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Ocio y recreación y Hip-Hop: La participación en los
movimientos sociales. LAZER E HIP-HOP: A PARTICIPAÇÃO NOS MOVIMENTOS SOCIAIS Edmur A. Stoppa[1] 14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002. UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil. |
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RESUMEN El trabajo aquí presentado
discute el proceso de movilización y participación en los movimientos sociales
como canal de reivindicación y rescate de la ciudadanía, entendida como una de
las bases para el cambio de la sociedad en busca de la instauración de un nueva
orden social y cultural, de modo privilegiado en las vivencias cotidianas del
ocio y la recreación, y en especial dentro del movimiento hip-hop. Conocida
como la “cultura de las calle”, el hip-hop surgió como posibilidad de construcción
de una identidad alternativa y de status social en locales donde no existen instituciones
de apoyo, alternativa esta fundada en el establecimiento de grupos y turbas
de barrio, poseyendo estos grupos un tipo local de identidad, de filiación
grupal, a partir de modas, lenguajes y espacios propios. RESUMO
O trabalho aqui apresentado discute o processo de mobilização e
participação nos movimentos sociais como canal de reivindicação e resgate da
cidadania, entendida como uma das bases para a mudança da sociedade em busca
da instauração de uma nova ordem social e cultural, de modo privilegiado nas
vivências cotidianas do lazer, e em especial no movimento hip-hop. Conhecida
como a “cultura das ruas”, o hip-hop surgiu como possibilidade de construção
de uma identidade alternativa e de status social em locais onde instituições
de apoio desapareceram, alternativa essa fundada no estabelecimento de grupos
e turbas de bairro, possuindo esses grupos um tipo local de identidade, de
filiação grupal, a partir de modas, linguagens e espaços próprios. INTRODUÇÃO Entendida como
um grande problema atualmente nas diversas cidades do país, a questão da
violência, ganha cada vez mais as páginas dos jornais, revistas e noticiários
de televisão, associada às mais variadas situações do dia-a-dia, incluindo aí
a questão do lazer. Em reportagem
publicada em 2000 no jornal Folha de São Paulo, o ex-governador do Estado de
São Paulo, associa a questão das chacinas na periferia da cidade à falta de
opções de lazer, desconsiderando toda uma situação conjuntural, que associada
à falta do lazer contribui para a ocorrência dessa problemática. Esse é
apenas um exemplo de como a questão da violência não é considerada na sua
complexidade, e também de como a manifestação do lazer, via de regra, é
tratada de uma perspectiva instrumental: investe-se em lazer, tendo em vista
suas possíveis relações com problemas sociais, mas não pelo direito
(constitucional, inclusive) do seu exercício. Além da
violência citada acima, nunca é demais lembrar a existência de várias outras
barreiras[2] na
sociedade que limitam o lazer para as pessoas tanto em quantidade, quanto em
qualidade, privilegiando uma parcela da população em detrimento de outra
(MARCELLINO, 2000). A ocorrência desses problemas são, assim, situações
injustas que devem ser atacadas por uma ação específica, através de políticas
públicas setoriais. Em decorrência
desse abandono cada vez maior verificado por parte do poder público,
principalmente nas periferias das grandes cidades, começamos a encontrar
nesses espaços, a organização de movimentos sociais no sentido de tentar
buscar saídas para os problemas do cotidiano. Em muitas delas, o lazer é o
instrumento escolhido como caminho para a tentativa de minimizar a questão,
através da formação de grupos de hip-hop, funk, entre outras manifestações. A PARTICIPAÇÃO CULTURAL, O LAZER E O HIP-HOP Movimento
cultural juvenil surgido nos EUA, no Bronx, no final dos anos 70, por jovens
afro-americanos e caribenhos, o hip-hop, que significa balançar o quadril
(ANDRADE, 1999), envolvia, no seu início, a dança break, o grafite e o rap,
numa fusão desses elementos dentro da cena cultural. Discutindo a mesma
questão, Tella (1999) afirma que já existiria hoje um consenso, entre as pessoas
envolvidas com o hip-hop, de que não seriam mais três, mas quatro os
elementos desse movimento: o mestre de cerimônia (MC), cantor de rap, o
disc-jóquei (DJ), discotecário que comanda o baile, a dança, manifesta no
break e a pintura com o grafite. Rose (1997)
afirma que a cultura hip-hop surgiu como possibilidade para uma identidade
alternativa e de status social em locais onde instituições de apoio
desapareceram, alternativa essa fundada no estabelecimento de grupos e turbas
de bairro, possuindo esses grupos um tipo local de identidade, de filiação
