Vivencias en el ámbito del Ocio y la Recreación en la ciudad de Antonina:
Cuerpo, cultura y arte en el 12º Festival de Invierno de la UFPR.

 

 

VIVÊNCIAS NO ÂMBITO DO LAZER NA CIDADE DE ANTONINA/PR: CORPO, CULTURA E ARTE NO 12° FESTIVAL DE INVERNO DA UFPR

 

Simone Rechia[1]

Astrid Baecker Ávila[2]

 

14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002.

UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil.

 

 

 

RESUMEN

El Festival de invierno de la UFPR en Antonina, se caracteriza como una actividad de extensión vinculada a la  Pró-rectoría de Extensión y Cultura; es un espacio de encuentro de la producción universitaria y la comunidad local. El evento posibilita una propuesta de intervención del área de Educación Física/CED, cuyo objetivo es rescatar y resignificar la cultura a través de talleres, espectáculos, shows, gincanas y otras vivencias en el ámbito del ocio y la recreación. Se busca, con el presente trabajo, presentar los principales aspectos de la intervención específica en la Praça de Lazer, en la Gincana de la Ciudad y en algunas prácticas corporales de contacto con la naturaleza, las cuales estaban articuladas a la temática da preservación ambiental, escogida para la edición 2002 del Festival. La metodología se dio a través de un curso preparatorio para los alumnos involucrados, elaboración previa de los proyectos de intervención pedagógica, visitas técnicas del equipo de trabajo, discusiones teóricas para definir los propósitos del trabajo. Se concluyó que la actuación académica de extensión se constituye en una forma de materializar reflexiones teóricas desarrolladas en el ámbito de la Universidad, además de posibilitar el rescate de la memoria lúdica y  la sensibilización sobre las cuestiones ambientales.

 

RESUMO

O Festival de inverno da UFPR em Antonina, caracterizando-se como uma atividade extensionista vinculada à Pró-reitoria de Extensão e Cultura, é um espaço de encontro da produção universitária e a comunidade local. O evento possibilita uma proposta de intervenção da área de Educação Física/CED, cujo objetivo é resgatar e ressignuficar a cultura através de oficinas, espetáculos, shows, gincana e outras vivências no âmbito do lazer. Busca-se, com o presente trabalho, apresentar os principais aspectos da intervenção específica na Praça de Lazer, na Gincana da Cidade e em algumas práticas corporais de contato com a natureza, as quais estavam sintonizadas à temática da preservação ambiental, escolhida para a edição 2002 do Festival. A metodologia deu-se através de um curso preparatório para os alunos envolvidos, elaboração prévia de projetos de intervenção pedagógica, visitas técnicas da equipe de trabalho, discussões teóricas para definir os propósitos do trabalho. Concluiu-se que a atuação acadêmica extensionista constituiu-se numa forma de materializar reflexões teóricas desenvolvidas no âmbito da Universidade, além de possibilitar o resgate da memória lúdica e a sensibilização para questões ambientais.

 

 

BUSCANDO NOVAS FORMAS DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ATRAVÉS DE VIVÊNCIAS LÚDICAS E PRÁTICAS CORPORAIS NA NATUREZA

 

O 12º Festival de Inverno da UFPR, realizado na cidade de Antonina, litoral do Paraná, nos dias 13 à 20 de julho de 2002 foi um evento de cultura, arte e lazer prestigiado pela comunidade Antoniense, pela comunidade Universitária e pessoas de todo país.

 

São oito dias de trabalho intenso, mas também de realização e satisfação ao ver nossas propostas materializadas. Houveram muitas dificuldades, de diferentes ordens, como local muito frio, falhas da infra-estrutura em relação ao material solicitado, recondução do planejamento em função da diversidade do público. Fatos esses com os quais também apreendemos, pois o fundamental em um evento de extensão é que os alunos sejam formados nesse processo, fazendo a anunciada relação teoria e prática.

