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Los juegos de los niños de un
campamento del Movimiento Sin Tierra. AS BRINCADEIRAS DAS CRIANÇAS DE UM ACAMPAMENTO DO MOVIMENTO SEM-TERRA Profª
Vania Mari Rossato Compassi¹ 14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002.
UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil. |
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RESUMEN
El presente
estudio exploratorio-descriptivo, investiga los juegos de los niños de 7 a 10
años de edad como elementos de mediación de las relaciones interpersonales en
el contexto del campamento del Movimiento Sin-Tierra. Para efectuar el estudio
se optó por el Paradigma Bioecológico persona/ proceso/ contexto/ tiempo. Fueron
observadas relaciones interpersonales a través del jugar, las actividades
preferidas por los niños y los papeles que los niños asumen al jugar. Los datos
fueron levantados a través de filmación y entrevista semi-estructurada, siguiendo
el protocolo basado en los elementos del microsistema. Para el análisis se la
técnica de análisis de contenido propuesto por Bardin (1977). Para las relaciones
interpersonales y papeles, se utilizó la sociomatriz, para categorizar las actividades
se utilizó una adaptación del sistema de categorías propuesto por Pereira
(1993). Este estudio nos posibilitó evaluar las actividades, las relaciones interpersonales
y los papeles de los niños durante su tiempo libre en un contexto de campamento.
El tiempo libre de los niños demostró limitaciones en las opciones de actividades,
ocasionadas por la infra-estructura, resultando en la deficiencia de recursos
materias disponibles; Las actividades presentaron pocas variaciones y
modificaciones en su dinámica. RESUMO
El presente
estudo exploratório-descritivo, investiga as brincadeiras das crianças de 7 a
10 anos de idade como elementos de mediação das relações interpessoais no
contexto do acampamento do Movimento Sem-Terra. Para efetuar o estudo
optou-se pelo Paradigma Bioecológico pessoa/ processo/ contexto/ tempo. Foram
observadas relações interpessoais através do brincar, as atividades
preferidas pelas crianças e os papéis que as crianças assumem ao brincar. Os
dados foram levantados através de filmagem e entrevista semi-estruturada,
seguindo protocolo baseado nos elementos do microssistema. Para a análise
utilizou-se a técnica de análise de conteúdo proposto por Bardin(1977). Para
as relações interpessoais e papeis, utilizou-se a sociomatriz, para
categorizar as atividades utilizou-se a adaptação do sistema de categorias
proposto por Pereira (1993). Este estudo possibilitou-nos avaliar as
atividades, as relações interpessoais e os papéis das crianças durante o seu
tempo livre em um contexto de acampados. O tempo livre das crianças
demonstrou limitações nas opções de atividades, ocasionadas pela
infra-estrutura, resultando na deficiência de recursos materiais disponíveis;
As atividades apresentaram poucas variações e modificações na sua dinâmica INTRODUÇÃO As crianças e seus contextos estão sendo muito discutidos
hoje em todos os segmentos da sociedade. Estudiosos como: Neto (1997),
Kischimoto (1997), Ramalho (1996), têm levantado a problemática envolvendo a
família, escola, brinquedo e o tempo livre das crianças. Estas temáticas
acima citadas são elementos integrantes do processo de desenvolvimento da
criança, como tais necessitam ser amplamente vislumbrados e articulados para
a melhoria da qualidade de estimulação lúdica para as crianças na sua
infância. O processo de
desenvolvimento da criança recebem influências do tipo de vida de cada um
pois as privações de encontros e passeios com amigos; decorrentes da
estrutura das cidades, das praças a diminuição do tamanho das casas e
apartamentos, a insegurança das ruas, o meio rural, os acampamentos, nos faz
refletir e buscar alternativas para atender as necessidades da busca de um
mundo lúdico, próprio de suas idades, com riqueza de experiências no viver
coletivo. O desenvolvimento do ser humano como um processo
contínuo, busca investigar através das manifestações individuais e coletivas
o indivíduo no seu local de inserção e as características de mudanças que
ocorrem durante sua trajetória de vida. O desenvolvimento enquanto área de
estudo, visa investigar as relações entre o ser humano em desenvolvimento e
os contextos nos quais ele se insere.
