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Ocio, recreación y educación en los
parques públicos de Salvador: Encuentro de sujetos en espacios de
ciudadanía. LAZER E EDUCAÇÃO NOS PARQUES PÚBLICOS DE SALVADOR: ENCONTRO DE
SUJEITOS EM ESPAÇOS DE CIDADANIA Augusto Cesar Rios Leiro[1] 14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002. UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil. |
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RESUMEN
Se trata de un trabajo conclusivo de disertación de la
Maestría en Educación desarrollado en la Facultad de Educación de la Universidad
Federal de Bahia y presenta cuestiones relativas al ocio, la rereación y la
educación como objetos de estudio. Delimita, a partir de un rompecabezas
documental, el quehacer político y pedagógico del poder público en el ámbito
de los parques de recreación en Salvador. Tras una reflexión conceptual y
política acerca del duro juego de la globalización y sus implicacioes en el orden
local, recorta el ocio y la recreación en cuanto espacios privilegiados de la
cultura. Discute participación, educación y las relaciones de genero en cuanto
cuestiones substantivas y el tiempo, el espacio y la actitud en cuanto
categorias básicas del campo del ocio y la recreación. Se constata que los
gestores no interactuan con los usuarios de los parques, pues cuando el ciudadano
entra en el “campo” el Estado sale. La investigación apunta directrices para
política pública de ocio y recreación y reconoce en los sujetos la capacidad que
les permite arrebatar su historia, demandar acciones políticas que, en lugar de
la centralización de las decisiones, posibiliten la participación ciudadana, y
en lugar de la homogeneización del movimento corporal y de la estandarización
de los equipamientos, ejerciten la diversidad de los intereses culturales. RESUMO
Trata-se de um
trabalho conclusivo de dissertação de Mestrado em Educação desenvolvido na
Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia e apresenta questões
relativas ao lazer e a educação como objetos de estudo. Delimita, a partir de
um quebra-cabeça documental, o fazer político e pedagógico do poder público
no âmbito dos parques de lazer em Salvador. Após uma reflexão conceitual e
política acerca do duro jogo da globalização e suas implicações na ordem
local, recorta o lazer enquanto espaço privilegiado da cultura. Discute
participação, educação e as relações de gênero enquanto questões substantivas
e o tempo, o espaço e a atitude enquanto categorias básicas do campo do
lazer. Constata-se que os gestores não interagem com os usuários dos parques,
pois quando o cidadão entra em “campo” o Estado sai. No entanto, a pesquisa
aponta diretrizes para política pública de lazer e reconhece nos sujeitos a
capacidade de poderem arrebatar sua história, demandarem ações políticas que
ao invés da centralização das decisões, possibilitem, a participação cidadã,
ao invés da homogeneização do movimento corporal e da estandartização dos
equipamentos, exercitem a diversidade dos interesses culturais. Pensar o Brasil
é pensar sociedade brasileira no seu conjunto. É conhecer sua história e
reconhecer seus desafios estratégicos para o desenvolvimento científico e
tecnológico em todas as áreas do conhecimento. Tal perspectiva nos coloca de
frente a diversos caminhos de investigações. Diante das possibilidades, o
presente estudo, sob o foco da política,
da relação Estado-Sociedade e dos interesses culturais e de gênero, pesquisou
junto aos freqüentadores dos parques públicos de lazer de Salvador os
projetos pedagógicos permanentes. O estudo tomou a educação e o lazer como categorias fundantes do trabalho e buscou um retrato
urbano que congregasse, num único lugar, distintos atores sociais, de faixa
etária, sexo e etnias diferentes, onde os interesses culturais fossem
múltiplos e o Estado tivesse uma presença ativa na sua estrutura e
funcionamento. Assim sendo, a pesquisa reconheceu que os parques públicos
como o “lugar arborizado ou ajardinado de relativo tamanho, para passeio ou
recreação” Houaiss (1994) como território mais representativo e referencial
do presente interesse investigativo. A título de
delimitação da pesquisa os parques foram tomados como áreas urbanas
polivalentes recortadas por zonas livres e de aparelhos que devem reunir em
uma estrutura funcional: áreas verdes[2],
jardins, quadras poli-esportivas, piscinas, biblioteca, videotecas, salas,
restaurantes etc. O texto
dissertativo contém cinco capítulos. O primeiro busca situar conceitualmente
os termos: globalização e mundialização, suas tendências e implicações
sociais, culturais e econômicas. O estudo revela um abismo cruel e crescente
acerca da situação econômica e social do Brasil e suas irradiações no mundo
do trabalho e do lazer. Vivemos dois