 

O presente texto busca registrar as atividades realizadas pela coordenação do evento, bem como discuti-las sob diferentes olhares.

 

A Praça de Lazer, a Gincana da Cidade e as práticas corporais de contato mais direto com a natureza foram embasadas em uma proposta que visou fundamentalmente a Educação Ambiental e a promoção do Lazer, utilizando-se para tanto as ruas, as praças, a montanha, a praia, entre outros espaços, para a realização de atividades lúdicas.

 

O Festival de Inverno/2002 iniciou muito antes da data do evento, pois houveram reuniões de planejamento da proposta, encontros para preparação do curso de atualização para formar os/as monitores/as, o próprio curso, a seleção dos/as bolsistas (realizada a partir de um projeto de atuação idealizado por eles mesmos, em que suas concepções sobre o trabalho foram evidenciadas) e as visitas técnicas a comunidade de Antonina. Para então, iniciarmos o planejamento de nossas atividades pela seguinte reflexão: Que modelo de sociedade desejamos e quais os valores que guiariam nossa intervenção?

 

Para GUIMARÃES (1995) conforme os princípios básicos descritos pela Educação Ambiental, “o planejamento das ações deve ser essencialmente participativo: professores, alunos, segmentos comunitários, agentes sociais de uma prática social, cada um contribuindo com sua experiência acumulada, sua visão de mundo e suas expectativas”. Facilitando a compreensão e a atuação integral e integrada sobre a realidade a ser vivenciada.

 

As pessoas envolvidas nesse processo (alunos e professores da UFPR, poder local de Antonina, comunidade) tiveram, como um exercício de cidadania, uma participação ativa na elaboração teórica e prática das ações que seriam realizadas.Compreendemos desta forma, a Educação Ambiental como um processo de aprendizagem voltado para a comunidade, gradativo, contínuo e respeitador da cultura local.

 

Segundo GONÇALVES (1990) a Educação Ambiental deve ser também, “um processo crítico, criativo e político com preocupação de transmitir conhecimento a partir das discussões e avaliações feitas pelas pessoas, da realidade individual e social em que vivem”.

 

Nossa proposta de intervenção pedagógica teve como pano de fundo a intenção de proporcionar ás pessoas experiências no âmbito do lazer que pudessem sensibilizar e ampliar a consciência individual, incorporando nessa consciência individual, valores e atitudes de união, solidariedade, cooperação e responsabilidade.

Consideramos também necessário para a efetivação desta prática pedagógica pensar o lazer contemporâneo, como segundo VILLAVERDE(2002),

 

“Uma prática social engendrada pelas transformações no mundo do trabalho, pela complexificação das sociedades e pelo advento da urbanização entre outros fenômenos situados na história. Mais que isto, não se deve perder de vista que a experiência do lazer diz respeito, a uma experiência humana de grande complexidade, sendo marcada pela fruição subjetiva, lúdica e intencional do mundo, visando a humanidade mais plena, especialmente em suas expressões de liberdade e ludicidade.”(Villaverde,2002,p.2-3).

 

Baseados nestes pressupostos, passamos a refletir sobre o que poderia ser feito com as atividades recreativas e como naquele momento elas poderiam contribuir. Com isso, realizamos reuniões de discussões dos objetivos de nossas propostas e montagem do croqui de nossa atuação - em que organizamos a função de cada bolsista/professor, a divisão dos tempos e espaços, o planejamento das atividades que seriam desenvolvidas e a preparação do material que seria utilizado nas atividades planejadas.