Também considerado como um processo global, composto
de diferentes características, biológicas, psicológicas, sociais e emocionais
que num entrejogo constituem o ser humano em desenvolvimento. Krebs et al
(1996). Na atualidade, novas visões em relação ao desenvolvimento
e a criança estão surgindo, possibilitando-nos a condição de perceber as
mudanças que se processam nas crianças em desenvolvimento quando brincam,
assim como sua capacidade de adaptação às mudanças e as relações
estabelecidas no convívio familiar e demais grupos sociais dos quais ela faz
parte. A Ecologia do Desenvolvimento Humano em sua perspectiva científica
evolutiva, percebe a ação mútua entre o ser humano ativo, em desenvolvimento,
e as modificações das propriedades dos ambientes imediatos em que a pessoa em
desenvolvimento vive, conforme esse processo é afetado pelas relações entre
esses ambientes, e pelos contextos mais amplos em que os ambientes estão
inseridos. Nesta concepção, a pessoa em desenvolvimento é considerada uma
entidade em crescimento, dinâmica, que progressivamente penetra no meio em
que reside e o reestrutura. Ao mesmo tempo o meio também exerce sua
influência, exigindo um processo de equilíbrio mútuo, a interação entre a
pessoa e o meio ambiente é caracterizada por reciprocidade. Bronfenbrenner
(1996). A criança em seu processo de desenvolvimento sofre
influências do seu meio e também pode influencia-lo, ocorrendo, então uma
relação dinâmica, sendo ela um ser ativo de sua própria evolução,
participando ativamente de seu processo e não sendo apenas produto dele. Essa
seqüência no desenvolvimento humano envolve tanto a cognição, sentimentos,
ações relações interpessoais e, principalmente, o significado e interpretação
que cada pessoa faz de suas experiências, como também a relação que ela
constrói com os ambientes significativos de seu cotidiano, incluindo
diferentes pessoas, grupos e a cultura na qual ela está inserida, criando um
sistema de significados próprios já que o
processo e o produto de tornar humanos os seres humanos varia claramente de
acordo com o lugar e a época. Bronfenbrenner (1996, p. ix). Nessa perspectiva, o tempo livre das crianças, constitui
excelente oportunidade para a criança manifestar através de suas brincadeiras
a exploração do seu ambiente, a vivência de diferentes papéis, fornecendo a
criança oportunidades de manifestar suas emoções, ampliar sua capacidade
cognitiva, aguçar sua criatividade, mas principalmente, estabelecer relações
sociais através de suas brincadeiras. Ressaltando estas afirmações Neto
(1997), propõe que um novo paradigma de ação deve ser criado considerando as ações corporais, orientadas na
percepção da criança sobre a valorização da ocupação do espaço natural.