Brasis num mesmo país. Somos a nona maior economia do planeta e ostentamos o
título de campeão mundial de concentração de renda. Destaca-se ainda
no primeiro capítulo, os parques públicos da cidade de Salvador como palco
privilegiado da pesquisa de campo, convém reconhecer que há nesses espaços,
expressões da cultura corporal e do movimentar-se humano. No município de
Salvador, no dizer do poder público, há nove parques públicos. A Prefeitura administra três deles (Parque da Cidade Juventino Silva, o
Parque Histórico Metropolitano de Pirajá e o Parque Atlântico). O Governo do
Estado administra os demais, sendo que a Companhia de Desenvolvimento da
Região Metropolitana de Salvador (Conder[3])
administra cinco: (Parque do Jardim dos Namorados, Parque do Dique do Tororó,
Parque da Lagoa e Dunas do Abaeté, Parque do Costa Azul e o Parque
Metropolitano de Pituaçu) e o Parque Zoobotânico Getúlio Vargas/Jardim
Zoológico que é administrado pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e
Reforma Agrária. As impressões e
formas de utilização comunitária dos parques foram colhidas através de
sondagem, observação direta e aplicação de questionário junto aos usuários
dos parques públicos. Nos arquivos,
museus e bibliotecas foram captadas imagens antigas e contemporâneas. Os
documentos legais em vigor da Câmara Municipal de Salvador e da Assembléia
Legislativa da Bahia ao lado dos projetos em andamento sob a direção da
Prefeitura Municipal de Salvador também foram levantados. Realizamos ainda
entrevistas com os principais gestores que coordenam a referida política
setorial em nível municipal e estadual. A rigor trata-se
de um constructo que vê o lazer como um campo de síntese dos interesses
culturais e reconhece a existência de uma boa tensão envolvendo o cidadão e
os poderes públicos. Quanto mais estreita essa relação cidadão/Estado mais
cidadã será a vida social nas cidades. No segundo
capítulo, após destacar a cidade de Salvador, suas características históricas
e modernas, suas marcas portuguesas, espanholas e africanas, o estudo discute
o tempo, o espaço e a atitude enquanto conceitos básicos. Sempre mediado
pelos interesses culturais, o capítulo traz o debate teórico do lazer a
partir das experiências vivenciais do corpo e suas possibilidades virtuais. Para Marcellino (1996) a possibilidade de “humanização da vida” e o reconhecimento do
lazer como “canal privilegiado” de democratização do acesso à cultura não
pode mais ser “encarado como atividade de sobremesa ou moda passageira” no
dia a dia de uma cidade ou metrópole. A rigor, vive-se diante de grandes
desafios contemporâneos e históricos no que se refere ao uso qualitativo dos
espaços. Seja ele rural ou urbano. A particularidade do nosso trabalho é o
lazer urbano, citadino. Compreendemos
que o lazer implica em obrigações repousantes, recreativas, informativas e
formativas e no atendimento a distintas categorias sócio-profissionais as
quais envolvem relações geracionais, étnicas e de gênero. No debate
referente ao saber específico - lazer, cabe destacar os estudos recentes que
têm tornado consensual a discussão sobre esta temática enquanto campo
obrigatório de análise e reflexão. A vasta literatura sobre o assunto tem
potencializado principalmente três conceitos básicos de lazer: tempo, espaço
e atitude. Tal caminho é
qualificado na dimensão das políticas públicas, para assegurar ao maior
número de sujeitos, vivências de valores culturais que contribuam para
refletir criticamente sobre os interesses de ordem global e para mobilizar,
discutir e organizar os interesses críticos da ordem local. O terceiro
capítulo busca discutir três categorias teóricas: participação, educação e
gênero enquanto dimensões substantivas da construção da democracia e da
caminhada afirmativa das políticas públicas enquanto direito individual e
coletivo. A pesquisa
discute na categoria participação
os mecanismos de implicação social e de cidadania, reflete as distintas
concepções de Estado, ao tempo em que localiza o papel do poder local na
afirmação do ideário democrático. Mesmo reconhecendo os limites de qualquer
tentativa de classificação, o trabalho traz para dialogar com a segunda
categoria – educação, uma
caracterização que a sub-divide em três possibilidades: formal, informal e
não formal. Debate o
processo de ensino-aprendizagem, questiona a tentativa de “uniformização de
comportamentos” bem como a lógica cartesiana “da crença no domínio de regras
e normas como condição necessária e suficiente para e educar” (Santos, 1997,
p.09). Lança sobre a
referida categoria, um olhar que busca maior vínculo relacional entre os
cidadãos usuários e o próprio território dos parques de lazer da cidade. A
terceira categoria teórica desse capítulo discute as desiguais oportunidades
de poder e de ocupação de espaços baseadas apenas nas diferenciações visíveis