 

Para TUAN (1983) a relação do meio ambiente com os sentimentos manifesta-se constantemente por meio de nossas ações. Portanto, buscamos sensibilizar a comunidade quanto aos problemas ambientais viabilizando práticas que conectassem e promovessem o diálogo entre Lazer/cultura/educação/corpo, sob o enfoque da gratuidade. Propusemos, a visita à natureza, expressa pelas diversas manifestações do corpo (caminhadas, escaladas, rappel, passeio ciclístico), as práticas lúdicas (o jogo, a dança, o brinquedo), a arte (oficina de fantoches, pipas, instrumentos musicais), o fandango (dança regional), o resgate da cultura local através da recuperação de fatos históricos (teatro, capoeira), a gincana com provas vinculadas a estas questões e ainda associadas a práticas e a projetos municipais (recolhimento de lixo da baía, reflorestamento de mudas nativas em extinção), com o intuito de trazer à tona as várias questões envolvidas na relação ser humano /natureza.

 

Acreditamos que a área de Educação Física através destas práticas corporais diversificadas, pode despertar outras sensibilidades, conduzindo a outras formas de comunicação com a natureza, esta não vista como oposição ao ser humano mas como lugar onde a relação corpo/universo se insere, fazendo com que a experiência corporal torne-se um referencial do homem no mundo.

 

Ao propormos o espaço/tempo de lazer dentro da perspectiva cultural e educacional, em ambientes que possibilitaram contato consigo mesmo, com o outro e com a natureza, buscamos a convergência harmônica destas dimensões e assumimos a corporeidade como elemento fundamental, com a intenção de abrir as portas da percepção criativa para dar passagem aos sentimentos, a intuição, a emotividade, a imaginação, visualizando uma (re) definição e (re) significação da cultura local pela recuperação da sensibilidade “perdida”.

 

Portanto ao combinarmos, Lazer e preservação ambiental foi possível também, potencializar espaços educativos com atividades originárias do levantamento da problemática ambiental vivida cotidianamente pelos moradores da cidade, apontando a necessidade de co-participação da comunidade para solução de problemas locais, onde cada um em potencial é importante para a manutenção e alteração deste cotidiano. Acreditamos ter proporcionado a esta comunidade a valorização de sua cidade sugerindo novos estilos de vida, gerando um sentido de pertencimento ao lugar.

 

AS ESTRATÉGIAS, AS EXPERIÊNCIAS, A MATERIALIZAÇÃO

 

O trabalho desenvolvido girou em torno de uma proposta temática, que era a relação dos seres humanos com a natureza, expressa na questão da preservação ambiental. Assim todas as atividades partiam desse eixo comum e mantinham entre si múltiplas ligações. Historicamente a Praça de Lazer e a Gincana da Cidade ocorriam como duas esferas distintas, sendo que uma privilegiava o espaço para as crianças - a praça, e a outra para os jovens e adultos - a gincana. Buscamos romper com essa demarcação, trazendo o público jovem e adulto também para praça, com atividades destinadas a eles e também com atividades que buscavam o entrosamento entre crianças, jovens e adultos, como por exemplo, a matroginástica. Outra mudança ocorrida este ano, foram as práticas corporais realizadas junto a natureza, que propiciaram as pessoas um reconhecimento dos espaços da própria comunidade, bem como refletirem as possibilidades de nos relacionarmos com esses, preservando-os. Tanto crianças como jovens e adultos participaram em tais atividades, que eram norteadas pelos princípios básicos da educação ambiental.

 

PRAÇA DE RECREAÇÃO E LAZER: “A Preservação Ambiental”

 

As atividades desenvolvidas na praça de recreação e lazer ocorreram do dia 15 a 20 de julho. Foram realizadas na Praça Feira Mar, onde a natureza exibe sua exuberância seja pelas árvores, como pela paisagem do mar e o trapiche, elementos importantes para temática do trabalho. No primeiro dia do evento contamos com um público de 550 pessoas, já nos outros dias o público variou entre 650 e 500 pessoas por tarde.