Enfatizando nesta prática uma concepção ecológica de jogo em que a exploração
do meio natural seja evidenciado nas
práticas de brincadeiras no tempo livre das crianças. Ressaltando os efeitos
positivos do jogo e das atividades motoras na melhoria da percepção de si
próprio, eficácia pessoal, auto-estima, interação social e bem estar
psicológico. Nesse sentido, as brincadeiras efetuadas entre as crianças
constituem elementos fundamentais para o desenvolvimento. As brincadeiras
oferecem à criança oportunidades de desenvolver e aprimorar suas habilidades
corporais, manifestar sentimentos de alegria, tristeza, estabelecer relações
com os objetos e com outras crianças, atribuir significados às suas ações,
testar as suas capacidades e domínio corporal. Fica claro, em fim, que ao
brincar as crianças exploram, perguntam e refletem sobre as formas culturais
nas quais vivem e sobre a realidade circundante, exercitando lideranças
negociando os papéis que cada um entende que deve representar. A criança ao brincar explora e manuseia o que está a sua
volta, utiliza objetos para as suas brincadeiras como recursos materiais ou
parceiros, através de sua manipulação permite a ação e o desenrolar de atividades
e vivências do movimento. As brincadeiras possuem um significado especial
para a criança e traduzem sua trajetória de vida, seja através da família ou
de contextos mais amplos. O brincar infantil na visão de Friedmann (1996), é
considerado significativo, sobretudo por estabelecer a verdadeira vida social
das crianças. Porém, apesar da importância da vida social e das relações para
o desenvolvimento, ele não tem espaço garantido em muitos ambientes infantis. Os meios para que isso ocorra, conforme o autor, são além
dos espaços familiar e escolar, o espaço de convivência com outras crianças,
local onde o convívio é assegurado, com um ambiente rico em estudos de
comportamentos, momento que as crianças exercitam relações sociais, amizades
manifestadas a o interagirem entre si nas brincadeiras. Com esse pensamento e
visualizando a importância do ato de brincar que se busca oferecer espaços e
meios necessários para a criança fazer uso de sua imaginação, alegria,
através de propostas planejadas adequadamente por parte do adulto,
manifestando no brinquedo um modo de apropriação da cultura e fonte de
desenvolvimento. Desta forma surgiu a questão que norteará nosso trabalho: Como as brincadeiras de tempo livre das
crianças de um acampamento do Movimento Sem–Terra ( MST), constituem
elementos de mediação das relações interpessoais? A
compreensão do potencial que o meio lúdico possui na promoção do
desenvolvimento da criança, requer um conhecimento da diversidade de fatores
que influenciam na escolha de brincadeiras por parte da criança em seu tempo
livre. Considerando
as peculiaridades deste estudo, optou-se pelo modelo bioecológico delineado
por Bronfenbrenner apud KREBS (1995).
O paradigma adotado é o modelo pessoa/ processo/ contexto/tempo
(PPCT), enfatizando neste estudo somente o contexto no qual as brincadeiras
das crianças ocorrem. MATERIAL E MÉTODOS Este estudo
apresentou-se como uma pesquisa
qualitativa, caracterizando-se como exploratório descritiva, pois visou
observar as reações das crianças frente ao meio lúdico em um contexto de
acampados, buscando retratar as manifestações do brincar e as inter-relações entre as crianças.
Para tanto passamos a definir os elementos do modelo PC que nortearam a
metodologia aplicada ao estudo. Cada elemento desse modelo foi caracterizado
em nosso estudo da seguinte forma: Pessoa- Foram considerados como pessoas os integrantes
do Acampamento do Movimento Sem-Terra, composto por crianças, adolescentes e
adultos. As características mais importantes da clientela são as manifestações individuais refletidas através das vivências nos
diferentes contextos socioculturais. Contexto: Com a finalidade
de identificar o contexto, do microssistema ao macrossistema, o elemento de
referência foi o Movimento Sem-Terra. O elemento mais amplo o macrossistema.