sexualmente. O estudo sobre Relações de Gênero ganha um debate particular no
âmbito do lazer e das práticas esportivas, sobretudo por reivindicar a
superação da concepção masculinizada no pensar e no fazer das culturas
corporais, através da adoção de práticas educativas que afirmem a igualdade
entre homens e mulheres. Um fazer
efetivamente múltiplo, democrático, equivalente, cidadão. Onde “a diferença
sexual não seja razão de exclusão” (Costa, 1998, p.231). No penúltimo capitulo reúne um conjunto de
dados documentais e os apresenta diagramalmente em gráficos que expressam as
impressões dos usuários dos parques, analisa o escrito legal referente a
lazer e esporte, interpreta o discurso dos gestores sobre o referido tema e
reflete sobre políticas públicas de lazer em Salvador, notadamente nos
parques da cidade. Para efeito de
sustentação teórica das falas recorremos então a análise do discurso, tomada
aqui como “atribuição de sentidos” (escrito e oral) ao tempo em que
reconhecemos o sujeito como um protagonista social que não se forja
individualmente. Ele se apropria da linguagem de forma circunstancial em um
palco histórico e em um lócus cotidiano onde processo e produto fazem parte
do contexto sócio-político e geram formações discursivas e ideológicas. Foi considerado
na observação a palavra e o silêncio; o gesto e a quietude. As diversas
formas de dizer. As visitas aos parques, ora pela manhã ora pela tarde/noite,
buscou sensível e atentamente perceber o “familiar e o estranho” e evitou ver
muito e registrar pouco. A exemplo de Silva, o olhar do grupo que levantou os
dados empíricos entendeu que “o importante não é o que se vê, mas o que se
observa com método” (Silva, 2000, p.62). Dentre as formas
utilizadas para levantar informações junto às comunidades freqüentadoras dos
parques destacam-se como fonte primária os seguintes instrumentos: observação
direta, sondagem e aplicação do questionário oficial da pesquisa. Ao começar o levantamento de dados,
adotou-se como fontes preliminares o registro fotográfico e a sondagem de
opinião a partir de entrevistas semi-estruturadas nos principais espaços
recreo-desportivos (praças, parques, quadras e campos) da cidade de Salvador.
O click das fotos nos parque foi
revelando ambigüidades em forma de paisagem. O caráter ambíguo das imagens
fotográficas às vezes nos “revela coisas que o próprio olho não vê” (Silva,
2000, p.66). Tais
procedimentos (fotografia e sondagem) indicam mais do que paisagens são
dimensões fundantes para o Questionário
da Pesquisa. O processo de observação, de acompanhamento das rotinas dos
parques, durante uma semana nos três turnos, ao lado do acolhimento dos
depoimentos junto à comunidade revelou, a partir dos instrumentos de
levantamento de dados, olhares desejosos de mais cidadania no parque. A metodologia
utilizada cumpriu um papel fundamental no desenvolvimento da pesquisa.
Trata-se de uma caminhada que buscou qualificar o sujeito e o objeto e que
perseguiu esta relação enquanto “uma relação de troca e intercâmbio, de
aproximação e distanciamento, e de um jogo de alteridade” onde o sujeito é um
ser social que se reconhece diferente dos objetos, cria e descobre
significações, elabora conceitos, idéias, juízos e teorias” (Silva, 2000,
pp.34-35). Como síntese do
trabalho cinco diretrizes de política setorial são apresentadas. Tais
diretrizes tratam da participação cidadã; da qualidade social; formação e
desenvolvimento de quadros; dos espaços e equipamentos e dos projetos
educativos nos parques e buscam imprimir sua contribuição na mobilização
social, na formação de laços de solidariedade e no estimulo ao convívio
comunitário enquanto iniciativas sensíveis à organização política e a
construção da cidadania emancipatória. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARVALHO, Maria
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Elenaldo Celso, Políticas públicas e
lei de diretrizes orçamentárias. Módulo 2 - Cidadania e poder local –
UFBA, Salvador. 1999. |
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Red Latinoamericana de Recreación
y Tiempo Libre | Red Nacional de Recreación |
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Fundación Colombiana de Tiempo Libre y
Recreación / FUNLIBRE |
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[1] Mestre e Doutorando em Educação, Docente: UFBA - Universidade Federal da Bahia UNEB -Universidade do Estado da Bahia. Rua Raul Leite, 367/704. Vila Laura, Salvador/Ba. 40270180// Email: acleiro@ufba.br
[2]Vale resaltar que do ponto de vista ambiental a ONU recomenda como parâmetro mínimo de qualidade de área verde 16m2 por habitante e a cidade de Salvador não atende a tal indicação.
[3]A Conder é um orgão da Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado da Bahia.