 

Dividiu-se os espaços em função das diferentes propostas e das diferentes idades do público envolvido, tendo atividades orientadas e atividades espontâneas. Podemos distinguir sete espaços distintos: 1) o circo, onde ocorriam as oficinas de fantoches e máscaras, de pipa e de instrumentos musicais, 2) a quadra, onde realizava-se a oficina de jogos cooperativos, 3) a cama elástica, onde ocorria a oficina de trampulin acrobático, 4) o espaço entre as árvores, onde aconteciam as oficinas de danças folclóricas e capoeira, 5) os brinquedos, onde as crianças menores (de 2 a 6 anos) divertiam-se descendo o tobogãn, brincando nas piscinas de bolinha, na cama elástica, com as pinturas de rosto e no jogo de petecas, 6) o muro de escalada, com duas faces que foi um desafio para as crianças maiores, os jovens e adultos, 7) as atividades de abertura e fechamento que eram realizadas todos os dias, como a matroginástica e as apresentações artístico-culturais das provas da gincana e as atividades esporádicas como os shows de mágica.

 

Apesar da proposta ser a mesma, cada espaço constituiu-se preservando sua diversidade, por exemplo, as oficinas envolviam crianças de 6 a 15 anos, divididas em quatro turmas: 6-7, 8-9, 10-12, 13-15 , cujo os horários eram divulgados a cada tarde, possibilitando que cada faixa etária pudesse passar no mínimo uma vez em cada oficina. Essa divisão era apenas organizacional, sem possuir um caráter fixo e rígido, tinha como objetivo apenas evitar que as turmas ficassem superlotadas, permitindo que crianças de diferentes faixas etárias se integrassem. O espaço destinado aos/as pequenos/as permitia-lhes liberdade nas escolhas do que fariam e como fariam, definindo apenas um tempo máximo para que cada criança ficasse no brinquedo, com o intuito de viabilizar que todas pudessem brincar. Faz-se fundamental retratar as experiências realizadas nesses diferentes espaços/momentos.

 

O CIRCO:

 

Oficina de Fantoches e Máscaras: No início conversávamos com as crianças sugerindo-lhes que montassem um história que envolvesse a natureza. Para isso passava-se várias informações sobre a fauna e flora local. As crianças construíam uma história coletiva, onde todos podiam dar suas idéias. A partir da história cada um construía um personagem, em máscara ou fantoche, dependendo da oficina do dia. Após a construção dos personagens os alunos/as teatralizavam a história criada por eles mesmos.

 

Oficina de Pipa: Nessa oficina houve todo um cuidado para que as crianças que participassem tivessem cuidado com os locais apropriados para se soltar pipas, evitando soltá-las perto de fios de luz, como também o cuidado que tem que se ter com o clima, não devendo soltar pipa em dias chuvosos ou que o tempo encontra-se fechado, pelo perigo de raios. Enfocou-se o problema do cerrol e dos cacos de vidro, pois o prazer não precisa estar necessariamente em retirar o outro da brincadeira, mas de curtir as diferentes manobras que pode se fazer com pipa. Após essa conversa inicial, as crianças confeccionavam artesanalmente suas próprias pipas, para os menores o esqueleto já vinha pronto, restando-lhes cobrirem a pipa com papel. Já os maiores aprenderam a fazer a pipa papagaio, estrela e caçadeira, criando diferentes possibilidades com os papéis de seda para criar efeito em suas pipas. Todos deveriam trazer as suas pipas para o momento da revoada.

 

Oficina de Instrumentos Musicais: Trabalhou-se com materiais de sucata na confecção dos instrumentos musicais, mostrando as crianças a importância de reutilizarmos o lixo, refletindo sobre as conseqüências que o crescimento desordenado de materiais plásticos e metálicos trazem para a natureza. Proporcionou-se um momento para testar a sonoridade dos instrumentos fabricados, para num segundo momento, trabalhamos com eles/as diferentes ritmos, sintetizando-os numa batucada que foi apresentada na Praça de Lazer.

 

A quadra: Os Jogos Cooperativos contribuíram para que se propagasse a idéia da praça que era a cooperação entre os seres humanos e uma relação com a natureza em que esses se consideram parte integrante da mesma. Portanto, preservar a natureza significa preservar a própria humanidade. Foram realizados vários jogos que necessitavam de todos os participantes para que houvesse êxito.