A partir disso foi delimitado os elementos mais próximos da pessoa, o
microssistema. Neste estudo em particular, o nível mais próximo da pessoa em
desenvolvimento o microssistema,
foram os diferentes espaços vivenciados pelas crianças no Acampamento
do MST, contemplando os elementos que
o compõe que são as atividades, as relações interpessoais e os papéis
vivenciados. O universo do estudo compreendeu
um contexto, do mais amplo
macrossistema, até o mais próximo o microssistema. Fizeram parte deste
universo as pessoas que freqüentam diretamente esse contexto ou participam
indiretamente, envolvendo um tempo histórico e social. O macrossistema, foi caracterizado pelo MST que englobou o microssistema representado pelos espaços de
convivência das crianças no
contexto do Acampamento do MST, movimento social que está se tornando
cada vez mais freqüente na realidade brasileira e muito comum nas
proximidades do município de Cruz Alta, devido a expectativa de acesso a
grandes propriedades existentes nas imediações. Caracterizado como um Local
de convivência de crianças com suas famílias em situação de vida transitória,
reivindicando espaços de terra para a sua sobrevivência. A
organização para a coleta de dados escolhida neste estudo, teve como
referência o paradigma norteador da pesquisa , o modelo Pessoa/ Contexto,
Bronfenbrenner Apud KREBS (1997). Para melhor compreensão da localização e
organização do microssistema deste
estudo composto pelos espaços de convivência das crianças no Acampamento MST,
e sua localização dentro do macrossistema formado pelo MST, optou-se pela
definição e descrição do microssistema, e a forma de abordagem, considerando
as atividades, as relações interpessoais e os papéis. Como neste estudo a
proposta foi direcionada a somente aos integrantes de um contexto, não fazendo inferência do estudo
a outras populações, a escolha foi efetuada sobre o grupo de 17 crianças de 7
a 10 anos de idade 8 do sexo feminino e 9 do sexo masculino que fazem parte
do Acampamento Seguidores de Chê do MST, localizado nas margens da BR 377,
acesso à Ibirubá, Quilômetro 03 . Para
a coleta de dados a atenção esteve voltada para a observação naturalística,
que consistiu no registro de comportamentos sem interferência ou intervenção
pelo pesquisador. Neste modo de observação não há pré-seleção dos
comportamentos a serem observados, a não ser sua classe. O estudo do
comportamento em situação real centrou nos três pressupostos teóricos,
relativos aos elementos do microssistema:
As atividades lúdicas efetuadas pelas crianças, as relações interpessoais e
os papéis. Optou-se pela utilização de três instrumentos, a filmagem, a
entrevista e a sociomatriz: a filmagem foi utilizada para identificar o
comportamento das crianças e suas brincadeiras, na entrevista, levantou-se as
brincadeiras preferidas pelas crianças, já na sociomatriz, observou-se as
relações interpessoais e papéis. O comportamento das crianças e suas brincadeiras
foram gravados em VT, utilizando-se uma câmera focalizando os seus movimentos
em espaços pré- determinados a partir das preferências do grupo, nas
atividades lúdicas, as díades mais freqüentes nas relações interpessoais e os
papéis. O tempo de duração das sessões de filmagens dependeu do tempo de
organização e permanência das crianças nas atividades. Utilizou-se turnos e
horários diferenciados para a coleta, como estratégia para tentar captar o
máximo da realidade das crianças no seu tempo livre, utilizando-se como
procedimentos, percorrer o acampamento buscando localizar as crianças do
grupo de estudo que estivessem em situação de brincadeira efetuando-se o
registro através de filmagem que totalizou tempo de 10 horas. A entrevista foi efetuada
seguindo roteiro baseado nos elementos do microssistema. A sua aplicação ocorreu nos intervalos das filmagens, mantendo-nos
afastados do grupo, de modo que as outras crianças não influenciassem nas
respostas dadas. Em alguns momentos as crianças foram questionadas no grupo
de maneira informal enquanto conversavam, verificando-se com isso as opiniões
particulares e as do grupo. Optou-se pela entrevista semi - estruturada pois
combina perguntas fechadas e abertas. Os
resultados foram analisados através da técnica de análise de conteúdo, “que
consiste em um conjunto de técnicas de análise das comunicações” Bardin
(1977, P. 31). Os parâmetros que orientaram a análise dos resultados têm sua
fundamentação na Teoria da Ecologia do Desenvolvimento Humano, apresentado