grupal, a partir de modas, linguagens e espaços próprios. Nesse sentido, a
experiência local e específica e o apego a um status social em um grupo local
ou a uma família alternativa tem profunda ligação com a formação da
identidade no movimento hip-hop. As pessoas participantes nesses movimentos,
a partir de um vínculo intercultural, formam um novo tipo de
"família", promovendo um isolamento e segurança dentro de um
ambiente complexo e inflexível, e assim, contribuindo para a construção das
redes da comunidade que servem de base para os novos movimentos sociais. No Brasil, de
acordo com Herschman (2000), o hip-hop veio “no embalo” da cultura black, e
se desenvolveu no país em meados da década de 80, nos salões que animavam a
noite paulistana, no circuito negro e na periferia da cidade,
caracterizando-se pelos temas das composições que abordam a miséria, a
violência urbana, o racismo, entre outras questões ligadas ao dia-a-dia da
periferia da cidade, além da “verborragia” utilizada entre os participantes
no movimento. Um de seus introdutores e maiores incentivadores foi o rapper
Nelson Triunfo, que, ainda nos anos 80, levou o hip-hop para a Praça da Sé. Por apresentarem
expressões similares em algumas questões, o hip-hop e o funk são apontados
por grande parte da mídia como manifestações semelhantes e de caráter
marginal na sociedade brasileira, entendimento equivocado, que segundo
Herschmann (2000), começou a aparecer a partir dos arrastões ocorridos nas
praias da zona sul do Rio de Janeiro, no início dos anos 90, relacionando-os
aos funkeiros e suas possíveis mediações com o narcotráfico dos morros
cariocas. O hip-hop,
aliás, procura demarcar uma fronteira mais clara com o funk, pois os
funkeiros também se intitulam rappers ou MCs e consideram suas músicas como
raps. Essa situação leva à existência até de um clima de grande hostilidade
entre ambas as correntes, uma vez que para os rappers do hip-hop, o funk não
contribuiria para a conscientização do pobre e do favelado em relação à sua
condição social e racial, devido às letras melodicamente pobres e de conteúdo
leve No entanto, a
questão da exclusão social ultrapassa a perspectiva de classe social, como
geralmente é colocado, abordando questões intraclasses sociais relacionadas à
mulher e à sua participação no movimento. A discussão sempre gira em torno
dos “manos”, “esquecendo” as dificuldades enfrentadas pelas “minas”, dentro
de um movimento que busca a superação da exclusão social. Exemplo dessa
questão é discutida por Carolina Frederico[3]
que aponta a entrada das mulheres no hip-hop e em um terreno, até então,
dominado pela presença masculina: a produção de letras, que com suas
presenças, passam a discutir a resistência e a realidade feminina na
periferia. Para a autora acima, revólver, drogas e polícia, são apenas a
metade da realidade, sempre citada pelos “manos”. Há a outra metade da
história relatada pelas mulheres, apesar da enorme resistência enfrentada no
dia-a-dia. A reportagem
aponta nos vários depoimentos, preconceitos relacionados a questões de raça,
gênero, além de discutir um problema bastante próximo das mulheres em geral,
apontado nas barreiras para o lazer, mas que aqui aparece de forma mais
intensa: a tripla jornada de trabalho, onde as mulheres Dj’s procuram
conciliar as tarefas domésticas, o hip-hop e o trabalho. Outra questão
importante no hip-hop são as “posses”, espaço de organização característico
do movimento, que funcionam como local de agregação dos grupos de rap. É a
partir desse espaço que as redes de relações entre esses grupos se
estabelecem e a política de intervenção no espaço da rua se concretiza. Elas
organizam as festas e atividades que buscam conscientizar os participantes
para os problemas da periferia, procurando beneficiar os membros do movimento
e mudar os adversários e a situação social. De acordo com
Andrade (1999) as “posses” têm como objetivos desenvolver atividades
artísticas com os membros do grupo, realizando ensaios, agendando
apresentações musicais ou palestras em escolas ou organizações
não-governamentais. Há casos de “posses” que procuram uma articulação com
partidos políticos ou entidades ligadas ao movimento negro, participando de
debates na busca de informações ligadas ao movimento. Para Andrade
(1999), na ação pedagógica da “posse”, o grupo se fortalece para superar a
exclusão e a violência simbólica da sociedade, apresentando suas idéias,
compartilhando opiniões, sugerindo mudanças nas relações sociais. E aqui a noção
de pedaço abordada por Magnani (1998) se faz presente tanto no que diz
respeito à rede de relações sociais travadas, como ao componente espacial.
