqui salientar que estamos trabalhando com conceitos atuais de Lazer e prática pedagógica, o que não nos permite saber ao certo se naquele período em que se davam as práticas da Educação Física os conceitos eram próximos aos atuais. Desta forma podemos inferir que, provavelmente naquele período, possa ter havido uma outra concepção de prática pedagógica e de Lazer que permita entender as aulas desta disciplina como Lazer ou como uma prática pedagógica.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do Ensino da Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992.

LÜDKE, Menga & ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lazer e Educação. Campinas-SP, Papirus, 1995, pp. 95-138, 3ª edição.

SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. São Paulo, Cortez, 1990.

SOARES, Carmen Lúcia. Fundamentos da educação física escolar.in: Revista brasileira de Estudos Pedagógicos. Brasília, 1990, pp. 51-68.

TAFAREL, Celi Nelza Zulke. A formação do profissional da Educação: O processo de trabalho pedagógico e o trato com o conhecimento no curso de Educação Física.Tese de doutorado. Faculdade de Educação, UNICAMP, 1993.

 

 

     

|  Red Latinoamericana de Recreación y Tiempo Libre  |  Red Nacional de Recreación

Fundación Colombiana de Tiempo Libre y Recreación / FUNLIBRE

 


[1] Pesquisa financiada pelo CNPq, cujo relatório final (constituído de textos e imagens) foi entregue em 28/07/2002.

[2] Profª. Doutora da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Rua Serafim Pinho Ferreira, 96/101, Silvestre – Viçosa,  MG. Tel: (31) 3891.8264. E-mail: amoreno@ufv.br

[3] Graduando da  UFV.Alojamento Novíssimo, 111, Campus Universitário – Viçosa, MG. Tel: (31) 3899.2013 (apt 111). E-mail: eg40896@vicosa.ufv.br

[4] Ver sobre totalidade em : Coletivo de Autores (1992)

[5] Características básicas expostas por Lüdke e André (1986):o ambiente natural como fonte direta de dados; o pesquisador seu principal instrumento; os dados coletados predominantemente descritivos; preocupação com o processo maior que com o produto; os significados que as pessoas dão às coisas e à sua vida são focos de atenção especial do pesquisador e a análise dos dados tende a seguir um processo indutivo.

[6] Cabe-nos explicar que compreendemos o papel da escola como transmissora não de qualquer tipo de conhecimento, mas um conhecimento pedagogizado que é elaborado e sistematizado. Essas são as características que caracterizam Prática Pedagógica. Sobre conhecimento sistematizado e elaborado, ver Saviani (1990)

[7] O termo tradicional aqui se remete às disciplinas consideradas, por muitos, como mais importantes no âmbito escolar como a matemática, o português, a química entre outras; não contemplando a Educação Física no rol destas disciplinas.

[8] Ver Tafarel (1993).

[9] Ver em Soares (1990) as questões que explicam os motivos que levou a Educação Física a não ter o mesmo status que outra disciplina em toda sua trajetória histórica.

[10] O fenômeno esportivo ganha força em escala mundial, e logo, vai ser introduzido nas escolas brasileiras como importante agente educacional.