por Bronfenbrenner apud KREBS (1995). Deste modo o microssistema a ser
estudado teve sua dinâmica explicitada a partir do Acampamento do MST, no
qual teve como enfoque, por um lado, a criança em desenvolvimento e, por
outro, as brincadeiras, ambos presente nas atividades de tempo livre da criança. A interpretação das brincadeiras
realizadas durante o tempo livre das crianças no acampamento do MST,
basearam-se nas descrições detalhadas dos comportamentos das mesmas. O
significado das descrições estão nas ligações entre os diferentes tipos de
atividades molares que foram categorizadas a partir das observações, as
estruturas interpessoais e os papéis, vivenciados no contexto de
desenvolvimento. Os eixos principais foram destacados a partir de
Bronfenbrenner (1995), e ganharam dinâmica após as descrições das observações
de cada criança nas situações de brincadeiras. As atividades molares foram
consideradas a partir do processo de continuidade das atividades, destacando
a persistência temporal e a resistência à interrupção. Os registros através
de filmagem e entrevista foram analisados seguindo protocolo para análise de
filmagem e entrevista baseados nos elementos do microssistema. Para melhor entendimento do estudo realizado,
organizou- se um esquema de pesquisa:
RESULTADOS Considerando os objetivos deste estudo, a apresentação,
análise e discussão dos resultados foi realizada com base no paradigma
pessoa/contexto, afim de fornecer maior clareza e dinamicidade. A exposição e
apresentação dos resultados se desenvolveu através da análise do contexto
imediato do estudo, o microssistema. Tal escolha fornece a dinâmica do
estudo, centrada nos elementos do microssistema, enfatizando a pessoa em
desenvolvimento, atuando no ambiente em que vive influenciando e sendo
influenciado, seguindo uma seqüência natural representada pelo tempo resultando
no processo de desenvolvimento. AS ATIVIDADES
As atividades lúdicas
foram identificadas a partir de entrevista e filmagem, utilizando como
parâmetros, os tipos de atividades realizadas, a preferência pelas atividades
praticadas e a natureza e função das mesmas. Para a classificação das
atividades em categorias utilizou-se o modelo adaptado de Pereira (1993). As atividades
desenvolvidas pelas crianças no seu tempo livre transcorriam basicamente sob
duas formas, uma praticada pelo grande grupo em local amplo designada como a
área de lazer do acampamento, onde as crianças passavam a maior parte do dia,
quando não estavam na escola, outra, praticada por pequenos grupos ou duplas,
realizadas nas imediações ou dentro dos barracos, estas normalmente aconteciam
nos finais de tarde e a noite ou quando estava chovendo. A participação e a
organização das crianças nas atividades ocorriam de forma natural. Na maioria
das brincadeiras, as crianças que estavam no local participavam das
atividades que as agradavam, no momento que não sentiam mais interesse
paravam de brincar. Nas observações efetuadas durante a evolução das
brincadeiras, ficou claro que a permanência da criança em uma atividade
ocorria até o momento que esta fosse significativa para ela. DEFINIÇÃO DO TIPO DE ATIVIDADE POR CATEGORIA
ESTABELECIDA Com o objetivo de
ordenarmos as respostas das crianças foi elaborado um sistema de categorias.
No sistema de categorias, as filmagens e as respostas dadas pelas crianças
foram organizadas a seguir em oito categorias das quais, apresentamos a
designação, descrição e exemplos. (a) Jogos de perseguição: Esta categoria
engloba jogos de corrida e perseguição, tais como: esconder e pegador; (b) Atividades
artísticas: Nesta categoria estão englobadas todas as práticas ligadas a
atividades artísticas, tais como: pintar, escrever, desenhar, cantar e
brincadeiras cantadas; (c) Atividades lúdico-desportivas: Nesta categoria
estão englobados os desportos coletivos com bola, ainda com grandes
adaptações em relação as regras, espaço, número de jogadores, os jogos
propriamente ditos são de voleibol e futebol; (d) Atividades de faz-de-conta:
Nesta categoria estão inseridas todas
as práticas de simulação, como por exemplo: brincar de casinha, de carrinho,
de mamãe e professora; (e) Atividades de coordenação de movimentos: Nesta
categoria estão englobadas várias atividades de salto, que implicam
coordenação, tais como pular corda e pular elástico; (f) Atividades naturais:
Inclui práticas tais como: correr, saltar, trepar, balançar, pracinha e subir
em árvores; e (g) Outras: Engloba