Nessa rede de relações as pessoas utilizam várias situações, além da fala,
para se comunicarem entre si, tais como as roupas, o corpo e as regras e
formas de organização. E são justamente essas “falas” que se mostram
importantes, pois são significativas para aqueles que produzem e desfrutam de
tais situações de lazer. Segundo Magnani
existe “entre as instituições e valores sociais dominantes e o plano do
concreto vivido, um complexo sistema de mediações que processa [...] as
múltiplas formas de intersecção entre o ‘nós, do pedaço’ e o ‘eles’ dos
centros de poder da sociedade abrangente” (1998, p. 138), ocasionando, assim,
de um lado um espaço concreto de relações e, de outro, o estabelecimento de
passagens entre o “pedaço” e a sociedade em geral. Discutindo a
questão da socialidade, Maffesoli (1987b) a destaca como o motor da vida
social, e fundamento da “solidariedade de base”, onde ocorre a partilha do
espaço que aproxima os habitantes de um mesmo local, permitindo a
estruturação comunitária, fundada no afeto, nos conflitos e nas paixões dos
indivíduos que a constituem. Para o autor, a
socialidade atualmente se caracteriza como um constante vaivém entre a
massificação e o surgimento de microgrupos, chamados de tribos, entre o
individual e o coletivo, sendo que essa circulação acaba por impedir o
totalitarismo por parte daqueles que negam ou esquecem quem os constituem. Maffesoli
(1987a) ao discutir as modalidades de violência, destaca a presença da
“violência banal”, representada naquilo que chama de “resistência da massa”.
Para ele, essa resistência tem a característica da “solidariedade orgânica”,
do espírito de conjunto, atacando a opressão, resgatando e unificando os
integrantes do grupo, com a “[...] colocação em comum de tudo que perturba o
indivíduo, essencialmente a relação com a vida, com a morte e com o sexo” (p.
87), onde resistências reais podem surgir de aparentes submissões, onde o conformismo
da massa pode mostrar uma duplicidade, usando a prudência e a astúcia como
estratégia de ataque, ao invés do ataque frontal, contra as imposições do
sistema social, situação semelhante à verificada no movimento hip-hop. Essas formas de
resistências, fruto da violência banal, permitem um sentimento de partilha
das dificuldades do dia-a-dia, seja através do lazer, das greves, das
manifestações políticas, das festas, o que Maffesoli (1987b) chama de
“centralidade subterrânea”, ou seja, um “saber-viver popular”, que somente
aparece em situações de excessos, criando uma espécie de proteção e
permitindo a sobrevivência e a resistência como saída para a expressão
fundamental da socialidade. É a solidariedade orgânica, fundada no coletivo.