 

A cama elástica: a oficina iniciava com a avaliação daquilo que os/as alunos/as já conheciam e ensinou-lhes técnicas novas, para que cada um pudesse criar composições utilizando aquilo que já sabiam, aquilo que aprenderam e aquilo que inventaram.

 

O espaço entre as árvores: nesse espaço ocorriam duas oficinas alternadamente, de capoeira e danças folclóricas. A capoeira, no primeiro dia tinha como objetivo socializar o conhecimento dos golpes e a roda de capoeira, logo em seguida passou-se para a criação de alguns movimentos, no final realizou-se uma grande roda, onde todos participaram. O segundo dia da oficina priorizou-se a confecção dos instrumentos musicais, o berimbau e o pandeiro, e passaram para o aprendizado do toque São Bento Pequeno. O terceiro as cantigas da capoeira, discutindo o conteúdo das mensagens resgatando a história. Para os menores as canções tinham uma abordagem que valorizava a música na capoeira. A Quarta oficina foi abordado o Maculelê.

 

AS ATIVIDADES DE ABERTURA E ENCERRAMENTO:

 

Antes de começarmos as atividades do dia o carro de som tocava uma música sobre a temática da preservação ambiental criada pela própria comunidade participante da Gincana da Cidade, onde os/as monitores/as convidavam a todos para cantar juntos.

 

Matroginástica: Constituía-se num espaço de interação entre as crianças, seus pais, avós, tios, os jovens e adultos que iam prestigiar a praça, em que ao som de diferentes ritmos, brincávamos fazendo movimentos simples ao som da música. Para cada dia havia uma proposta temática, como por exemplo, as diferentes regiões do país (a cultura musical popular de cada lugar, de norte a sul), as diferentes épocas (anos 60, 70, 80, 90), músicas infantis,... No último dia a matroginástica contou com todos os monitores fantasiados de seus personagens no RPG, instigando a fantasia das crianças.

 

Avaliamos que essas atividades foram interessantes para alcançarmos um de nossos objetivos que era envolver a todos que passassem pela praça, criar momentos de contato corporal, viabilizar que as pessoas se conhecessem e pudessem divertir-se juntas, refletindo sobre a relação homem/natureza.

 

FANDANGO PARTICIPATIVO: “Valorizando a cultura paranaense”

 

Conduzimos o ensino e a prática de dançar o fandango (dança do folclore paranaense), que contou com a participação de todos/as os/as monitores/as da Educação Física e envolveu a comunidade que passava pela praça chamando-os para dançar com o grupo de forma espontânea. Estiveram envolvidos nessa atividade em torno de 60 pessoas.

 

GINCANA DA CIDADE: “Contribuindo para a preservação ambiental”

 

A idéia central desta proposta foi potencializar espaços educativos através de desafios colocados aos grupos participantes, estabelecendo um vínculo com a preservação ambiental, considerando a natureza como “parceira” indispensável, com provas originárias do levantamento da problemática ambiental vivida cotidianamente pelos moradores da cidade. O caminho escolhido para atingir tais objetivos foi a vinculação á projetos sócio-ambientais em andamento da prefeitura local. Também buscou-se amenizar a competitividade, integrar os participantes da Gincana ao Festival como um todo, potencializando a cultura e a arte, contemplando elementos da cultura local. A metodologia utilizada visou formas diferenciadas de pontuação com avaliações qualitativas em detrimento das quantitativas, através de provas divididas em diferentes categorias: provas artístico-culturais, provas filantrópicas, provas esportivas, entre outras. Sendo que haviam pontuações para provas cumpridas e bonificações. Isso para evitar que uma equipe disparasse já no início da gincana desmotivando as outras equipes participantes.