todas as atividades da criança não contempladas nas categorias anteriores,
como por exemplo: brincar no rio, passar anel, jogar bolita e baralho. QUADRO 2: Tipos
de atividades praticadas no tempo livre das crianças
Na
organização das categorias conforme as atividades efetuadas pelas crianças, ,
com o total de 110 escolhas entre as 17 crianças, considerando como 100% as
110 escolhas que as crianças efetuaram nas atividades. Esses mostram-nos que
a maior preferência entre as sete categorias de brincadeiras foi quanto aos
jogos de perseguição (20.90%) e atividades artísticas (20.90%),os quais
apresentaram o mesmo índice. A Segunda preferência foram as atividades de
faz-de-conta (17.27%) e atividades lúdico-desportivas (17.27%) na mesma
colocação; a terceira preferência, foi pelas atividades naturais (8.18%) e
igualmente para as atividades de coordenação de movimentos (8.18%) e a quarta
categoria que foi denominada por outras atividades (7.27%), com uma
percentagem pequena em relação a primeira escolha. Percebeu-se que quatro
categorias mantiveram certo equilíbrio nas escolhas das crianças, não
diferenciando-se significativamente entre si, apresentaram diferença maior as
categorias de atividades naturais e de atividades de coordenação de
movimentos seguidas por outras atividades que demonstraram menor preferência.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ressaltando a questão
geradora do estudo de levantar como as brincadeiras de tempo livre das
crianças de 7 a 10 anos constituem elementos de mediação das relações
interpessoais. Para Responder à questão que orienta este trabalho, faz-se uso
de aspectos essenciais para o desenrolar das brincadeiras; as oportunidades
para que estas aconteçam, o estímulo por parte dos componentes do contexto,
através de ações significativas para as atividades molares, relações
interpessoais e papéis. Apresentamos as questões através das inter-relações
dos elementos do microssistema. O processo de
desenvolvimento é uma questão inter-relacionada entre a pessoa e o contexto
do qual ela faz parte ativamente no seu cotidiano, ressaltando como de
essencial importância as oportunidades de vivências oferecidas, espaços
adequados, materiais disponíveis, incentivo e interações afetivas neste
ambiente imediato de vivências. O microssistema caracterizado pelo
Acampamento do MST, constitui dentro de sua trajetória um ambiente de
vivências coletivas de inúmeras crianças, adolescentes e adultos. O adulto no
desenvolvimento da criança possui um papel fundamental na transmissão da
cultura e experiências de vida. A criança desempenha papel importante no seu
processo de desenvolvimento, através
das interações estabelecidas nas vivências sociais, nos conflitos presenciados,
na busca de soluções. Todos os momentos constituem-se como de aprendizados,
considerando a qualidade de interações que ocorrem entre esses diferentes
grupos O desenvolvimento tem
base no conjunto das interações entre adultos e crianças agindo ativamente no
contexto, de forma a constituirem elos de ligações significativas, compostas
por elementos afetivos, de desafios e atividades significativas. O
microssistema Acampamento, dentro das limitações impostas pelo modo de vida,
e necessidades das circunstâncias em que se encontram, demonstrou preocupação
no sentido de promover à criança espaços para suas atividades, relações
interpessoais e papéis, mesmo que se contextualizado no sentido amplo do
desenvolvimento e das necessidades criança mostra-se precário. A constituição
de um microssistema equilibrado e relevante para a formação da criança
implica na qualidade das atividades, relações interpessoais e papéis
assumidos pelas crianças no decorrer de sua existência, Para que essas sejam
relevantes deve ocorrer no grupo a participação conjunta, a oportunidade de
cada componente poder expressar-se com liberdade, podendo ser ele mesmo,
agindo de forma expontânea na escolha de atividades que lhe sejam prazerosas.
Quando a criança está brincando no seu tempo livre, demonstra alegria,
satisfação, liberdade de escolha das atividade e de seus companheiros. A
brincadeira proporciona momentos de descontração criando oportunidades de
através de situações imaginárias lidar com situações conflitantes do seu
dia-a-dia, Com isso através de diferentes papéis assumidos nas brincadeiras a
criança projeta as experiências adquiridas no seu viver cotidiano.
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