A festa, por exemplo, tem a função de reconstituir uma comunidade, o mesmo,
portanto, podendo ser estendida à questão do lazer em seu entendimento amplo,
a partir da criação e participação cultural, de acordo com o entendimento
explicitado a seguir e às ações relativas ao movimento hip-hop, entendido
como um novo movimento social. Fruto da
sociedade urbano industrial, entendo o lazer como a cultura vivenciada no
tempo disponível das obrigações humanas, combinando os aspectos tempo e
atitude, desenvolvido como uma das áreas de atuação humana em estreita
relação com outras esferas de atuação, como o trabalho, a educação, etc.,
exercendo valores questionadores na sociedade como um todo, assim como,
sofrendo influências da estrutura social vigente. É entendido, portanto, como
um tempo privilegiado para vivência de valores que contribuam para mudanças
de ordem moral e cultural (MARCELLINO, 2000). Alem disso,
cultura é entendida em sentido amplo como "[...] conjunto global de
modos de fazer, ser, interagir e representar que, produzidos socialmente,
envolvem simbolização e, por sua vez, definem o modo pelo qual a vida social
se desenvolve” (MACEDO, 1984, p. 35), o que implica em não reduzir, portanto,
o lazer apenas a um dos conteúdos culturais, mas entendê-lo dentro da sua
perspectiva ampla, bem como quanto aos seus gêneros[4]. Considerado pela
maioria dos estudiosos, na sua relação com a Educação, o lazer é, assim,
possuidor de um duplo aspecto educativo – a educação pelo e para o lazer,
como forma de desenvolver ações na área que busquem considerar não apenas
suas possibilidades de descanso e divertimento, mas também de desenvolvimento
pessoal e social, não de uma perspectiva funcionalista[5],
mas como possibilidade de reivindicação social, resgate da cidadania, através
da participação cultural. Vale a pena
lembrar que a forma como essa participação se dá deve ser considerada, uma
vez que o exercício crítico e criativo do lazer é um fator a ser buscado
através dessa participação, entendida como uma das bases para a mudança da
sociedade em busca da instauração de uma nova ordem social e cultural. Abordando a
participação em movimentos sociais como um processo de aprendizagem política,
onde pessoas e grupos aprendem a se organizar, mobilizando recursos e
traçando estratégias de ação, Sandoval (2001) analisa o processo de
conscientização política na participação nos movimentos sociais Para o autor, as formas de ações
individuais e coletivas têm início a partir de um sentimento de
pertencimento, de identidade coletiva, que é motivado por sentimentos de
solidariedade e de identificação com interesses comuns, associados às crenças
e valores da comunidade. Essas questões
podem contribuir, por um lado, para a visualização de adversários com
interesses antagônicos ao do movimento e com isso levar as pessoas ao
desenvolvimento de sentimentos de injustiças nas ações realizadas contra a
coletividade. Por outro lado, pode também ocorrer o desenvolvimento de um
sentimento de eficácia política nas pessoas, com crenças e expectativas de
mudança da situação social, visualizando as possibilidades de mudança, as
contribuições que podem ser dadas para a comunidade, motivando-os, com isso,
a agir em grupo, através do comprometimento com as ações e a avaliação dos
fatores situacionais da ação coletiva. O desenvolvimento em conjunto dessas
categorias acabariam por impulsionar o estabelecimento de metas e de
repertórios de ações, tanto individuais, quanto coletivas, definindo, dessa
forma, a consciência política dos participantes dos movimentos sociais (SANDOVAL,
2001). Outro autor a
discutir os processos pelos quais os indivíduos avaliam e reconhecem aquilo
que os identifica e, com isso, os levam a agirem em conjunto é Melucci
(2001). Segundo ele, o potencial de mobilização, as redes de recrutamento e a
motivação em participar, apresentados por Klandermans, é um bom caminho para
delimitar a questão colocada acima. Sobre o
potencial de mobilização, Melucci (2001) refere-se à quota da população que
tem atitudes favoráveis à participação em movimentos sociais, a partir da
unidade entre as pré-condições objetivas e as atitudes subjetivas, de modo a
transformar essas últimas em ação. As redes de recrutamento possuem papel
importante pois facilitam o envolvimento entre as pessoas, desonerando o
investimento necessário para a consolidação da ação. Segundo o autor, “os
indivíduos interagem, influenciam-se, negociam no interior dessas redes e
produzem os quadros cognitivos e motivacionais necessários [...]” (p. 67).