 

PRÁTICAS CORPORAIS JUNTO A NATUREZA

 

Coerente com a temática da preservação ambiental, foram oferecidas à comunidade local algumas práticas corporais de contato com a natureza, dentre elas uma caminhada ecológica, um passeio ciclístico, uma vivência de rappel e um muro de escalada instalado durante o evento. Essas práticas, abertas à comunidade, buscavam uma interação dos participantes com a natureza, sensibilizando-os para problemas ambientais e para a necessidade de preservação de espaços naturais.

 

AULA PÚBLICA: “Ginasticando: Eu, você e todos nós”

 

Esta atividade contou com um professor que fantasiado desenvolveu uma aula onde não necessitava de habilidades e capacidades motoras treinadas, mas com movimentos simples e engraçados que representam situações de nosso dia-dia com a temática ambiental. Contou com a participação de 150 pessoas.

 

REFLEXÕES FINAIS

 

Consideramos que em relação aos nossos objetivos alcançamos os seguintes resultados:

 

-           Das várias vivências que proporcionamos para as pessoas, algumas tornaram-se verdadeiras experiências, pois integraram esse ser humano transformando-o, modificando-o. Esse aspecto é fundamental quando nos referimos as questões que levantávamos no inicio do trabalho. O que almejávamos? Qual projeto de sociedade? Quais atividades? Assim podemos inferir que as ações realizadas foram significativas para as pessoas que participaram da Praça de lazer, da Gincana da Cidade e das práticas corporais junto a natureza.

-           Podemos ressaltar o exercício político da comunidade através de experiências vivênciadas que possibilitaram uma aproximação aos projetos socio-ambientais da prefeitura local com um maior entendimento da co-responsabilidade com a preservação ambiental.

-           Constatou-se que nos diferentes momentos a sociabilidade e a ajuda mútua, mesmo entre grupos diferenciados ou equipes adversárias, como o caso da Gincana da Cidade, considerou-se o fato mais importante a participação e não a competição exacerbada.

-           Ao combinar vivências corporais lúdicas, informações sobre recursos naturais locais, plantio de mudas nativas, coleta de lixo, e um bom trabalho de grupo, as atividades resultaram em uma materialização de reflexões teóricas desenvolvidas no âmbito da Universidade além de fomentar o resgate da ludicidade e da sensibilização para as questões ambientais.

-           Esse espaço de formação dos acadêmicos possibilitou uma articulação entre ensino, pesquisa e extensão, concretizando nossas discussões e enfoques teóricos em práticas refletidas.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ARANTES, F.B.Otília. Cultura e transformação urbana In. PALLAMIN,V.M. (org.), LUDEMANN, M. (cood.). Cidade e cultura: esfera pública e transformação urbana. São Paulo, Estação Liberdade, 2002.

GONÇALVES, Dalva. Educação ambiental e o ensino básico.Anais do IV Seminário Nacional sobre Universidade e Meio Ambiente. Florianópoles,1990, pp.125-126.

GUIMARÃES, Mauro. A dimensão ambiental na educação. Campinas, SP, Papirus,1995.

RECHIA, Simone. . Espaço urbano: do controle à liberdade. In. BRUHNS, H.T.& Gutierrez, G. L.(orgs.) Representações do lúdico, II ciclo de debates lazer e motricidade. Campinas, Autores associados/FEF- UNICAMP, 2001

TUAN, Yi-Fu. Espaço & lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo, Difel,1983.

VILLAVERDE, Sandoval. Refletindo sobre lazer/turismo na natureza, ética e relações de amizade. In. BRUHNS,H.T.& MARINHO,A.(orgs).Turismo, lazer e natureza.São Paulo, MANOLE,2002.

SENAC.

 

 

 

|  Red Latinoamericana de Recreación y Tiempo Libre  |  Red Nacional de Recreación

Fundación Colombiana de Tiempo Libre y Recreación / FUNLIBRE

 


[1]Docente da Universidade Federal do Paraná E-mail: simone.rec@mps.com.br

[2] Mestre - Docente da Universidade Federal do Paraná  E-mail:astridavila@ufpr.br