Assim, a motivação para participar, terceiro item acima, não pode ser
entendida somente como um fator individual, pois a estrutura dos incentivos é
reconhecida e atribuída como valor pelos indivíduos através das redes de
relacionamento, influenciando na motivação de modo determinante. Para Sandoval
(2001), porém, as restrições da vida cotidiana, além da naturalidade das
relações sociais, acabam por dificultar as oportunidades de desenvolvimento
da capacidade abstrata do indivíduo, dificultando, assim, a sua politização. Se o
desenvolvimento de alguma das categorias do processo de conscientização
política for induzida pelos processos de neo-liberalização e globalização,
como por exemplo a fragmentação da identidade coletiva, o processo de
conscientização política da coletividade seria afetado, ocasionando o desenvolvimento
de um movimento totalmente diferente do anteriormente discutido, calcado em
formas de ações individuais e coletivas de compensação e não de
questionamento dos valores sociais injustos estabelecidos, ocasionando, ao
contrário da mobilização, um sentimento altamente desmobilizador (SANDOVAL,
2001). Daí a importância da experiência coletiva, enquanto processo educativo
na vida diária, e, como vimos, o hip-hop, como uma vivência de lazer, pode
ser um excelente caminho para esse aprendizado. Outro autor a
discutir a participação é Demo (1996). Para ele é importante estar atento às
armadilhas encontradas na lógica do poder onde a melhor farsa é a da roupagem
da participação, situação esta doada pelo poder e não conquistada pelo
desigual. Participação não poderia nunca ser “[...] dada, outorgada, imposta.
Também nunca é suficiente, nem é prévia. Participação existe, se e enquanto
for conquistada. Porque é processo e não produto” (p. 97). De acordo com
Demo (1996), poder inteligente é aquele que distribui assistências,
desmobilizando a adversário através de suas políticas assistencialistas, ao
passo que a redução da desigualdade só será efetiva se ela for promovida pelo
desigual e não pelo privilegiado, e aí está a sua competência. Para que a
autopromoção se estabeleça é necessário a presença do homem político, que é
aquele politicamente competente, que não se ilude com suas limitações, mas,
ao contrário, busca enfrentá-las, organizando-se para preservar seus
direitos. O autor chama a atenção para a importância da organização política,
como canal de participação, seja ao nível de grupos de interesses ou ao nível
das comunidades, sendo as várias formas de associativismo fundamentais para o
exercício da democracia, pois assim aprendemos “a eleger, deseleger, a exigir
prestação de contas, a reivindicar rodízio de poder, a competir em clima de
negociação, a reclamar representatividade das lideranças, a insistir na
legitimidade do acesso ao poder e assim por diante” (p. 25). Com isso
percebemos a possibilidade de organização e conscientização da comunidade em
relação aos problemas vivenciados quotidianamente. O lazer, representado pelo
movimento hip-hop, próprio da periferia da cidade grande, pode ser um
excelente mecanismo de organicidade para os “manos” e "minas" do
“pedaço”, enquanto momento participativo e definidor das ações que evolvam a
coletividade. Assim, é entendido como direito de cidadania, podendo ser
vivenciado como um instrumento de mudança, gerador de novos valores, como
contraponto à falta de políticas públicas sociais, ao abandono cada vez maior
que as pessoas são submetidas pelo poder público. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE, Elaine
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Salvador A. M. The Crisis of the Brazilian Labor Movement and the Emergence
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Paulo: Summus, 1999, p. 55-63. |
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| Red Latinoamericana de Recreación
y Tiempo Libre | Red Nacional de Recreación |
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Fundación Colombiana de Tiempo Libre y
Recreación / FUNLIBRE |
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[1] Doutorando em Educação Física -UNICAMP/CEUCLAR/FIG/GPL Rua Juinamirim 30 Jaraguá- São Paulo - 05181-610– fone (11) 3941 1156- stoppa@osite.com.br
[2] Além da violência, encontramos barreiras intraclasses sociais como as questões de faixa-etária, de gênero, estereótipo, espaço, e barreiras interclasses sociais como a questão econômica.
[3] “As meninas superpoderosas”. Folha de São Paulo, segunda-feira, 25 de junho de 2001, Ilustrada, p. E1.
[4] Dumazedier (1980a; 1980b) classifica os conteúdos do lazer em físico-esportivos, manuais, sociais, intelectuais, artísticos e os gêneros em prática, conhecimento e assistência.
[5] De acordo com Marcellino (2000) as abordagens funcionalistas do lazer visam a manutenção de determinada ordem social estabelecida e são classificadas em abordagem compensatória, romântica, moralista e utilitarista.